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ECONOMIA & FINANÇAS

CRISE: GOVERNO ABERTO PARA SUSPENDER ESTE ANO PAGAMENTO POR CONTA DE IRC

O deputado do PEV José Luís Ferreira afirmou hoje que o Governo demonstrou abertura para suspender este ano o pagamento por conta do IRC e para criar um fundo de tesouraria destinado às pequenas e micro empresas.

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O deputado do PEV José Luís Ferreira afirmou hoje que o Governo demonstrou abertura para suspender este ano o pagamento por conta do IRC e para criar um fundo de tesouraria destinado às pequenas e micro empresas.

José Luís Ferreira falava aos jornalistas após ter estado reunido com o primeiro-ministro, em São Bento, sobre as futuras propostas do Governo de programa de estabilização económico e social e de Orçamento Suplementar.

No plano político, o deputado do PEV considerou que “ainda é cedo” para definir uma posição sobre esses diplomas do Governo, quando, para mais, durante a reunião de hoje, nenhum documento escrito foi entregue por parte do executivo.

“Em concreto, colocámos duas propostas em cima da mesa para as micro e pequenas empresas, a primeira das quais tem a ver com a necessidade de se criar um fundo de tesouraria que permita assegurar o pagamento de salários, de rendas e de outros custos fixos. Este fundo de tesouraria deverá ter um período de carência de cerca de dois anos e com uma taxa de juro zero”, referiu.

Segundo o deputado ecologista, a segunda proposta apresentada pelo PEV relaciona-se “com a suspensão do pagamento por conta do IRC”.

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“É absolutamente necessário suspender pelo menos este ano esse pagamento por conta”, advogou, dizendo, depois, que o executivo demonstrou abertura face a essa proposta, assim como em relação à medida para a criação de um fundo de tesouraria para as pequenas e micro empresas.

O deputado do PEV disse mesmo ter saído “agradado” da reunião com o Governo, dizendo que se verificou “recetividade”, tanto em relação à criação do fundo de tesouraria, como no que concerne à suspensão do pagamento por conta.

“Não foi assumido aqui nenhum compromisso, mas o Governo disse que essa proposta do fundo de tesouraria também estava no seu radar. Quanto à suspensão do pagamento por conta do IRC para as pequenas e médias empresas, também nos pareceu haver abertura do Governo para ponderar seriamente essa medida”, acentuou.

José Luís Ferreira manifestou-se ainda de acordo com a intenção do Governo de proceder à eliminação do amianto dos estabelecimentos de ensino, defendeu que uma aposta mais forte na reciclagem poderá criar mais cinco mil postos de trabalho e exigiu um investimento reforçado no Serviço Nacional de Saúde e nos transportes públicos, sobretudo na ferrovia e na bicicleta.

No entanto, o deputado do PEV insurgiu-se contra a decisão de abandonar-se o limite à lotação no transporte aéreo, deixando neste ponto uma série de advertências ao Governo o plano sanitário.

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“A motivação pode ser a pressão das companhias aéreas, portanto, um motivo economicista. Não tendo suporte por parte das autoridades de saúde, essa medida pode ser um elemento que deitará por terra o esforço de combate [à covid-19] que se tem feito ao longo destes últimos meses”, justificou.

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PRAZO PARA VALIDAR FATURAS DE 2023 PROLONGADO ATÉ QUARTA-FEIRA

A Autoridade Tributária (AT) prolongou por dois dias, até quarta-feira, o prazo para a validação de faturas relativas a 2023 no portal e-fatura, depois de constrangimentos no último dia do prazo inicial.

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A Autoridade Tributária (AT) prolongou por dois dias, até quarta-feira, o prazo para a validação de faturas relativas a 2023 no portal e-fatura, depois de constrangimentos no último dia do prazo inicial.

Em resposta à Lusa, o Ministério das Finanças refere que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Nuno Santos Félix, “decidiu prorrogar por dois dias o prazo de verificação e comunicação de fatura”, depois de constrangimentos e limitações pontuais de acesso na segunda-feira.

Na segunda-feira, a AT afirmou que recebeu um elevado nível de acessos, o que levou a que os contribuintes tivessem dificuldade em validar faturas.

Nesse dia, a AT admitiu que “as situações reportadas podem estar associadas a este elevado número de acessos” e que estava a monitorizar “o referido serviço e a alocar todos os recursos necessários à otimização da experiência de utilização/acesso dos contribuintes”, lembrando que além do site e-fatura, também a aplicação e-fatura está disponível.

A validação das faturas é um dos passos necessários para a preparação da declaração anual do IRS.

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A entrega da declaração anual do IRS arranca no dia 01 de abril, prolongando-se até 30 de junho.

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ECONOMIA: PRINCIPAIS BANCOS LUCRARAM MAIS DE 3 MIL MILHÕES EM 2023

Os lucros agregados dos quatro maiores bancos privados a operar em Portugal somaram 3.153 milhões de euros em 2023, num aumento de 81,9 por cento face a 2022, segundo contas da Lusa.

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Os lucros agregados dos quatro maiores bancos privados a operar em Portugal somaram 3.153 milhões de euros em 2023, num aumento de 81,9 por cento face a 2022, segundo contas da Lusa.

Assim, a soma dos resultados líquidos destes bancos foi superior à registada no final de 2022 em 1.419,5 milhões de euros, continuando a ser impulsionados pelo aumento das taxas de juro nos créditos.

Entre os privados, o Santander Totta foi quem apresentou lucros mais elevados em 2023.

Com um aumento de 69,8%, os lucros do Santander Totta ultrapassaram os 1.030 milhões de euros em 2023, face aos 606,7 milhões de euros em 2022. A margem financeira da instituição aumentou 90,45% em termos homólogos para 1.491 milhões de euros.

Por sua vez, o BCP registou lucros de 856 milhões de euros, contra 197,4 milhões de euros em 2022. No ano em análise, a margem financeira consolidada subiu 31,4%, para 2.825,7 milhões de euros.

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Em terceiro lugar, o Novo Banco registou um resultado positivo de 743,1 milhões de euros no ano, mais 32,5% que em 2022, tendo a sua margem financeira subido 82,7%, para 1.142,6 milhões de euros.

No campeonato da banca privada, o BPI caiu para fora do pódio, apesar de uma valorização homóloga dos lucros de 42% em 2023. Num ano em que registou lucros de 524 milhões de euros, a margem financeira também subiu para a instituição do Grupo Caixabank, que escalou 69,6%, para 948,9 milhões de euros.

Em 2023, os lucros dos bancos foram beneficiados pelas altas taxas de juro nos empréstimos e lenta subida das taxas de juro nos depósitos, acabando por beneficiar a margem financeira, já que esta é a diferença dos juros cobrados pelos bancos nos créditos e os juros pagos pelos bancos nos depósitos.

Desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a subir as taxas de juro diretoras em meados de 2022, para combater a inflação, que isso tem tido impacto no aumento dos créditos dos clientes bancários indexados a taxa de juro variável (sobretudo Euribor).

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