A asma afeta cerca de 700 mil pessoas em Portugal, sendo que entre 5% a 10% desta população sofre de asma grave. Os dados foram avançados por Ana Gonçalves, presidente da Associação de Asma Grave, a propósito do Dia Mundial da Asma, que se assinala esta terça-feira, 5 de maio.
A responsável alerta para o elevado subdiagnóstico, especialmente na variante mais severa da doença, cujo diagnóstico definitivo é frequentemente tardio, ocorrendo apenas após a falha de diversos tratamentos convencionais. A dificuldade na deteção precoce é agravada pela disparidade de sintomas, que muitas vezes são confundidos com ansiedade ou cansaço.
Ana Gonçalves destaca que, apesar de uma melhoria na literacia e da criação de unidades multidisciplinares, persiste um estigma social devido à invisibilidade dos sintomas. A associação apela a uma maior sensibilidade da população e das autoridades para facilitar o reconhecimento da patologia.
No plano político, a presidente da associação reivindica um maior apoio do Governo, nomeadamente no reconhecimento das incapacidades provocadas pela doença e na criação de condições mais favoráveis na comparticipação da medicação, defendendo um tratamento diferenciado para quem vive com esta condição crónica.

