Cerca de duas mil e quinhentas pessoas manifestaram-se ao início da noite de quinta-feira no Porto em defesa do direito à habitação e em protesto contra a intervenção policial da madrugada anterior. O protesto decorreu na Praça D. João I e estendeu-se até à Câmara Municipal do Porto com palavras de ordem dirigidas à autarquia.
Cerca de duas mil e quinhentas pessoas concentraram-se, a partir das dezanove horas de quinta-feira, quinze de outubro, na Praça D. João I, na cidade do Porto, para protestar contra a crise na habitação e manifestar repúdio pela intervenção policial registada durante a madrugada precedente. O ajuntamento, que começou ao som de temas de intervenção, desfilou posteriormente em direção à sede do município do Porto, onde os participantes entoaram palavras de ordem contra a atuação do executivo camarário e exigiram o fim dos despejos e o controlo efetivo do preço das rendas.
A mobilização decorreu na sequência do desmantelamento forçado do acampamento que se encontrava instalado no local desde o fim de semana transato. A intervenção levada a cabo pela Polícia de Segurança Pública causou ferimentos a trinta e nove participantes na concentração, dois dos quais em estado considerado grave, tendo a força de segurança indicado igualmente um agente ferido. Perante as críticas, o Ministério da Administração Interna sustentou a legalidade da atuação policial para a reposição da ordem pública.
Por seu turno, os representantes do movimento cívico reiteraram a firmeza das suas posições e convocaram uma assembleia popular para decidir os moldes de continuidade da contestação no centro da Invicta, garantindo que o recurso à autoridade não suspenderá a luta por habitação condigna.

