A Amnistia Internacional pede uma investigação ao que considera ser um crime de guerra na cidade de Mossul, no Iraque.
A Amnistia Internacional fala da desarticulação entre as forças militares do Iraque e a coligação
A organização dos direitos humanos diz que a coligação internacional, liderada pelos EUA, não tomou precauções adequadas para prevenir a morte de civis na cidade de Mossul. E isto porque o governo do Iraque pediu aos civis que não fugissem durante a ofensiva na segunda maior cidade do Iraque.
No passado dia 17, terão sido mortas cerca de 150 pessoas, vitimas dos ataques aéreos da coligação. O diretor da secção portuguesa da Amnistia, Pedro Neto, diz que é preciso avançar com uma investigação urgente e imparcial, por parte do governo de Bagdade e também da coligação internacional.
A organização de defesa dos direitos humanos acusa ainda os radicais do Daesh de usarem os civis como escudos humanos, colocando-se geralmente no telhado ou nos jardins junto às casas.
O alto-comissário dos direitos humanos da ONU junta-se também à Amnistia Internacional nas vozes que denunciam a morte de civis em Mossul, no Iraque. Zeid al-Hussein adianta que desde fevereiro morreram 307 civis na parte ocidental de Mossul e outras 273 pessoas ficaram feridas.
O alto responsável da ONU não atribui a responsabilidade das mortes a nenhuma das partes envolvidas no conflito, mas alerta que são mortes em massa que devem ser investigadas de forma exaustiva e transparente.

