Assunção Cristas defendeu este sábado em Matosinhos que a lei dos serviços mínimos deve ser atualizada para evitar que “um grupo pequenino pare um país”. A líder do CDS referia-se à greve dos camionistas, que na sexta-feira foi desconvocada.
“Há uma questão de fundo para ser tratada no que diz respeito às situações de greve que é uma atualização de uma lei que está claramente fora do nosso tempo, fora do que é Portugal no século XXI, um país com uma economia aberta”, sublinhou a líder centrista, insistindo que “um grupo pequenino não pode parar a vida de todo um país e de todas as pessoas, das famílias, das empresas, da atividade económica”.
“Essa é a grande batalha do CDS, desafiamos para um grande debate na sociedade portuguesa para se mudar a lei dos serviços mínimos”, afirmou Assunção Cristas, acusando os outros partidos de, no Parlamento, não terem mostrado “vontade de o fazer”, enquanto o CDS “continua a achar que essa é uma das reformas de fundo que é preciso fazer no nosso país”.
Depois de uma greve em abril e outra em agosto, por melhores condições remuneratórias, os motoristas de matérias perigosas tinham previsto iniciar este sábado uma nova greve ao trabalho extraordinário, fins de semana e feriados que se deveria prolongar até dia 22 de setembro. Mas o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) anunciou na sexta-feira a desconvocação da greve, por haver um “princípio de acordo” com a Antram.

