O presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, descreveu a velocidade de progressão do incêndio que atingiu o concelho na terça-feira como “absolutamente excecional”, estimando que a área ardida num só dia possa atingir entre 3.000 a 4.000 hectares. Num primeiro balanço da destruição, o autarca lamentou a falta de meios aéreos de “maior capacidade” para travar o fogo.
“Muito provavelmente a área ardida hoje poderá atingir os 3.000 a 4.000 hectares”, afirmou Nuno Vaz, um valor comparável ao do grande incêndio que atingiu o mesmo território em julho de 2022. O autarca explicou que a prioridade dos operacionais foi sempre a proteção de pessoas e casas, o que, perante a velocidade do fogo empurrado pelo vento, permitiu que as chamas progredissem livremente em zona de floresta e terrenos agrícolas.
O autarca foi crítico em relação aos meios de combate. “Se tivéssemos tido meios aéreos de maior capacidade e não apenas de reação inicial, porventura nós não teríamos tido uma progressão que começou em Cambedo (…) e foi até Outeiro Seco”, apontou, referindo-se ao percurso que atingiu várias aldeias e a zona empresarial.
Este incêndio, que lavra na Galiza há semanas, entrou em Portugal na segunda-feira por Montalegre. Ao final da noite de terça-feira, a ocorrência mobilizava 387 operacionais e 124 veículos, num combate que se prevê difícil para proteger o que resta da floresta, soutos, olivais e vinhas.
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