A Rural Move – Associação para a Promoção do Investimento nos Territórios de Baixa Densidade, sediada em Miranda do Douro, conquistou este domingo o primeiro lugar na 16.ª edição do Prémio Manuel António da Mota, recebendo um prémio monetário de 50 mil euros. A distinção reconhece o trabalho da associação na criação de soluções para o repovoamento do interior.
Constituída em 2020, a Rural Move nasceu para responder a uma lacuna estrutural: a falta de uma plataforma organizada para apoiar quem quer mudar-se para o interior. O projeto foca-se nos chamados “Rural Movers” – jovens, trabalhadores remotos, empreendedores e migrantes – facilitando a sua integração nas comunidades locais e combatendo o declínio demográfico em territórios que representam 80% da área do país, mas apenas 20% da população.
Na cerimónia, realizada no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, foram também distinguidos a Cáritas da ilha Terceira (2.º lugar, 25 mil euros) e o MADI de Vila do Conde (3.º lugar, 10 mil euros). Foram ainda atribuídas sete menções honrosas, no valor de cinco mil euros cada, a instituições como a ACAPO e a CASA.
Sob o lema “Sempre Solidários”, esta edição do prémio visou distinguir instituições que lutam pela coesão territorial e contra a exclusão social. Rui Pedroto, presidente da comissão executiva da Fundação, sublinhou o compromisso com um “país mais justo”, premiando quem inova na valorização do interior.
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