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CONCEIÇÃO ELOGIA FIRMEZA DO FC PORTO NA PRESSÃO AO BENFICA

O campeão nacional FC Porto caminhou firme na perseguição ao líder Benfica, frisou hoje o treinador Sérgio Conceição, deixando apreço aos ‘dragões’ por prosseguirem na luta pelo título até ao fim da I Liga de futebol.

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O campeão nacional FC Porto caminhou firme na perseguição ao líder Benfica, frisou hoje o treinador Sérgio Conceição, deixando apreço aos ‘dragões’ por prosseguirem na luta pelo título até ao fim da I Liga de futebol.

“Fomos perseverantes e resilientes na nossa maneira de estar. Faz parte do ADN desta equipa não atirar a toalha ao chão em nenhum momento, apesar de saber que, à medida que fomos perdendo alguns pontos que não eram expectáveis, ficava mais difícil. Essa é uma característica da nossa equipa, dos meus jogadores, deste clube e desta região, na qual é um orgulho poder estar inserido”, avaliou o técnico, em conferência de imprensa.

Sérgio Conceição falava na véspera da receção ao Vitória de Guimarães, uma das duas partidas da 34.ª e última jornada da I Liga que serão decisivas na discussão do título, na qual as ‘águias’ chegaram a ter uma vantagem máxima de 10 pontos para os ‘dragões’.

“Não fizemos tudo bem nem é normal [haver] uma distância tão grande [na liderança da I Liga]. Estamos habituados, ano após ano, a dar uma resposta fantástica, ultrapassámos sempre a barreira dos 80 pontos e já fomos campeões com 85, pontuação que podemos alcançar se ganharmos amanhã [sábado]. Agora, não jogamos sozinhos e temos de ser mais fortes a todos os níveis, mesmo quando existem adversidades inerentes ao próprio jogo, sendo que, às vezes, junta-se uma terceira equipa que nem sempre é feliz”, atirou, referindo-se às equipas de arbitragem.

Benfica e FC Porto entram para a ronda decisiva da 89.ª edição da I Liga separados por apenas dois pontos, esperando os ‘dragões’ um volte-face ‘milagroso’ para arrebatarem uma inédita revalidação do título ao cabo da sexta temporada da ‘era’ Sérgio Conceição.

As ‘águias’ conquistarão o seu 38.º cetro da sua história se baterem em casa o lanterna-vermelha e já despromovido Santa Clara, mas um empate até pode servir, desde que, à mesma hora, os ‘azuis e brancos’ não derrotem o Vitória de Guimarães e superem os 11 golos de diferença favoráveis ao Benfica na contagem entre tentos marcados e sofridos.

O clube da Luz também festejará em caso de derrota, desde que o FC Porto não triunfe frente aos vimaranenses, cenários que deixam os ‘dragões’ com diminutas hipóteses de vencerem a I Liga pela 31.ª ocasião e lograrem o nono bicampeonato do seu palmarés.

“Houve momentos esta época que não foram tão positivos, mas até estamos à frente no campeonato dos ‘grandes’. Isso acontece porque não fizemos tão bem as coisas contra equipas teoricamente mais acessíveis, mas temos de ultrapassá-lo obrigatoriamente. Se houve jogos em que estivemos bem posicionados para ganhar ou, no mínimo, empatar? Tivemos”, admitiu Sérgio Conceição, sobre os percalços dos ‘azuis e brancos’ na prova.

Ao longo da primeira volta, o FC Porto foi averbando empates nas visitas ao Estoril Praia (1-1, na sétima ronda), ao Santa Clara (1-1, na 11.ª) e ao Casa Pia (0-0, na 15.ª), saindo derrotado no terreno do Rio Ave (1-3, na quarta) e na receção ao Benfica (0-1, na 10.ª).

Os únicos ‘deslizes’ sofridos depois da ‘viragem’ da I Liga foram o desaire caseiro com o Gil Vicente (1-2, na 22.ª) e o ‘nulo’ na visita ao Sporting de Braga (0-0, na 25.ª), cenário que coloca os ‘azuis e brancos’ na iminência de fazerem a melhor segunda volta da ‘era’ Sérgio Conceição, com 46 pontos em 51 possíveis, se baterem o Vitória de Guimarães.

“Normalmente, todos os jogos em que perdemos pontos ficam-me na cabeça. Sentimos muito e tentamos trabalhar dentro desses erros para podermos evoluir os jogadores e a equipa. Iniciámos o campeonato de uma forma não muito consistente, mas chegámos a um ponto em que sinto que já somos mais maduros e estamos mais espertos”, concluiu.

O FC Porto, segundo classificado, com 82 pontos, dois abaixo do líder Benfica, recebe o Vitória de Guimarães, quinto, com 53, no sábado, às 18:00, no Estádio do Dragão, no Porto, numa partida arbitrada por Artur Soares Dias, da Associação de Futebol do Porto.

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EURO 2024: ESPANHA VENCE INGLATERRA (2-1) E CONQUISTA O “TETRA”

A Espanha tornou-se hoje a primeira seleção a chegar aos quatro títulos de campeã da Europa de futebol, ao bater a Inglaterra, que continua em ‘branco’, por 2-1, na final da 17.ª edição, no Estádio Olímpico de Berlim.

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A Espanha tornou-se hoje a primeira seleção a chegar aos quatro títulos de campeã da Europa de futebol, ao bater a Inglaterra, que continua em ‘branco’, por 2-1, na final da 17.ª edição, no Estádio Olímpico de Berlim.

Nico Williams, aos 47 minutos, e Mikel Oyarzabal aos 86, marcaram os golos da ‘Roja’, que repetiu os cetros de 1964, 2008 e 2012, enquanto Cole Palmer apontou, aos 73, o tento dos ingleses.

A formação espanhola, que também conta no seu palmarés o Mundial de 2010, isolou-se na liderança do ranking, deixando para trás a tricampeã Alemanha (1972, 1980 e 1996), enquanto a Inglaterra perdeu a segunda final consecutiva, três anos depois.

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EURO 2024: ESPANHA E INGLATERRA NA GRANDE FINAL DE DOMINGO

A Espanha vai tentar provar, uma última vez, que é a melhor equipa do Euro20024 de futebol, frente a um conjunto de craques apostados em evitar que a Inglaterra perca uma segunda final consecutiva, no domingo, em Berlim.

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A Espanha vai tentar provar, uma última vez, que é a melhor equipa do Euro20024 de futebol, frente a um conjunto de craques apostados em evitar que a Inglaterra perca uma segunda final consecutiva, no domingo, em Berlim.

Vencedora já de um recorde de seis jogos, a “Roja” chega à capital alemã como a equipa que transporta o futebol bonito, a estética, e tem provado, jogo a jogo, que é possível ganhar pela positiva, sendo considerada favorita a inédito quarto título, apesar de do outro lado estarem Bellingham, Kane, Foden ou Saka.

Precisamente na casa da outra tricampeã continental, a Espanha pode fazer história e tornar-se a primeira a chegar ao “tetra”, repetindo 1964, 2008 e 2012, sendo Jesús Navas, agora como então suplente, o único sobrevivente de há 12 anos.

Se triunfar, ganhará a equipa que, desde o dia 1, encantou, pela qualidade do seu futebol, manifestada em todos os jogos, mesmo quando Luis de la Fuente mudou toda a equipa no fecho da fase de grupos (1-0 à Albânia, após 3-0 à Croácia e 1-0 à Itália).

A Espanha não teve, porém, vida fácil, sobretudo a eliminar, sendo que esteve a perder com a Geórgia (4-1), nos “oitavos”, só se desembaraçou da Alemanha (2-1) aos 119 minutos, nos “quartos”, e, nas “meias”, voltou a estar em desvantagem, com a França (2-1).

Mas, nos seis jogos, os espanhóis nunca perderam a compostura, nunca duvidaram, nunca abdicaram de uma certa maneira de jogar que apaixonou, culpa também dos “miúdos” Lamine Yamal, que cumpre no sábado 17 anos, e Nico Williams, de 21.

Depois, há também Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, que, na peugada de Busquets, Xavi e Iniesta, não deixam a Espanha jogar mal, numa equipa que, na máxima força, também poderia ter na final Rodri e Gavi, ambos lesionados, o primeiro nos ‘quartos’.

Atrás, o guarda-redes Unai Simón, mesmo não escapando a alguns lapsos, também dá garantias, enquanto Carvajal, Le Normand, Nacho, Laporte e Cucurella conferem experiência.

O capitão é Álvaro Morata, um ponta de lança que é sempre um perigo e ainda há Merino, o do grande golo à Alemanha, Oyarzabal, Grimaldo ou Ferran Torres, todos sempre prontos a conferir qualidade ao jogo espanhol.

Ainda falta, porém, uma última batalha, frente a uma Inglaterra que terá sido uma das equipas mais criticadas durante a competição, face a um futebol que adormeceu mais do que encantou em muitos momentos.

Ingleses de duas faces

Os ingleses começaram com um triunfo (1-0 à Sérvia) e prosseguiram com duas igualdades (1-1 com a Dinamarca e 0-0 com a Eslovénia), que fizeram “disparar os alarmes”.

A formação dos “três leões” entrou para o “mata mata” repleta de pontos de interrogação e confirmou-os nos “oitavos”, em que, perante a Eslováquia, esteve em desvantagem desde os 25 minutos e até quase ao final dos descontos.

Quando o adeus parecia certo, uma “bicicleta” de Jude Bellingham, aos 90+5 minutos, num dos momentos mais belos do Euro2024, a par do golo de Yamal à França, salvou o conjunto de Gareth Southgate, depois apurado com um tento de Harry Kane (91).

Também num jogo em que esteve a perder, a Inglaterra precisou dos penáltis para afastar a Suíça (5-3, após 1-1), na redenção de Saka, nos “quartos”, e, nas “meias”, bateu os Países Baixos (2-1) com nova reviravolta, concretizada nos descontos, pelo suplente Ollie Watkins.

Foi complicado, sofrido, o futebol chegou a ser “sonolento”, mas a Inglaterra está de novo a um triunfo do segundo grande título, para juntar ao Mundial de 1966, arrebatado em casa.

Três anos depois, Pickford, Walker, Stones, Trippier, Shaw, Rice, Saka, e Kane podem repetir a presença na final, sendo que, para o capitão Kane, é mais uma oportunidade para, aos 30 anos, conquistar, finalmente, o primeiro título coletivo da carreira.

Espanha e Inglaterra disputam no domingo, pelas 20h00 em Lisboa, a final Euro2024, em Berlim, com arbitragem do francês François Letexier, de 35 anos, o mais jovem árbitro a ajuizar o jogo decisivo da prova.

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