Populares da aldeia de Vilela Seca, em Chaves, juntaram-se a voluntários espanhóis, na tarde desta terça-feira, numa tentativa desesperada de travar o grande incêndio que atravessou a fronteira da Galiza e ameaça várias povoações. Armados com giestas e apoiados por um trator, os habitantes lutam para proteger as suas casas de um fogo descrito como um “autêntico inferno”.
“Tivemos a serra cheia de fumo todos os dias, depois passou para cá. Esta tarde galgou a serra toda até chegar às aldeias”, contou à agência Lusa Joaquim Oliveira, um residente de férias na aldeia. A preocupação é agora que as chamas, depois de passarem uma estrada, possam atingir a parte alta da aldeia e alastrar até Outeiro Seco.
A luta em Vilela Seca é um espelho da solidariedade transfronteiriça. “Viemos de Espanha para ajudar”, afirmou Andy Francisco Teixeira, um voluntário de Verín que, com amigos, tem combatido as chamas “há cerca de duas semanas” dos dois lados da fronteira. A ajuda mútua foi confirmada por um jornalista espanhol no local, Pedro Pascal, que referiu que “os bombeiros portugueses têm ajudado” na Galiza e descreveu o incêndio como “um autêntico inferno”.
Este fogo, que entrou em Portugal na segunda-feira pela zona de Vilar de Perdizes (Montalegre), continua a lavrar com grande intensidade. Segundo a página da Proteção Civil, às 17:20, a ocorrência mobilizava 271 operacionais, 82 veículos e cinco meios aéreos.
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