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CASTELO BRANCO: AGRICULTORES EXIGEM MEDIDAS DE APOIO À CRISE PROVOCADA PELO COVID-19

A Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (ADACB), com sede no Fundão, exigiu esta terça-feira medidas ao Governo para ajudar a minimizar variados problemas, como o aumento dos preços de produção e as dificuldades de comercialização provocados pela Covid-19.

“Sem mais demoras, o Ministério da Agricultura e o Governo têm de adotar medidas para combater, de forma eficaz, a especulação com os preços dos fertilizantes, combustíveis, das rações e de outros fatores de produção; aumentar o benefício do gasóleo verde e colorido para os agricultores e repor a eletricidade verde para o valor a incidir sobre a totalidade da fatura (termo fixo e consumo)”, reivindica esta associação, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Entre as medidas, a ADACB reclama ainda o prolongamento das moratórias, a criação de uma linha de crédito específica para a agricultura, com juros bonificados (com aval do Estado), tendo em vista superar dificuldades de tesouraria e de fundo de maneio.

Pede ainda a revisão dos projetos aprovados de forma a ajustar os orçamentos ao aumento real do custo dos fatores de produção e a concretização de medidas — nomeadamente as previstas no âmbito do Estatuto da Agricultura Familiar — que criem condições mais favoráveis aos agricultores para continuarem a produzir.

No documento, salienta-se que, face à pandemia, na última campanha houve um aumento “brutal” dos preços dos fatores de produção e dificuldades de comercialização que se traduziram numa redução dos rendimentos dos agricultores.

“A verdade é que a Covid-19, com o encerramento da restauração, por exemplo, que normalmente absorve muita produção agrícola local, veio agravar as dificuldades de comercialização e consequentemente os agricultores viram os seus rendimentos a baixar”, é referido.

A ADACB sublinha igualmente que “os custos das rações dispararam com o aumento do preço dos cereais nos mercados” e que, em contrapartida, se mantiveram as “elevadas despesas com a eletricidade, os combustíveis, os fertilizantes e a sanidade animal”.

“Às dificuldades dos agricultores em suportar os elevados custos dos fatores de produção, acresce que se antecipa um forte impacto na execução dos projetos agroflorestais, nas suas várias linhas, já que as candidaturas, na forma em que as conhecemos, não preveem mecanismos de compensação implicando um maior esforço e taxas de comparticipação por parte dos promotores agrícolas”, acrescenta, vincado que há mesmo “problemas de solvabilidade e liquidez das explorações agrícolas”.

Segundo aponta, a situação deverá ainda agravar-se com o fim das moratórias de crédito.

“Se não aumentar o preço a que vendemos a nossa produção e se a situação se mantiver, serão cada vez menos os agricultores que conseguem resistir, pois serão forçados a abandonar a atividade. E recorde-se que nos últimos dez anos, de acordo com os censos agrícolas promovidos pelo Instituto Nacional de Estatística, registaram-se menos 15.500 explorações”, alerta.

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