O incêndio que lavra desde a madrugada desta quarta-feira em Arganil, na Serra do Açor, está a ameaçar várias aldeias, incluindo a zona da aldeia histórica do Piódão, e já obrigou à retirada de moradores para locais seguros. O combate às chamas, que mobiliza perto de 500 operacionais, está a ser dificultado pelo fumo intenso, que impede a atuação eficaz dos meios aéreos, segundo autarcas locais.
O fogo, que terá tido origem numa descarga elétrica durante a trovoada da madrugada, começou na encosta acima do Piódão e rapidamente se estendeu à freguesia vizinha de Pomares. As autoridades, por precaução e devido ao fumo, retiraram moradores das localidades de Porto Silvado, Vale do Torno, Chãs de Égua e Foz de Égua. “São pessoas mais idosas e mais debilitadas, que foram retiradas para as salvaguardar”, explicou José Lopes, presidente da Junta de Freguesia do Piódão.
Estes populares foram encaminhados para o centro social de Vide, no concelho de Seia, enquanto outros, na aldeia do Piódão, foram abrigados na igreja matriz para se protegerem das cinzas e do fumo.
No terreno, o cenário é de grande tensão. O presidente da Junta de Pomares, Amândio Dinis, confirmou que a aldeia de Sobral Magro foi salva, mas “ardeu tudo à volta”. Em Piódão, o autarca local teme que a floresta seja totalmente consumida, mas espera que a “faixa de segurança em redor da aldeia” ajude a “salvaguardar as casas e o património”.
Segundo a página da Proteção Civil, às 14:00, o incêndio estava a ser combatido por 492 operacionais, apoiados por 153 viaturas e cinco meios aéreos, cuja atuação tem sido condicionada pelo fumo.
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