CRÉDITO À HABITAÇÃO ATINGE 10,63 MIL ME EM 2019 – MÁXIMO DA DÉCADA

O novo crédito concedido pelos bancos em 2019 para compra de habitação cresceu 8,1%, em termos homólogos, para 10,63 mil milhões de euros, “montante que corresponde a um máximo da década”, revelou a associação AICCOPN.

Num comunicado, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) salientou que é preciso “recuar até 2008 para se encontrar um ano com maior volume de crédito concedido”.

Paralelamente, tendo em conta “o ‘stock’ de crédito à habitação, no final de 2019, verifica-se um ligeiro aumento de 0,3%, em termos homólogos”, totalizando os 93.290 milhões de euros, de acordo com os dados da associação.

Pelo contrário, o volume de crédito concedido às empresas de construção e imobiliário no ano passado registou “uma redução homóloga de 6,6%, fixando-se em, apenas, 16,0 mil milhões de euros, ou seja, no valor mais baixo desde o início do século XXI”, segundo a associação.

No que diz respeito ao consumo de cimento, no ano passado “foram utilizadas 3,23 milhões de toneladas de cimento no mercado nacional, o que corresponde a um crescimento de 14,9% face a 2018 e a um máximo dos últimos seis anos, aproximando-se dos níveis registados no ano de 2012”, informou a AICCOPN.

De acordo com a associação, as obras de construção e reabilitação de edifícios habitacionais licenciadas pelas câmaras municipais no ano passado “registaram uma variação de 9,4%, face ao ano precedente, para 16.461, com o número de fogos licenciados em construções novas a totalizar 23.737, em resultado de um crescimento homólogo de 17,2%”, lê-se na mesma nota.

No mês de dezembro, recordou a AICCOPN, “o valor médio da habitação para efeitos de avaliação bancária foi de 1.321 euros por metro quadrado, o que traduz um aumento de 8,3%, face aos 1.220 euros” registados no último mês de 2018.

A associação destacou ainda a ‘performance’ da área metropolitana do Porto, em que “o número de fogos licenciados em construções novas em 2019 totalizou 4.270, o que traduz um aumento de 29,1% face aos 3.308 alojamentos licenciados em 2018”.

Segundo a entidade, no que diz respeito à avaliação bancária na habitação nesta região verificou-se, em dezembro, um “aumento em termos homólogos de 10,4% para 1.330 euros por metro quadrado”.

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