As multas por falta de cinto de segurança aumentaram 26 por cento em relação ao ano anterior; tendo a GNR registado cerca de 32.000 infrações por falta deste dispositivo no ano passado, indicou a corporação.
Os dados foram avançados pela Guarda Nacional Republicana para anunciar a operação de fiscalização ao uso do cinto de segurança e cadeirinhas para crianças. Em comunicado, a GNR refere que registou 32.391 infracções por falta de cinto de segurança e cadeirinhas para crianças (sistemas de retenção para crianças) em 2015, correspondendo a um aumento de 26 por cento em relação ao ano anterior, quando foram multados 24.942 condutores.
O capitão Ricardo Silva, do comando-geral da GNR, disse à agência Lusa que mais de 90 por cento das 32.391 infracções estão relacionadas com a falta de cinto de segurança. Segundo aquela força de segurança, Porto (5.782), Braga (3.721), Aveiro (3.068), Lisboa (2.898) e Setúbal (2.061) foram os cinco distritos que registaram o maior número de multas por falta de cinto de segurança.
A GNR refere que a utilização do cinto de segurança e as cadeirinhas para crianças reduzem “a ocorrência e gravidade de lesões sofridas pelos ocupantes de uma viatura em caso de acidente de viação”, justificando a “particular atenção” às acções de prevenção e fiscalização dada a este tipo de dispositivos.
A GNR intensifica, a fiscalização do uso do cinto de segurança e de sistemas de retenção para crianças, direccionando as acções para as vias onde as infracções por falta de uso destes dispositivos são mais frequentes.
Para a operação dos cintos de segurança foram mobilizados militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais, sendo realizada em simultâneo em todos os países da Europa e enquadra-se no plano definido pela European Traffic Police Network, organismo que congrega todas as polícias de trânsito da Europa, no qual a GNR é a representante nacional.

