Os preços mundiais do café registaram uma subida de 2,3% em março, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos de queda, revelou esta segunda-feira a Organização Internacional do Café (OIC).
O índice composto fixou-se numa média de 234,09 cêntimos por libra, uma recuperação impulsionada diretamente pelo “choque geopolítico” no Médio Oriente. O encerramento do Estreito de Ormuz, em vigor desde 4 de março, provocou um aumento acentuado nos custos de transporte e energia, afetando a logística global do setor.
A OIC alertou ainda para os riscos a longo prazo na produção, caso a instabilidade continue a interromper o fornecimento mundial de fertilizantes.
No que respeita às variedades, o café natural do Brasil liderou as subidas com uma valorização de 3,9%, enquanto o café suave colombiano aumentou 2%.
O relatório detalha também uma quebra de 9% nas exportações mundiais de grão verde em fevereiro, com o Brasil a registar uma redução severa de 25,1% nas suas vendas externas. Este cenário de menor oferta e custos logísticos agravados pela conjuntura internacional coloca nova pressão sobre os mercados retalhistas.
