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BEJA: TRABALHADORES DA AUTARQUIA EM GREVE EXIGEM ‘FÉRIAS’

Trabalhadores da Câmara de Beja vão fazer uma greve parcial, de segunda a quarta-feira, para exigir ao executivo municipal a reposição este ano dos três dias de férias retirados pelo anterior Governo PSD/CDS-PP, disse hoje fonte sindical.

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Trabalhadores da Câmara de Beja vão fazer uma greve parcial, de segunda a quarta-feira, para exigir ao executivo municipal a reposição este ano dos três dias de férias retirados pelo anterior Governo PSD/CDS-PP, disse hoje fonte sindical.

A realização da greve foi decidida por trabalhadores da autarquia num plenário em que “recusaram” a última proposta do executivo municipal, de maioria PS, de repor um dos três dias este ano e os restantes dois em 2020, explicou hoje à agência Lusa Vasco Santana, da Direção Regional de Beja do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Segundo o sindicalista, os trabalhadores do município “não aceitam uma reposição faseada” dos três dias de férias e decidiram realizar a greve para “exigir que sejam repostos na totalidade de uma só vez e já este ano”.

A greve, que abrange todos os trabalhadores do município, vai ser marcada “de forma simbólica” pelo número três e decorrer durante três dias, entre segunda e quarta-feira, em períodos de três horas, explicou.

Os períodos de greve dos trabalhadores do setor operacional vão decorrer entre as 07:00 e as 10:00, no turno da manhã, e entre as 18:00 e as 21:00, no turno da noite, e os do setor administrativo e técnico entre as 09:00 e as 12:00, precisou.

A decisão de avançar para a greve “demonstra a vontade dos trabalhadores” do município “em recuperar a totalidade” dos três dos 25 dias de férias que o anterior Governo PSD/CDS-PP retirou aos trabalhadores da função pública durante o período da ‘troika’, disse Vasco Santana.

Por outro lado, lembrou, “mais de 90% dos trabalhadores” da câmara subscreveram um abaixo-assinado apresentado ao executivo municipal exigindo a reposição imediata dos três dias de férias.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Beja, o socialista Paulo Arsénio, disse que a realização da greve “é uma decisão dos trabalhadores filiados no STAL”, que “são cerca de 45%” do total de trabalhadores do município, e que o executivo “respeita, mas na qual não se revê”.

O autarca explicou que o executivo PS da câmara “concorda com a reposição dos três dias de férias”, mas “não está em condições de os poder repor integralmente este ano e não concorda com a forma como o STAL exige a reposição”.

“A Câmara de Beja está com uma carência muito significativa de pessoal no setor operacional e não consegue repor integralmente este ano os três dias de férias”, porque tal “poderia colocar em causa a prestação de alguns serviços que estão a ser prestados com grande dificuldade”, sobretudo na área de limpeza urbana”, explicou.

Segundo o autarca, o município tem a decorrer concursos para “admitir mais de 30 trabalhadores” e “enquanto não tiver a reorganização interna concluída”, o que deverá acontecer este ano, “não está em condições de repor de uma só vez os três dias de férias como o STAL exige”.

A câmara “já explicou isto muitas vezes e apresentou três propostas para reposição dos três dias de férias ao STAL”, que as “recusou todas”, porque “não está numa postura de negociação, está numa postura de total intransigência”, disse.

Segundo Paulo Arsénio, a câmara e o STAL têm vindo a negociar alterações ao Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP) em vigor no município e chegaram “facilmente a acordo sobre 19 alterações, todas vantajosas para os trabalhadores” e “estranha imenso” que “apenas por um ponto” – o das férias – o sindicato “não assina” o acordo.

“Julgo que esta posição intransigente do STAL não faz sentido e só acontece por um motivo claro: o atual executivo da Câmara de Beja não é da cor política preferida do STAL”, rematou o autarca.

LUSA

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PORTO: ASSOCIAÇÃO DE ALOJAMENTO LOCAL DENUNCIA FALTA DE “POLICIAMENTO EFICAZ”

A Associação Alojamento Local Porto e Norte (ALPN) considerou hoje que há “falta de presença e eficácia no policiamento” naquela cidade e alertou para as “consequências trágicas” do “aumento generalizado da violência” para o Turismo.

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A Associação Alojamento Local Porto e Norte (ALPN) considerou hoje que há “falta de presença e eficácia no policiamento” naquela cidade e alertou para as “consequências trágicas” do “aumento generalizado da violência” para o Turismo.

Numa carta dirigida à ministra da Administração Interna, a que a Lusa teve acesso, aquela identidade apela a Margarida Blasco que “não permita que ameaças à tranquilidade, à segurança e à liberdade de pessoas e bens, prossigam”.

Segundo a ALPN, as recentes notícias que “denunciam crimes, furtos, roubos, assaltos, violações e um aumento generalizado da violência, têm trazido para a sociedade civil um sentimento de insegurança no presente e sobre o que poderá acontecer no futuro próximo”.

Para a ALPN “existe falta de presença e, ou, eficácia no policiamento de toda a cidade [do Porto], mas principalmente nas zonas mais sensíveis e movimentadas, tendo já diversas entidades denunciado que é totalmente insuficiente e ineficaz no combate que é necessário e urgente levar a cabo no momento”.

Na missiva, a ALPN alerta que tem tomado conhecimento de “pessoas que têm receio de sair à rua porque já foram assaltadas, outras impedidas de se deslocarem livremente com medo de serem a próxima vítima, vários negócios vítimas de vandalismo e com receio de serem tomados de assalto” e “turistas que são espancados em plena luz do dia”.

Relata ainda “viaturas com vidros partidos que foram assaltadas a qualquer hora do dia ou da noite, assaltos a residências e até a espaços de acolhimento turístico, já para não falar do sentimento de medo na vida noturna na cidade que tem vindo a aumentar de há algum tempo a esta parte, sem que se vejam medidas de contenção efetiva”.

E continua: “Por tudo isto e porque não queremos esperar por situações ainda mais gravosas, entendemos ser necessário uma exigência mais vigorosa na tomada de medidas de contenção, à semelhança do que em outras alturas já foi executado, reforçando assim os meios necessários, humanos e técnicos, para o combate eficaz, para o cumprimento da ordem pública que se exige, para a salvaguarda de pessoas e bens, e dos direitos de segurança, liberdade e tranquilidade para todos”.

Aquela associação mostrou-se ainda disponível para contribuir para mitigar o problema, apresentando soluções.

“Estamos disponíveis, dentro da razoabilidade e proporcionalidade com que possamos contribuir, para que sejam adotadas medidas como o policiamento de proximidade, segurança e vigilância de ruas, recurso a guardas-noturnos, que possam surtir efeitos, mais ou menos imediatos, para o bem de todos”, termina.

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GUIMARÃES: FESTIVAL “ROCK NO RIO FEBRAS” ANUNCIA “THE LEGENDARY TIGERMAN”

O festival ‘Rock NO Rio Febras’ anunciou hoje ‘The Legendary Tigerman’ na edição deste ano, em 27 de julho, em Briteiros São Salvador, concelho de Guimarães, que marcará também a estreia em Portugal da banda britânica ‘The Subways’.

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O festival ‘Rock NO Rio Febras’ anunciou hoje ‘The Legendary Tigerman’ na edição deste ano, em 27 de julho, em Briteiros São Salvador, concelho de Guimarães, que marcará também a estreia em Portugal da banda britânica ‘The Subways’.

“De todos os grandes nomes da música mundial que insistentemente clamaram por uma vaga, anunciamos que ‘The Legendary Tigerman’ foi a nossa escolha para tornar o 27 de julho uma noite épica de rock, solidariedade e alegria contagiante”, refere a organização, em comunicado enviado à agência Lusa.

O pequeno festival de música, que se realiza nas margens do Rio Febras, atingiu dimensão nacional, em 2023, após o ‘Rock in Rio Lisboa’ notificar o ‘Rock in Rio Febras’ para mudar de nome, alegando uso indevido da marca e concorrência desleal, passando a designar-se ‘Rock NO Rio Febras’.

“Para nós, que atribuímos uma relevância maior aos nomes das coisas, ter o Lendário Homem Tigre em palco será especial, e sempre sem levar ninguém ao engano: ele é um homem, é lendário, e foi-nos dito em ‘off’, por fontes que não podemos revelar, que pode ser um tigre, nas circunstâncias certas. Cá o esperamos com todo o entusiasmo”, referem os organizadores que, em 2024, mantêm o sentido de humor revelado em 2023.

Além de Paulo Furtado, que adotou o nome artístico de ‘The Legendary Tigerman’, e do grupo britânico, a edição de 2024 contará com atuações de outras quatro bandas locais e regionais.

“Estamos certos de que ‘The Subways’ e ‘The Legendary Tigerman’ vão conseguir alcançar o mesmo nível de ‘Mustang’, ‘Sala 7’, ‘Zebra Libra’ e ‘Imploding Stars'”, vaticina a organização.

O cartaz para a edição de 2024, que “está fechado”, vai ter também a animação de vários DJs.

“A mítica discoteca ‘Batô’ [em Leça da Palmeira], quis também associar-se aos princípios de solidariedade e festa rija do Febras, e cedeu-nos os seus DJs Gulherme Estêvão e Jorge Vieira por 24 horas. Estamos imensamente gratos e vamos fazer de tudo para os devolver sãos e salvos – mas não fazemos promessas. A eles, juntam-se Les Dirty Two e Pedro Conde. Esperemos que ninguém fique chateado se forem ouvidas grandes malhas do rock, de várias gerações”, refere o comunicado.

A organização diz de que o recinto foi alargado, tendo “piso naturalmente relvado e parcialmente alcatifado”, pelo que não espera “que se ouça veja levantar poeira”.

“Os artistas sobem ao palco a partir das 16:00 num recinto envolto em sombra natural e banhado pelo rio mais famoso de Portugal, onde ficaremos, já se sabe, até à GNR chegar”, adiantam os organizadores.

À semelhança das duas edições anteriores, a entrada será gratuita, mas dependente da reserva de passe de acesso realizada no site do festival, disponível a partir das 12:00 de hoje.

O ‘Rock NO Rio Febras’ sublinha que o festival mantém o cariz social e solidário, lembrando que “todas as receitas (restauração e merchandising) revertem para a Casa do Povo de Briteiros — Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), que organiza o evento, e para as suas valências sociais”.

“A partir de 2024, teremos uma missão acrescida: contribuir para a construção de um Lar de Idosos, um projeto que terá início ainda este ano (para que os residentes possam ‘rockar’ noite dentro)”, anuncia o festival.

Na edição de 2023, a organização estimou que tenham passado pelo recinto situado junto ao rio Febras cerca de cinco mil de festivaleiros.

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