BRIGANTINOS INTERROMPEM TRATAMENTOS POR FALTA DE MEDICAMENTOS

Bragança é a região do país onde mais utentes têm necessidade de marcar nova consulta médica devido à indisponibilidade de fármacos.

Bragança é a região do país onde mais utentes têm necessidade de marcar nova consulta médica devido à indisponibilidade de fármacos.

No último ano, no distrito de Bragança, mais de metade dos utentes (61,30%) enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos. Destes, 37,17% recorreram a uma nova consulta para obter o medicamento disponível e 6,96% tiveram mesmo de parar o tratamento. Dados revelados por uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR).

Na análise, as regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo. Bragança está entre os distritos com piores resultados da análise, com valores acima da média nacional (52,20%%, declararam dificuldades no acesso à medicação prescrita). É também a região onde mais utentes declararam necessidade de se dirigir novamente ao médico para substituição de fármacos (37,17%, um valor 15% acima da média nacional).

O mesmo estudo conclui que a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses: 3,4 milhões depararam-se com este problema e 371 milhões (5,70%) foram forçados a interromper a terapêutica.

A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M€ a 43,8M€), quer para o utente (2,1M€ a 4,4M€).

Os inquéritos para o relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2.097 farmácias em Portugal

Veja aqui o estudo da CEFAR: DOWNLOAD

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