Em Matosinhos já foram pedidos mais de 600 passes “Estudante-Maré”, título gratuito e destinado a alunos com idade igual ou superior a 13 anos matriculados nas escolas do concelho, anunciou hoje o vereador dos Transportes e da Mobilidade.
Durante a reunião pública do executivo municipal, no distrito do Porto, José Pedro Rodrigues revelou que estes pedidos têm vindo a ser feitos desde 26 de agosto, dia a partir do qual esta possibilidade foi disponibilizada no site https://maredematosinhos.pt/passe-estudante-mare/.
“Acredito que esta medida terá um impacto social muito significativo para as famílias”, disse.
A partir deste ano letivo e, através desta medida, a Câmara Municipal de Matosinhos vai garantir transporte gratuito a cerca de nove mil alunos com idade igual ou superior a 13 anos matriculados nas suas escolas.
Garantindo acesso ilimitado a todas as linhas da operadora de transportes públicos do concelho – ViaMove, este passe é válido por 12 meses, quer no período escolar quer nas férias.
Um dos objetivos da autarquia passa por fomentar uma maior utilização dos transportes públicos junto dos jovens e familiares, frisou.
“Simultaneamente, pretende-se contribuir para a diminuição da utilização do transporte individual nas deslocações entre casa e escola, para a introdução de novos hábitos e para a diminuição do custo das famílias”, sublinhou.
A câmara espera ainda que esta medida permita diminuir os constrangimentos de trânsito, a melhoria da qualidade de vida das populações e a descarbonização da economia na área dos transportes.
A introdução deste passe visa complementar a entrada em vigor na Área Metropolitana do Porto da gratuidade dos passes Andante para os jovens com menos de 13 anos.
O “Estudante-Maré” tem um custo estimado de 1,5 milhões de euros por ano, assegurando a autarquia até 500 mil euros deste investimento e a operadora ViaMove o restante.
A nova operadora de transportes públicos de Matosinhos — ViaMove — entrou em funcionamento em janeiro.
A empresa ViaMove, detida em 51% pelo Grupo Barraqueiro e em 49% pela Resende, substituiu a operadora Resende, cuja concessão terminou em dezembro de 2018 por ser alvo de críticas por má qualidade dos veículos, relatos de sucessivos atrasos ou falhas de carreiras.
