A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Chaves acompanhou um total de 229 processos durante o ano de 2025, revelando um aumento no número de casos sinalizados.
A violência doméstica assume-se como a principal problemática no concelho, abrangendo não só agressões físicas, mas também dimensões psicológicas e emocionais de exposição ao perigo.
Segundo Filipe Gonçalves, presidente da CPCJ de Chaves, o abandono escolar, os comportamentos de risco e os maus-tratos são outras das situações acompanhadas pela equipa técnica. O responsável associa o elevado volume processual — um dos maiores do distrito de Vila Real — a fatores como a carência social, a diversidade cultural e a pressão demográfica decorrente da imigração.
A estratégia da Comissão privilegia a manutenção dos jovens no meio familiar, aplicando medidas de acolhimento residencial apenas em situações de risco imediato. As forças de segurança, escolas e serviços de saúde são as entidades que mais sinalizam.
Filipe Gonçalves defende que a intervenção deve ser contínua e focada na sensibilização, alertando que a prevenção não se deve limitar a campanhas temporárias.

