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COIMBRA: ISEC VAI USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA DETETAR FUGAS DE ÁGUA

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai utilizar algoritmos de inteligência artificial para localizar com precisão fugas nas redes de distribuição de água, foi esta segunda-feira anunciado.

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O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai utilizar algoritmos de inteligência artificial para localizar com precisão fugas nas redes de distribuição de água, foi esta segunda-feira anunciado.

Através da FLOW Water, uma plataforma de monitorização de sistemas de abastecimento de água, [a futura tecnologia] irá cruzar medições de pressão com o cadastro da rede, e utilizar algoritmos de inteligência artificial para identificar a localização das fugas”, explicou a instituição de ensino, em comunicado.

O projeto faz parte de uma parceria com a empresa tecnológica ENSO, de Coimbra, que criou a aplicação e está a desenvolver com os investigadores do ISEC nos seus laboratórios.

Vamos tornar esta aplicação mais eficiente, para que a deteção/localização de fugas seja mais eficaz e se possa intervir rapidamente”, salientou Joaquim Sousa, professor coordenador do ISEC da área de hidráulica e responsável pelo projeto.

O docente realçou que “ao colaborarmos para a resolução mais rápida das fugas de água, estamos a contribuir para uma melhor gestão dos recursos hídricos“.

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Inicialmente, a FLOW Water apenas conseguia identificar a existência de fugas de água nas redes, que abastecem várias ruas, mas não a sua localização.

“O ISEC quer agora colmatar esta lacuna recorrendo ao cruzamento de competências de áreas como as engenharias civil, informática e eletrónica”, destacou Mário Velindro, presidente do ISEC.

O responsável salientou que a instituição está muito empenhada “em conhecer os projetos dos nossos parceiros para que, com recurso a equipas multidisciplinares da nossa escola, possamos desenvolver esses projetos em conjunto”.

Estamos a reforçar a nossa ligação a empresas competitivas no mercado, como a ENSO, com as quais queremos desenvolver novos produtos e novos serviços que sejam mais competitivos nos mercados nacional e internacional”, sublinhou.

No âmbito daquela cooperação, vai realizar-se no ISEC, em outubro, um congresso científico sobre a eficiência dos serviços de águas em Portugal, “para que empresas e municípios partilhem experiências e sejam apresentadas novas soluções e boas práticas de gestão dos recursos hídricos”.

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A iniciativa vai servir também para debater questões relacionadas com perdas de água nos sistemas de abastecimento público, com afluências indevidas aos sistemas de saneamento e, também, com a eficiência energética dos dois tipos de sistemas.

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COIMBRA: UNIVERSIDADE LANÇA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM TERAPIA GENÉTICA

A Universidade de Coimbra anunciou hoje a criação do primeiro centro de investigação dedicado à terapia génica do país, que servirá para desenvolver tratamentos para doenças graves e sem tratamento, representando um investimento de 38 milhões de euros.

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A Universidade de Coimbra anunciou hoje a criação do primeiro centro de investigação dedicado à terapia génica do país, que servirá para desenvolver tratamentos para doenças graves e sem tratamento, representando um investimento de 38 milhões de euros.

“Este é o primeiro centro de investigação e inovação na área da terapia génica do país, que vai dedicar-se às doenças graves e sem tratamento, sobretudo doenças raras, com condições para a realização de ensaios clínicos e produção de medicamentos”, evidencia.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Universidade de Coimbra (UC) explica que o GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica em Portugal vai ser financiado, ao longo de seis anos, com 38 milhões de euros, provenientes de financiamentos europeus e nacionais.

“O GeneT pretende ser um farol de excelência em investigação e desenvolvimento nesta área tão promissora, tirando partido de um ecossistema privilegiado que reúne academia, clínica e indústria”, acrescenta.

Segundo a UC, o novo centro de investigação de Terapia Génica em Portugal vai ser liderado por Luís Pereira de Almeida, docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC) e coordenador do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB).

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“Espera-se que o GeneT venha a ter um impacto significativo na saúde pública portuguesa, ao permitir o desenvolvimento de novas terapias para doenças graves e sem tratamento, e que venha a ser um exemplo do potencial da investigação científica para melhorar a vida das pessoas”, refere.

O GeneT vai ser financiado pela Comissão Europeia, com 15 milhões de euros, no âmbito do concurso Teaming for Excellence do programa Horizonte Europa, e pelo Governo português, que vai igualar o financiamento europeu.

O projeto conta também com o financiamento do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de várias entidades do setor da indústria e saúde.

Vai colaborar com o Gene Therapy Innovation and Manufacturing Centre, da Universidade de Sheffield (Reino Unido), e o Finish National Virus Vetor Laboratory, da Universidade da Finlândia Oriental, instituições pioneiras no desenvolvimento de terapia génica.

Envolverá ainda várias estruturas da Universidade de Coimbra, tais como o Centro de Neurociências e Biologia Celular, o Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, as Faculdades de Farmácia, Medicina e Ciências e Tecnologia.

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A terapia génica traduz-se numa abordagem terapêutica de ponta capaz de desenvolver novas terapêuticas para diversas doenças, especialmente patologias raras, muitas vezes hereditárias, tendo já “provado ter um enorme impacto na vida das pessoas, reduzindo o sofrimento e mortalidade”.

É também uma área “com grande potencial de desenvolvimento”, sobretudo no que respeita “à dimensão translacional, que permite que o conhecimento científico seja aplicado na parte clínica”.

A terapia génica tem vindo a revolucionar o tratamento e a progressão de doenças raras, permitindo tratamentos curativos em muitos casos após uma única administração.

Entre os exemplos estão o tratamento e a progressão de doenças neuromusculares ou oftalmológicas, como a Atrofia Muscular Espinhal ou a Amaurose Congénita de Leber.

Existem sete mil doenças raras, 80% destas genéticas, que afetam 6% da população mundial.

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Destas, 95% não têm terapia eficaz, existindo no mercado apenas 13 produtos de terapia génica para o tratamento de doenças.

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AVEIRO: UNIVERSIDADE PREMIADA PELA APLICAÇÃO DA IA À INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA

Uma equipa do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) da Universidade de Aveiro, venceu uma das duas categorias do concurso BioASQ, revelou hoje fonte académica.

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Uma equipa do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) da Universidade de Aveiro, venceu uma das duas categorias do concurso BioASQ, revelou hoje fonte académica.

O concurso, que alia a inteligência artificial (IA) à investigação biomédica, é organizado pelo Demokritos NCSR (National Center for Scientific Research), da Grécia, e tem como patrocinadores a Google, a Elsevier, e a Ovid.

Os participantes são desafiados a desenvolver sistemas de IA capazes de compreender e analisar vastas coleções de texto biomédico e responder a perguntas complexas, úteis para os especialistas biomédicos.

“Na prática, os trabalhos a concurso pretendem criar algo semelhante ao ChatGPT, mas só com informação da PubMED, um motor de pesquisa na área das ciências da vida e biomedicina”, explica Tiago Almeida, da equipa do IEETA.

Segundo a mesma fonte, a BioASQ é uma competição de referência nessa área científica, que estabelece o padrão global para os avanços em IA aplicados à literatura biomédica.

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“Esta vitória destaca o envolvimento dedicado da equipa numa das principais competições internacionais de Inteligência Artificial (IA) e processamento biomédico de linguagem natural (PNL)”, consideram os vencedores.

Segundo Richard Jonker e Roshan Poudel, também membros da equipa, “os avanços registados na IA para a pesquisa de informação biomédica e a resposta a perguntas são muito promissores para aplicações no mundo real”.

Dão como exemplo a melhoria dos sistemas de informação médica e a ajuda no diagnóstico avançado de cuidados de saúde.

“Isto poderá revolucionar a forma como os profissionais de saúde acedem e utilizam a informação, melhorando os cuidados aos doentes e as metodologias de investigação”, frisam.

Numa das categorias a concurso participaram nove equipas com um total de 27 sistemas, e na outra participaram 16 equipas, com um total de 59 sistemas em avaliação.

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