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JUSTIÇA

CASO LUÍS GRILO: ADN “TRAMOU” ROSA GRILO E AMANTE

A Polícia Científica encontrou sangue de Luís Grilo entranhado numa chapa de platina da arma de António Joaquim, amante de Rosa Grilo.

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A Polícia Científica encontrou sangue de Luís Grilo entranhado numa chapa de platina da arma de António Joaquim, amante de Rosa Grilo.

A notícia foi avançada pelo CM, na edição desta segunda-feira. A Polícia já sabia que a munição usada para matar Luís Grilo só poderia ter sido disparada por uma arma CZ 7,65 milímetros, rara em Portugal, com o mesmo cano e o mesmo tipo de estrias da pistola apreendida a António Joaquim, amante de Rosa Grilo.

Era ínfima a probabilidade de o crime ter sido cometido com outra arma, mas a defesa poderia ainda levantar a dúvida. Agora, depois de ter sido desmontada e testada, foi confirmado que a arma do crime é a do funcionário judicial António Joaquim.

A arma terá sido limpa, mas havia ainda vestígios entranhados. De acordo com o mesmo jornal, tratou-se de uma execução à queima-roupa: um disparo a curta distância, o que fez com que o sangue se alojasse na arma.

Rosa Grilo disse que o crime foi cometido na cozinha, em Vila Franca de Xira, por três angolanos com quem o marido traficava diamantes. Contudo, foram encontrados vestígios de sangue na cama onde dormia.

A Polícia Judiciária, porém, acredita que, a 15 de julho, na véspera de a viúva ter dado o alerta na GNR do desaparecimento do marido, Rosa Grilo abriu a porta de casa ao amante, que matou Luís Grilo com um tiro na cabeça. Depois enrolaram o corpo nu da vítima e foram ambos depositá-lo num descampado na zona de Avis.

Já António Joaquim alega como álibi que não saiu de casa: o seu telemóvel aciona sempre a mesma antena, mas a PJ já demonstrou que o aparelho foi desligado durante duas horas. No dia seguinte, Rosa Grilo disse que o marido tinha ido andar de bicicleta e desapareceu. Quando foi presa, tal como o amante, no final de setembro, alterou a versão para a teoria dos angolanos que se vingaram de Luís Grilo.

Luís Grilo, de 50 anos, residente em Cachoeiras, foi dado como desaparecido a 16 de julho. O corpo foi encontrado com sinais de violência mais de um mês depois e em adiantado estado de decomposição, no concelho de Avis, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

Quando o corpo de Luís Grilo foi encontrado, o Laboratório de Polícia Científica conseguiu ligar Rosa Grilo ao crime, com a descoberta de vestígios de ADN no saco de plástico que cobria a cabeça do falecido.

Rosa Grilo e António Joaquim foram detidos por suspeita de ter mandado matar o marido. Ambos estão indiciados pelo crime de homicídio qualificado e profanação de cadáver.

ZAP

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