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ECONOMIA & FINANÇAS

CRISE: EMPRESAS PEDIRAM À BANCA MAS OS APOIOS NÃO CHEGARAM – CIP

Os pedidos das empresas às linhas de apoio lançadas pelo Governo devido à pandemia covid-19 atingiram 10,5 mil milhões de euros, face a uma disponibilidade de 6,2 mil milhões de euros, disse hoje o presidente da CIP.

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Os pedidos das empresas às linhas de apoio lançadas pelo Governo devido à pandemia covid-19 atingiram 10,5 mil milhões de euros, face a uma disponibilidade de 6,2 mil milhões de euros, disse hoje o presidente da CIP.

“As candidaturas que foram apresentadas ultrapassam os 10,5 mil milhões de necessidades”, afirmou o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, em conferência de imprensa para apresentação dos resultados de um inquérito sobre perspetivas de investimento das empresas após a pandemia.

Segundo acrescentou António Saraiva, tendo em conta que a disponibilidade da linha são 6,2 mil milhões de euros e que o acesso à verba é feito “por ordem de chegada”, há empresas que não vão conseguir aceder se a linha não for reforçada.

O presidente da CIP disse que, de acordo com informação transmitida pelo Ministério da Economia, “estão aprovadas com garantias de Estado 6,1 mil milhões de euros, ou seja, estão praticamente aprovados quase a totalidade dos 6,2 mil milhões”.

E dos 6,1 mil milhões de euros aprovados, “há 3,1 mil milhões contratualizados”, adiantou o líder da confederação patronal.

António Saraiva voltou a criticar a “excessiva burocracia” no acesso ao crédito e a “falta de perceção” do Governo sobre a dimensão da medida de apoio às empresas.

Segundo os dados do inquérito divulgado hoje pela CIP em parceria com o ISCTE, a percentagem de empresas que pediu financiamento bancário na semana passada aumentou face à anterior, de 38% para 42%.

Das empresas que pediram financiamento, 69% ainda não tinham recebido a verba na semana passada.

A CIP defende a criação de um fundo de capitalização de emergência de três mil milhões de euros para empresas, através de fundos de capital de risco, face à crise da pandemia covid-19, medida que a confederação chamou de “bazuca portuguesa” e que faz parte de um conjunto de propostas que a confederação apresentou ao Governo.

A confederação pede o aumento das linhas de crédito, que estão “esgotadas”, e o reforço da capacidade de resposta do sistema financeiro e do sistema de garantia mútuo.

ECONOMIA & FINANÇAS

MARCELO PROMULGA DIPLOMA DE RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO DOCENTE

O Presidente da República promulgou hoje o diploma que estabelece o regime de recuperação do tempo de serviço congelado aos professores, anunciou a Presidência da República.

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O Presidente da República promulgou hoje o diploma que estabelece o regime de recuperação do tempo de serviço congelado aos professores, anunciou a Presidência da República.

“O Presidente da República promulgou o diploma que estabelece um regime especial de recuperação do tempo de serviço dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário”, anuncia o ‘site’ da Presidência da República Portuguesa.

A recuperação do tempo de serviço congelado aos professores durante a ‘Troika’ foi um dos principais motivos dos protestos e greves que decorreram no final do anterior Governo, tendo a atual equipa governativa chegado a acordo com a maioria dos sindicatos do setor para uma recuperação faseada do tempo ainda devido.

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CERTIFICADOS DE AFORRO PERDEM 110,9 MILHÕES DE EUROS DESDE OUTUBRO

O valor total aplicado em certificados de aforro (CA) manteve em junho a tendência de queda, tendo perdido 110,9 milhões de euros desde outubro, segundo mostram os dados do Banco de Portugal (BdP).

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O valor total aplicado em certificados de aforro (CA) manteve em junho a tendência de queda, tendo perdido 110,9 milhões de euros desde outubro, segundo mostram os dados do Banco de Portugal (BdP).

De acordo com os dados divulgados hoje pelo supervisor da banca, no final de junho estavam aplicados em certificados de aforro 33.960,6 milhões de euros. O valor traduz uma queda de cerca de três milhões de euros face a maio e confirma a trajetória de queda que começou a observar-se a partir de outubro do ano passado, mês em que os CA atingiram um ‘pico’ de 34.071,5 milhões de euros.

Neste espaço de oito meses, a diferença entre novas aplicações (emissões) em CA e a retirada de dinheiro aplicado nestes títulos de dívida pública (reembolsos), traduziu-se num saldo negativo de quase 111 milhões de euros.

Depois de vários meses a registarem uma forte procura, que começou a mostrar-se de forma mais evidente a partir de meados de 2022 devido à subida das euribor, os certificados de aforro começaram a perder o interesse dos aforradores, após o Governo anterior ter decidido encerrar a série em negociação (a ‘série E’) e ter lançado uma nova (a ‘série F’), remunerada com uma taxa de juro mais baixa.

Segundo os dados, entretanto, também divulgados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), durante o mês de junho foram aplicados 230 milhões de euros em CA e retirados 233 milhões de euros, resultando na diminuição de três milhões de euros no saldo global.

Já no que diz respeito aos certificados do tesouro (CT) – outro dos títulos de dívida pública que os aforradores particulares podem subscrever aos balcões dos CTT – o saldo global registado em junho era de 10.324,88 milhões de euros, menos 66,38 milhões de euros do que no mês anterior, segundo a informação divulgada pelo BdP.

Os dados do IGCP, por seu lado, mostram que durante o mês de junho os aforradores retiraram 70 milhões de euros dos CT, enquanto as novas entradas de dinheiro rondaram os quatro milhões de euros.

Os CT atingiram 17.865,38 milhões de euros em outubro de 2021, o valor mais elevado desde que este produto foi lançado. De então para cá, a tendência tem sido de queda.

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