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NACIONAL

AVE DE RAPINA “ÁGUIA-CAÇADEIRA” EM RISCO DE EXTINÇÃO EM PORTUGAL – ESTUDO

A ave de rapina águia-caçadeira (circus pygargus) está no “limiar da extinção” em Portugal, depois de nos últimos dez anos ter sofrido uma diminuição de cerca de 80%, concluiu o primeiro censo nacional desta espécie divulgado hoje.

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A ave de rapina águia-caçadeira (circus pygargus) está no “limiar da extinção” em Portugal, depois de nos últimos dez anos ter sofrido uma diminuição de cerca de 80%, concluiu o primeiro censo nacional desta espécie divulgado hoje.

Segundo os resultados do censo, desenvolvido no âmbito do projeto “Searas com biodiversidade: Salvemos a Águia-caçadeira”, entre 2022 e este ano a população desta ave situa-se entre os 119 e 207 casais.

“Estamos perante um declínio muito acentuado, de 76 a 79% em apenas 10 anos, o que prova que a espécie se encontra a caminho da extinção caso não sejam implementadas medidas de emergência eficazes de conservação”, avançou o coordenador sénior do projeto e investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO) da Universidade do Porto.

Este declínio da espécie “é alarmante e está fortemente ligado às alterações nas práticas e políticas agrícolas em Portugal”, à semelhança do que se verifica com outras espécies de aves agrícolas prioritárias como o sisão, afirmou João Paulo Silva.

“Se compararmos a nova distribuição da espécie com os atlas de distribuição anteriores é precisamente no Alentejo que se verificam os declínios mais acentuados. A substituição de cereais para grão por fenos para alimentar o gado resulta em ações de corte da cultura muito mais antecipadas, colocando em risco os ninhos”, salientou.

A águia-caçadeira é uma ave migratória que inverna em África e escolhe a Europa para se reproduzir, fazendo pequenas colónias e ninhos no solo, nomeadamente em campos de cereais, estando dependente das práticas agrícolas.

Na zona de Trás-os-Montes também é evidente “a contração e fragmentação” desta ave, acrescenta um técnico superior da Palombar, parceira do projeto, Luís Ribeiro.

“Monitorizámos colónias grandes em 2022 que simplesmente desapareceram em 2023. Se morreram durante as ações de corte de fenos ou se se deslocaram para outras áreas, como Espanha, é algo que ainda temos de aferir”, disse.

O censo nacional da águia-caçadeira, que teve por objetivo recolher dados para um projeto nacional de conservação da espécie, identificando os locais onde persiste e quantificando a sua abundância, colocou em evidência a necessidade de se implementarem medidas urgentes para a salvaguarda da espécie, concluíram os responsáveis.

Acrescentando que tal passa “necessariamente pela disponibilização e proteção de searas para grão, habitat de nidificação mais importante”.

NACIONAL

MONTENEGRO GARANTE QUE VAI GOVERNAR “COM OU SEM” CONVERGÊNCIA POLÍTICA

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje que o seu executivo continuará a governar “mesmo sem convergência” e que os portugueses não querem saber se as “propostas do Governo são propostas de lei ou propostas de autorização legislativa”.

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje que o seu executivo continuará a governar “mesmo sem convergência” e que os portugueses não querem saber se as “propostas do Governo são propostas de lei ou propostas de autorização legislativa”.

“Mesmo que não haja convergência nós vamos governar, é para isso que nós estamos hoje no Governo. Nós fomos escolhidos para isso”, disse Luís Montenegro, numa visita à Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém, acompanhado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro considerou que os portugueses não estão “interessados se as propostas do Governo são propostas de lei ou de autorização legislativa”, e acrescentou que a sua prioridade é resolver os problemas da população.

“Perante estas políticas concretas, acha mesmo que os portugueses querem saber se as propostas do Governo são propostas de lei ou propostas de autorização legislativa? Eu pergunto se é nisto que se concentram os agentes políticos. Se é, eu desejo-lhes boa sorte para essa tarefa, porque a minha é diferente. A minha é a vida concreta das pessoas, é a resolução dos problemas das pessoas”, explicou.

O social-democrata falava um dia depois de a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, ter questionado no plenário da Assembleia da República se a intenção do Governo é “continuar a apresentar autorizações legislativas” em vez de ir ao parlamento “apresentar propostas de lei”.

Sobre a articulação com as diferentes forças políticas, Luís Montenegro afirmou que o executivo (PSD/CDS-PP) tem estado aberto ao diálogo, mas não pode forçar a oposição a convergir politicamente.

“O Governo tem dialogado sempre com as oposições. O Governo não pode obrigar as oposições que não têm vontade política de materializar esse diálogo em convergência, não tem essa capacidade”, admitiu.

Montenegro afirmou ainda que, na campanha eleitoral para as legislativas de março, apenas um candidato “assumiu que só governaria se ganhasse eleições – e esse candidato é hoje primeiro-ministro”.

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NACIONAL

OPERAÇÃO “VIAJAR SEM PRESSA” REGISTOU 2510 ACIDENTES COM DOIS MORTOS

Duas pessoas morreram e 42 sofreram ferimentos graves em 2.510 acidentes registados pelas autoridades durante a campanha “Viajar sem pressa”, que permitiu detetar mais de 17 mil veículos em excesso de velocidade, numa semana.

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Duas pessoas morreram e 42 sofreram ferimentos graves em 2.510 acidentes registados pelas autoridades durante a campanha “Viajar sem pressa”, que permitiu detetar mais de 17 mil veículos em excesso de velocidade, numa semana.

Num balanço da campanha, que decorreu entre 05 e 11 de junho e envolveu a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), as autoridades indicam também que 749 pessoas sofreram ferimentos ligeiros nos 2.510 acidentes registados.

Relativamente ao período homólogo de 2023, verificaram-se menos 186 acidentes, menos 12 vítimas mortais, menos sete feridos graves e menos 64 feridos ligeiros.

De acordo com as autoridades, durante a campanha foram fiscalizados por radar 4,9 milhões de veículos, 4,7 milhões dos quais pelo SINCRO — Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, da responsabilidade da ANSR.

Dos veículos fiscalizados, 14,6 mil circulavam com excesso de velocidade, dos quais 7,2 mil foram detetados pelos radares das forças de segurança e 7,4 mil pelos da ANSR.

A campanha teve por objetivo alertar os condutores para os riscos da condução em excesso de velocidade, dado que esta é uma das principais causas dos acidentes nas estradas.

No âmbito da campanha, foram sensibilizados 442 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas mensagens como “A velocidade é a principal causa de um terço de todos os acidentes mortais” e “Numa viagem de 10 quilómetros (km), viajar a 45 Km/hora ou a 50 km/hora permite ganhar apenas 1 minuto e 20 segundos. Viaje sem pressa”.

Esta foi a sexta das 12 campanhas de sensibilização e de fiscalização planeadas no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF). Até ao final do ano serão realizadas mais seis campanhas, uma por mês, com ações de sensibilização e de fiscalização.

As campanhas inseridas nos planos nacionais de fiscalização são realizadas anualmente pela ANSR, GNR e PSP, desde 2020, com temáticas definidas com base nas recomendações europeias estabelecidas para cada um dos anos.

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