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BRAGANÇA: APROVADAS AS GRANDES OPÇÕES DO PLANO PARA 2026-2029

A Assembleia Municipal de Bragança aprovou as Grandes Opções do Plano para os próximos quatro anos, com um investimento global estimado em 60 milhões de euros. Sinteticamente o novo ciclo autárquico aposta forte na reabilitação urbana, com obras previstas nas escolas Miguel Torga e Paulo Quintela, bem como na rede de centros de saúde do concelho. O plano destaca-se ainda pelo reforço “histórico no apoio às Juntas de Freguesia” segundo a autarquia, mas este tema parece não ser consensual.

Estão previstos 3,4 milhões de euros em transferências, o que representa um aumento de 125% face ao orçamento anterior. Ao nível estratégico, o município avança com dois projetos-bandeira: o “Bragança Inovadora”, focado na transformação digital, e o “Bragança Criativa”, para impulsionar a cultura e o turismo; um “déjà-vu” das linhas mestras do discurso de tomada de posse de Isabel Ferreira que a Rádio Regional também acompanhou.

Este é o primeiro grande instrumento de gestão do mandato 2026-2029, alinhado com os fundos do Portugal 2030.

Por: Vítor Fernandes (Diretor de Informação)


A Assembleia Municipal de Bragança aprovou as Grandes Opções do Plano (GOP) para o período 2026-2029, num documento que define um investimento global estimado em cerca de 60 milhões de euros. O novo ciclo estratégico foca-se na valorização dos recursos endógenos, coesão social e sustentabilidade ambiental, com o objetivo de tornar o concelho mais competitivo à escala regional e internacional.

O documento, apresentado como o primeiro instrumento estratégico do novo ciclo autárquico, estabelece as prioridades e eixos de intervenção para o mandato, procurando responder a desafios estruturais como a demografia e o desenvolvimento económico. A estratégia assenta em quatro grupos de objetivos principais: a revitalização demográfica, a diversificação económica, a melhoria das condições sociais e o reforço da coesão territorial.


Projetos estruturantes: Inovação e Criatividade

A operacionalização da estratégia municipal será apoiada por dois projetos-bandeira: “Bragança Inovadora” e “Bragança Criativa”.

“Bragança Inovadora”: Focada na transformação digital e na atração de investimento, esta vertente visa reforçar a ligação entre o Instituto Politécnico de Bragança, o Brigantia Ecopark e o tecido empresarial.

“Bragança Criativa”: Este eixo pretende valorizar o património, a cultura e as artes como motores de desenvolvimento económico e turístico.


Investimentos setoriais prioritários

O Plano Plurianual de Investimentos contempla intervenções em diversas áreas fundamentais para o concelho.

Educação e Juventude: Estão previstas a reabilitação das escolas Miguel Torga, Paulo Quintela e Augusto Moreno, bem como da Residência de Estudantes Gulbenkian. O plano inclui ainda a criação de um espaço de co-working, bolsas de estudo e a gratuitidade nos transportes para os jovens.

Saúde e Habitação: O município avançará com a requalificação da rede de Centros de Saúde (Sé, Santa Maria e Izeda). No setor da habitação, destaca-se a remodelação de fogos nos bairros sociais da Mãe de Água e Coxa, e a recuperação de imóveis no centro histórico para alojamento de famílias jovens.

Desporto e Lazer: A requalificação energética das piscinas municipais e a criação de uma Academia e Centro de Treinos de Futebol constam entre as prioridades.

Infraestruturas e Economia: O plano prevê a expansão do Brigantia Ecopark, a construção de um Terminal TIR e a requalificação do aeródromo municipal.


Reforço do apoio às Freguesias

O orçamento para 2026 destaca-se pelo reforço das verbas destinadas às Juntas de Freguesia. Estão contemplados 3,4 milhões de euros em transferências, o que representa um aumento de 125% em relação a 2025. Este montante visa apoiar investimentos em ação social, saneamento, caminhos rurais e infraestruturas comunitárias. É aqui que parece não haver consenso. Vários presidentes de Juntas de Freguesia negam este alegado “reforço de verbas”. Telmo Afonso, presidente da maior freguesia do concelho, foi mais longe e questionou “o Município em 2025 teve uma baixa execução, mas os principais responsáveis pela baixa execução foram premiados por este executivo (…) o orçamento de 2025 era mais amigo das freguesias, pois em 2025 foram contemplados 3,2 milhões de euros, em 2026 estão 3,36 milhões, mas desses 700 mil transitam de 2025, pois as obras ainda não estão executadas”.


As Grandes Opções do Plano encontram-se alinhadas com os quadros comunitários de apoio, nomeadamente o Portugal 2030 e o Norte 2030, tendo sido criada uma Divisão de Fundos Europeus para maximizar o financiamento dos projetos.

A proposta foi viabilizada com 29 votos a favor, provenientes da bancada do Partido Socialista e de quatro presidentes de junta eleitos pelo PSD.

Do lado da oposição, registaram-se 47 abstenções. O PSD, o Chega e a Iniciativa Liberal optaram por não votar contra, mas também não deram o seu aval ao documento estratégico.

O novo plano define as prioridades para os próximos quatro anos, com destaque para a reabilitação de escolas e centros de saúde, e um alegado aumento de 125% nas verbas a transferir para as Juntas de Freguesia.


Vítor Fernandes (Diretor de Informação)

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