O Observatório do Afogamento revelou hoje que 57 pessoas perderam a vida em meios aquáticos em Portugal nos primeiros cinco meses de 2026. Os dados provisórios, divulgados pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, indicam um cenário de elevada mortalidade, equiparando-se ao ano de 2024, um dos piores registos históricos.
Entre 1 de janeiro e 31 de maio de 2026, Portugal registou 57 mortes por afogamento, de acordo com os dados apresentados esta manhã pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS). Este valor é considerado extremamente preocupante pelas autoridades, uma vez que iguala praticamente o recorde negativo de 2024, quando se registaram 58 mortes no mesmo período homólogo. No primeiro trimestre do ano, o número de vítimas mortais em meio aquático foi o mais alto desde 2017, com 36 óbitos confirmados.
O relatório detalhado do Observatório do Afogamento aponta que a maioria dos incidentes ocorreu em locais sem vigilância ativa, sublinhando a necessidade urgente de reforçar as campanhas de sensibilização e a presença de nadadores salvadores, não apenas durante a época balnear, mas ao longo de todo o ano em pontos críticos. A FEPONS anunciou que irá solicitar reuniões urgentes com o Governo para apresentar propostas concretas que visem a redução destes indicadores, incluindo o reforço do policiamento de praias e a melhoria da sinalética em zonas de risco.
A análise estatística revela que o perfil das vítimas é diversificado, englobando tanto atividades de lazer como incidentes em contexto profissional ou de navegação. A federação alerta que, com a subida das temperaturas prevista para as próximas semanas, o risco de afogamento aumenta exponencialmente se não forem respeitadas as normas de segurança. Este balanço trágico serve de alerta nacional para a perigosidade de rios, barragens e orla costeira antes do pleno funcionamento do dispositivo de segurança balnear.

