O SINTAB criticou a resposta do Governo a uma pergunta parlamentar do PCP sobre a insolvência do Matadouro Industrial do Cachão, apontando a ausência de medidas para assegurar a manutenção da infraestrutura, apesar do recente Conselho de Ministros realizado a 9 de setembro de 2026 em Bragança.
O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) manifestou descontentamento com a resposta do Governo a uma questão colocada pelo Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República acerca do futuro do Matadouro Industrial do Cachão.
Segundo a estrutura sindical, o executivo reconheceu a importância territorial daquela unidade e os impactos de um eventual fecho, mas remeteu as responsabilidades para as câmaras municipais de Mirandela e de Vila Flor, coproprietárias do espaço, e para os órgãos da insolvência, limitando-se a indicar que irá monitorizar a situação se o encerramento ocorrer.
O sindicato sublinhou que a tomada de posição do Governo surge na sequência da reunião do Conselho de Ministros realizada a 9 de setembro de 2026 em Bragança, onde foi enfatizado o discurso de valorização do interior. Para o SINTAB, a ausência de medidas contrasta com as necessidades de investimento e de manutenção do emprego na região.
A organização recordou ainda que os trabalhadores têm mantido a laboração perante a incerteza laboral e atrasos nas remunerações, sem que lhes tenha sido formalmente apresentado o plano de recuperação anunciado pelas autarquias proprietárias.
O SINTAB reiterou que o matadouro é fulcral para os criadores de gado e para o comércio de carne, exigindo compromissos efetivos ao Governo e aos municípios.

