A população residente no Alto Tâmega e Barroso registou um aumento de 1,8% entre 2021 e 2025, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte com base no Instituto Nacional de Estatística, invertendo décadas sucessivas de perda demográfica no território.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), que congrega os concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre, Valpaços, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, viu confirmada uma evolução favorável ao contabilizar uma subida de 1,8% de residentes entre 2021 e 2025. O apuramento, revelado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), teve por base as estimativas anuais do Instituto Nacional de Estatística (INE).
O território, tradicionalmente classificado de baixa densidade, quebrou assim uma tendência continuada de quebra demográfica motivada pelo envelhecimento populacional, quebra da natalidade e emigração. A CIMAT associa este resultado à implementação da «Estratégia 2030», traçada em 2018 com a meta de «Atrair e Reter Pessoas». O plano mobilizou fundos comunitários e nacionais para transportes públicos, investimento empresarial privado, modernização de serviços de proximidade e valorização de recursos endógenos como a agricultura de montanha, o termalismo e a pecuária autóctone.
Para Fátima Fernandes, presidente da CIMAT e líder do município de Montalegre, os dados evidenciam a capacidade de acolhimento do território e a cooperação intermunicipal, fornecendo orientações para a futura «Estratégia 2040», em fase de elaboração. A CCDR-N sublinhou que a evolução se alinha com a dinâmica da região Norte, influenciada pela fixação de novos fluxos migratórios no interior.

