A Altice Portugal está a proceder a um corte de cerca de 1.000 postos de trabalho, o que equivale a 16% da sua força de trabalho, à medida que os avanços na Inteligência Artificial (IA) tornam algumas funções redundantes na empresa. A notícia foi avançada esta quarta-feira pela agência financeira Bloomberg.
De acordo com a publicação, que cita o presidente do sindicato dos trabalhadores da Altice Portugal, Jorge Félix, cerca de 800 funcionários aderiram a um programa de rescisões contratuais em julho, que se somam a outros 200 que já tinham acordado a sua saída.
Em entrevista à Bloomberg, o responsável sindical reconheceu a necessidade de adaptação da empresa. “Não podemos negar que a Altice precisa de se adaptar ao aumento da automação e da IA”, afirmou Jorge Félix. No entanto, o sindicalista acrescentou outras motivações para os cortes: “Também é verdade que a Altice precisa cortar custos e reduzir dívidas, e que essas medidas também tornam a empresa mais atraente para um possível comprador”, sublinhou.
Contactada pela agência noticiosa, uma fonte oficial da dona da Meo “declinou comentar os cortes de empregos em Portugal”.
Esta reestruturação surge num contexto de forte investimento da operadora em IA e de um aumento da concorrência no mercado nacional, nomeadamente com a entrada da operadora de baixo custo Digi. Recorde-se que, em agosto do ano passado, o administrador financeiro do grupo Altice, Malo Corbin, afastou a venda da operação portuguesa, mas admitiu a possibilidade de alienar alguns ativos.
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