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NACIONAL

ALERTA AMARELO: MUITO FRIO DE NORTE A SUL

O distrito de Bragança vai estar sob aviso meteorológico amarelo, devido ao frio, entre as 00:00 de quinta-feira e as 12:00 de sábado, um cenário que se repete nos restantes distritos do continente a partir das 00:00 de sexta-feira.

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O distrito de Bragança vai estar sob aviso meteorológico amarelo, devido ao frio, entre as 00:00 de quinta-feira e as 12:00 de sábado, um cenário que se repete nos restantes distritos do continente a partir das 00:00 de sexta-feira.

Segundo informação disponibilizada hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a persistência de valores baixos da temperatura mínima justifica a ativação deste aviso, o menos grave e que corresponde a uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O aviso estará em vigor até às 12:00 de sábado em todos os distritos.

A informação do IPMA relativa aos próximos dias dá conta de um “aumento do desconforto térmico” entre quinta-feira (dia 10) e sábado (dia 12), prevendo-se “a substituição gradual de uma massa de ar polar por uma massa de ar com características de ar ártico sobre Portugal continental, transportada do interior do continente europeu”.

“Como consequência, a temperatura mínima deverá descer no dia 10 no interior norte e centro, especialmente na Beira Alta, onde, nas terras altas, as descidas poderão ser da ordem de 5 a 8 graus Celsius. Assim, os valores da temperatura mínima deverão variar genericamente entre 2 e 6 graus Celsius, sendo inferiores no interior norte e centro, onde variarão aproximadamente entre -4 e 1 graus”, descreve o instituto, acrescentando que ocorrerá também uma descida das temperaturas máximas.

Para sexta-feira, prevê-se que estas diminuições de temperatura se estendam ao restante território (com reduções de 2 a 4 graus Celsius, no caso da mínima).

Neste dia, “a temperatura máxima deverá variar aproximadamente entre 10 e 14 graus Celsius, sendo inferior no Nordeste Transmontano e na Beira Alta, onde será inferior a 8°C, e ligeiramente superior em alguns locais do litoral sul”.

As previsões apontam para um “aumento do aumento do desconforto térmico” até sábado, tendo em conta a intensificação do vento, que nas terras altas poderá ser de até 50 quilómetros/hora.

Por vezes, até meio da manhã de sábado, poderão ocorrer rajadas de 65 quilómetros/hora, em especial nas regiões Norte e Centro.

“Prevê-se igualmente formação de geada a chegar junto ao litoral. De referir que desde o início de janeiro têm-se verificado noites frias, isto é, valores da temperatura mínima do ar inferiores aos valores médios e mesmo inferiores aos valores que só ocorrem em 10% dos casos (percentil 10)”, destaca o IPMA.

No entanto, registaram-se também dias quentes (com valores de temperatura máxima superiores aos valores médios e mesmo superiores aos valores que só ocorrem em 10% dos casos).

Entre 01 de janeiro e hoje, os menores valores da temperatura mínima (-7 graus) foram registados nos dias 05 e 06 em Miranda do Douro e Chaves, respetivamente.

Os mais altos valores da temperatura máxima verificaram-se o dia 02 em Rio Maior (20.8 graus) e no dia 01 em Braga (20.5 graus).

Na sequência das previsões de frio, vários municípios anunciaram medidas de apoio aos sem-abrigo, com a abertura de espaços para pernoita.

LUSA

NACIONAL

APENAS 13% DOS ALUNOS DE CURSOS PROFISSIONAIS SEGUEM PARA O ENSINO SUPERIOR

Cerca de 22 mil jovens deixaram de estudar quando terminaram o curso profissional em 2022, segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas, que indicam que apenas seis mil prosseguiram os estudos para o ensino superior.

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Cerca de 22 mil jovens deixaram de estudar quando terminaram o curso profissional em 2022, segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas, que indicam que apenas seis mil prosseguiram os estudos para o ensino superior.

A Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) acompanhou o percurso dos jovens um ano após terem terminado o ensino secundário e divulgou agora os resultados, que mostram que apenas 13% dos alunos de cursos profissionais continuam a estudar.

A publicação “Transição entre o ensino secundário e o ensino superior 2021/22 – 2022/23” revela que 28.582 alunos terminaram o curso profissional do secundário no verão de 2022 e, um ano depois, só 6.403 estavam inscritos numa instituição de ensino superior (IES).

Apenas 13% continuou a estudar, tendo ficado de fora mais de 22 mil, segundo dados da DGEEC, que mostram que existem vários cursos em que a grande maioria dos estudantes não prossegue os seus estudos.

Entre as áreas em que mais de 90% dos alunos não foram encontrados a estudar no ensino superior estão os cursos de Tecnologias de Diagnóstico e Terapêutica, Cuidados de Beleza, Hotelaria e Restauração, mas também “Materiais”, que engloba Indústrias da Madeira, Cortiça, Papel, Plástico ou Vidro.

A estas áreas somam-se os únicos oito alunos que terminaram o curso de Artesanato em 2022 e naquele verão deram por terminados os estudos, assim como os únicos cinco estudantes de Floricultura e Jardinagem, que também não estavam a estudar em 2023. Nestes dois casos, 100% dos alunos não foram “encontrados a estudar em IES”, segundo as tabelas disponibilizadas pela DGEEC.

As estatísticas revelam ainda que entre os alunos dos cursos científico-humanísticos, a situação é diametralmente oposta: Quase 56 mil alunos terminaram o secundário em 2022 e mais de 42 mil (85%) estavam, no ano seguinte, a frequentar uma instituição de ensino superior.

Outra das diferenças está no tipo de formação que seguem: Se 91% dos alunos de cursos humanístico científicos prosseguiram um curso que confere um grau superior (licenciatura), no caso dos alunos de cursos profissionais metade segue cursos Técnico Superiores Profissionais (CTeSP).

Oito em cada dez alunos dos cursos de Ciência e Tecnologias (81%) e de Ciências Socioeconómicas (80%) estavam em cursos que equivalem a licenciaturas, seguindo-se os alunos de Artes Visuais (65% estava a frequentar um curso superior) e Línguas e Humanidades (59% do total).

Numa análise às regiões com mais alunos a estudar, surgem Guarda e Bragança, onde apenas 17% dos jovens não seguiu para o ensino superior, por oposição a Setúbal (33%), Faro e Lisboa (estes dois últimos com 29% dos alunos fora do ensino superior).

Analisando os diferentes municípios, podem destacar-se casos como Alcácer do Sal, em Setúbal, onde a maioria dos alunos (55%) não prosseguiu os estudos. ´

Também Beja, Moura e Mértola são os concelhos que apresentam percentagens mais elevadas de alunos que deixam de estudar assim que terminam o ensino secundário (43% e 39%, respetivamente).

Em Braga, também mais de metade dos alunos de Terras do Bouro (53%) só fez o ensino secundário, sendo que o universo é de apenas 19 jovens.

Em Penamacor, Castelo Branco, 48% não foi encontrado em qualquer instituição do ensino superior e em Vendas Novas (Évora), 41% dos 101 alunos não estudou mais depois de terminado o secundário, em 2022.

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NACIONAL

REDES SOCIAIS SÃO “TÁBUA DE SALVAÇÃO” PARA PESSOAS COM PROBLEMAS PSICOLÓGICOS SEM RECURSOS

O psiquiatra João Carlos Melo considera que as redes sociais são uma “tábua de salvação” para pessoas com ansiedade e depressão sem resposta no setor público, nem dinheiro para consultas privadas, encontrando na internet estratégias para estes problemas.

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O psiquiatra João Carlos Melo considera que as redes sociais são uma “tábua de salvação” para pessoas com ansiedade e depressão sem resposta no setor público, nem dinheiro para consultas privadas, encontrando na internet estratégias para estes problemas.

“Existem muitas páginas nas redes sociais sobre estes temas e com estratégias que ensinam as pessoas a lidar com situações de ‘stress’, ansiedade, sintomas depressivos. Isto tem sido um avanço extraordinário” para pessoas que, de outra forma, não conseguiam ter acesso a consultas de psicologia ou psicoterapia, disse João Carlos Melo em entrevista à agência Lusa.

O psiquiatra reforçou que, só por terem redes sociais, e acesso a estes ‘sites’ e a estas páginas, muitas pessoas têm “a grande oportunidade”, que antes não tinham, de poderem ser ajudadas e de aprender a desenvolver estratégias para lidar com situações difíceis.

Apesar de se correr o risco de “haver pessoas menos sérias ou indicações menos sérias do que outras”, João Carlos Melo considerou que “é alguma ajuda”, comentando que, “como em tudo, tem que se separar o trigo do joio”.

Lamentou que não tenha havido o mesmo avanço em relação às situações mais graves de doenças mentais.

“O Serviço Nacional de Saúde [SNS], por muito que faça – e com os meios que tem, faz muito -, o facto é que não dá uma resposta suficientemente importante a todas as pessoas que têm doenças mais graves”, referiu.

João Carlos Melo disse que, se os doentes não tiverem dinheiro para recorrer a unidades privadas, “é muito difícil” fazer psicoterapia no SNS.

“É muito complicado e não é porque não haja boa vontade”, constatou, questionando como é que um psiquiatra que faz 20 consultas numa manhã pode fazer uma psicoterapia.

Por outro lado, o SNS também tem poucos psicólogos, disse na entrevista a propósito do livro “Lugares escondidos da mente — Do mais sombrio ao mais luminoso da natureza humana”, que é lançado no sábado, em Lisboa.

“Infelizmente a saúde mental não tem ainda aquele apoio do Estado que seria desejável para ajudar muitas pessoas que estão em grande sofrimento”, lamentou o coordenador do Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra.

Para ilustrar esta realidade, o especialista adiantou que os serviços de psiquiatria de Lisboa e Vale do Tejo “estão completamente a abarrotar”.

“Por vezes, tem que se dar alta a doentes que ainda não estão suficientemente bem, porque estão na urgência outros doentes muito mal à espera de serem internados”, referiu.

Explicou que falou dos serviços de psiquiatria de Lisboa e Vale do Tejo porque é os que conhece melhor, mas está convencido que nos noutros sítios a situação é a mesma.

João Carlos Melo alertou também para a falta de respostas de saúde mental para doentes psiquiátricos nos serviços prisionais, um problema que considerou “ainda mais gritante”.

“Há muitas pessoas que estão presas com doenças [mentais] e não há uma resposta. Por muito que nos serviços prisionais se faça esse esforço, e faz, não é suficiente”, disse, comentando que a pena a que foram sujeitos “é somente” de privação da liberdade, “não é estarem privadas dos serviços prestados pelo Serviço Nacional de Saúde”.

Saudando o facto de se falar muito de saúde mental na comunicação social e nas redes sociais e de figuras públicas darem voz a estes problemas, considerou que devia falar-se mais “dos serviços de psiquiatria que estão superlotados” e dos direitos dos reclusos em terem ajuda dos serviços de psiquiatria e de saúde mental.

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