Depois dos atentados em Bruxelas, grupo terrorista volta a fazer uma ameaça directa a Portugal num dos seus canais de propaganda.
“Hoje Bruxelas e o seu aeroporto e amanhã pode ser Portugal e a Hungria“, foi esta a mensagem veiculada há dois dias por um canal de propaganda do Estado Islâmico.
Segundo o jornal Expresso, as autoridades portuguesas estão a analisar “com muita atenção” a nova mensagem do grupo terrorista para tentar perceber o seu grau de gravidade.
A mensagem está a ser considerada como “válida”, porém, não existem, para já, “razões para alarmismos”, segundo dizem algumas fontes contactadas pelo semanário.
A secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, admitiu um reforço das medidas de segurança na sequência de uma mensagem do grupo extremista Estado Islâmico com referência a Portugal.
A nova ameaça surge uma semana depois dos ataques levados a cabo pelos extremistas no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maelbeek, que fizeram 35 mortos.
Esta não é a primeira vez que Portugal é referenciado pela propaganda do grupo terrorista.
Em fevereiro passado, um vídeo mostrava um terrorista, de cara tapada, a lançar violentas ameaças ao Ocidente, com destaque para o nosso país e Espanha.
“Al-Andalus, tem paciência. Não és espanhola nem portuguesa, mas sim muçulmana”, dizia o jihadista em francês.
Na altura, a imprensa avançou que o protagonista do vídeo teria passaporte português, sendo mais conhecido por Steve Duarte, filho de emigrantes portugueses nascido no Luxemburgo.
Também conhecido ficou o mapa elaborado pelos terroristas, divulgado em agosto do ano passado, no qual o grupo mostra que pretende dominar toda a região do norte de África e boa parte da Europa, incluindo a Península Ibérica, até 2020.
De acordo com o Expresso, no território controlado pelo grupo terrorista encontram-se neste momento cerca de dez jihadistas lusos.
Por isso, não está fora de questão a hipótese de esta nova mensagem ter sido escrita por um dos portugueses que integram o exército do Daesh.
Entretanto, o gabinete de imprensa da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, referiu que “as autoridades portuguesas estão a acompanhar esta informação, como fazem com todas as outras, direta ou indiretamente que façam referência a Portugal ou a cidadãos portugueses”.
Fonte das forças e serviços de segurança portugueses adiantou à Lusa que, após o conhecimento da mensagem, houve um reforço das medidas de vigilância nos aeroportos portugueses, apesar do nível de alerta se manter inalterado (moderado).

