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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

DESCOBERTA NOVA FALHA GRAVE NO ANDROID

Nova falha no Sistema Operativo Android, usado maioritariamente em smartphones e tablets, pode levar ao roubo de todas as informações do utilizador.

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Passaram aproximadamente dois anos desde que a Google e alguns dos principais fabricantes de smartphones, anunciaram que iam passar a disponibilizar actualizações mensais de segurança para os dispositivos Android, logo após ter sido descoberta uma das falhas mais perigosas alguma vez reportada. Agora e embora a segurança do sistema operativo Android tenha melhorado drasticamente, ainda não é perfeita e o malware espreita em cada esquina.

Uma equipa de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia – Yanick Fratantonio, Chenxiong Qian, Simon Pak Ho Chung e Wenke Lee – descobriram um novo exploit chamado Cloak & Dagger, que coloca qualquer dispositivo Android com a versão 7.1.2 em risco. Essencialmente, a nova vulnerabilidade permite que os hackers utilizem o SYSTEM_ALERT_WINDOW e o BIND_ACCESSIBILITY_SERVICE do Android para desenharem elementos interativos na interface do utilizador. Por outras palavras, os criminosos podem implementar elementos de interface maliciosos e fazerem-nos passar por legítimos no ecrã principal de qualquer dispositivo ou numa aplicação.

Segundo os investigadores, “estes ataques permitem que uma aplicação maliciosa controle completamente o loop de retorno da interface do utilizador e assuma o controlo do dispositivo – sem que o utilizador se aperceba da atividade maliciosa. Os possíveis ataques incluem clickjacking avançado, gravação de tudo o que é digitado sem restrições, phishing furtivo, instalação silenciosa com permissões totais e desbloqueio silencioso do equipamento e outras acções (sempre com o ecrã desligado).

Abaixo está o exemplo de um destes ataques invisíveis, onde os criminosos podem deitar as mãos a tudo o que escrevem no teclado virtual:

Segue-se outro exemplo, onde os atacantes podem instalar malware com todas as permissões concedidas ao ocultar hiperligações por baixo de conteúdos legítimos:

Os investigadores revelaram que só são necessárias duas permissões para que os criminosos se possam aproveitar desta vulnerabilidade e para que os ataques afetem todas as versões recentes do Android. Entretanto, a Google emitiu uma declaração oficial em resposta, explicando que tomou medidas para evitar estes ataques e que passamos a transcrever:

“Estivemos em contacto com os investigadores e, como sempre, agradecemos os seus esforços para ajudarem a manter os nossos utilizadores mais seguros. Atualizámos o Google Play Protect – o nosso serviços de segurança em todos os dispositivos Android com o Google Play – para detectar e impedir a instalação dessas aplicações. Entretanto, já havíamos desenvolvido novas proteções de segurança para o Android O, o que irá fortalecer a nossa proteção contra estas questões.”

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COIMBRA: INVESTIGADIRES TESTAM TÉCNICA PARA TRATAMENTO DO CANCRO DO PULMÃO

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) testou, pela primeira vez em Portugal, uma técnica que pode ajudar a prever a resposta aos tratamentos de imunoterapia, terapêutica utilizada em doentes com cancro do pulmão.

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Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) testou, pela primeira vez em Portugal, uma técnica que pode ajudar a prever a resposta aos tratamentos de imunoterapia, terapêutica utilizada em doentes com cancro do pulmão.

Numa nota de imprensa, a UC explicou que a técnica, que classifica como inovadora e denominada ‘Imuno-PET’, “tem potencial para vir a integrar os exames de estadiamento no cancro do pulmão, permitindo identificar a terapêutica potencialmente mais adequada para cada doente”.

Segundo a UC, “a utilização desta técnica permite fazer uma avaliação de corpo inteiro do doente, sinalizando as zonas que estão afetadas pelo cancro e prevendo a resposta de doentes ao tratamento de imunoterapia, uma das terapêuticas mais promissoras utilizadas em doentes com cancro de pulmão em estádio avançado”.

Citada na mesma nota de imprensa, a aluna de doutoramento na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Sónia Silva salientou que a ‘Imuno-PET’ pode vir a permitir “selecionar melhor os doentes no futuro para o tratamento mais indicado” e “impedir que se possa perder tempo, ou até mesmo o doente, com terapêuticas que não resultarão em resposta e controlo da doença”.

Sónia Silva, médica pneumologista e coordenadora da Pneumologia Oncológica no Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), esclareceu que o cancro do pulmão é a “principal causa de morte por cancro” no país, com “uma incidência crescente”, além de que é, também, “um dos mais frequentes” e “mais agressivo”, sendo que neste caso tal “está muito relacionado com o facto de os doentes já chegarem com tumores em estados avançados, porque os estádios precoces, que são os operáveis, muitas vezes não dão sintomas”.

Nestes casos avançados, a doença já não está apenas nos pulmões, mas em vários órgãos, o que corresponde ao estádio IV.

A “utilização pioneira desta técnica” está a decorrer no âmbito de um estudo clínico envolvendo os serviços de Pneumologia do CHL e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, em colaboração com o Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da UC, divulgou a academia.

De acordo com a UC, “os ensaios clínicos desenvolvidos até ao momento têm sido realizados com doentes com diagnóstico de cancro do pulmão de não pequenas células (o mais prevalente), indicados para fazerem um tratamento de imunoterapia”, sendo que “os doentes fazem todos os exames habituais e recebem o acompanhamento usual, realizando a ‘Imuno-PET’ como uma técnica de diagnóstico extra.

Para Sónia Silva, o fator inovador deste exame reside no facto de “ter uma informação de corpo inteiro, de como toda a doença se comporta, além da biópsia e da habitual PET [tomografia que permite identificar, por exemplo, a presença de tumores ou metástases]”.

A doutoranda adiantou que, num primeiro caso clínico em curso, o doente está a responder bem, observando que “a ‘Imuno-PET’ fixa nos locais onde está a responder à terapêutica, estando concordante com a resposta que está a ter ao tratamento”.

Sónia Silva reconheceu que nos últimos 15 anos tem havido um grande desenvolvimento de terapêuticas para o cancro do pulmão, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida e sobrevida dos doentes, mas, ainda assim, é preciso mais, sobretudo “selecionar melhor os doentes para os tratamentos mais adequados”.

“Paralelamente, espera-se que a ‘Imuno-PET’ possa vir a contribuir também para a sequenciação terapêutica, permitindo a orientação relativamente à duração ideal do tratamento, por se tratar de um exame que, não sendo invasivo, nem causador de dor, é mais tolerável pelos doentes”.

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NASA: SONDA COLIDE COM ASTEROIDE PARA ALTERAR A SUA TRAJETÓRIA (VÍDEO)

A sonda da NASA Double Asteroid Redirection Test (DART) colidiu hoje com “sucesso” com o asteroide Dimorphos, naquele que foi primeiro teste da humanidade para defender a Terra de futuros objetos espaciais.

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A sonda da NASA Double Asteroid Redirection Test (DART) colidiu hoje com “sucesso” com o asteroide Dimorphos, naquele que foi primeiro teste da humanidade para defender a Terra de futuros objetos espaciais.

O choque ocorreu às 19h14, hora local na Costa Este dos Estados Unidos (00h14, em Lisboa), a 9,6 milhões de quilómetros de distância, com a DART a embater na rocha espacial – a lua de um sistema binário – a 22.500 quilómetros por hora.

Sublinhe-se que o sistema binário é composto pelo asteroide Didymos, com aproximadamente 780 metros de diâmetro, e Dimorphos, a lua que o orbita, com um tamanho aproximado de 160 metros – pouco mais do que um campo de futebol.

Os cientistas aguardavam que o impacto abrisse uma cratera, fizesse lixo com os sedimentos e alterasse a órbita do asteroide – um método que imita o guião do filme de catástrofe ‘Armaggedon’, de 1998.

Embora pudesse ter sido visto na transmissão em direto da NASA, nas redes sociais, os cientistas vão ter de esperar dias ou até semanas para ver ser a sonda não tripulada conseguiu alterar ligeiramente a órbita do asteroide.

A missão de 325 milhões de dólares (cerca de 338 milhões de euros) foi a primeira tentativa de mudar a posição de um asteroide ou qualquer outro objeto natural do espaço.

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UNIVERSIDADE DE COIMBRA: UM MILHÃO DE EUROS PARA ESTUDOS NA ÁREA DA SAÚDE

Duas investigadoras da Universidade de Coimbra conquistaram um financiamento de cerca de um milhão de euros para desenvolverem dois projetos de investigação nos domínios das infeções gastrointestinais e das neurociências, anunciou hoje aquela instituição de ensino superior.

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Duas investigadoras da Universidade de Coimbra conquistaram um financiamento de cerca de um milhão de euros para desenvolverem dois projetos de investigação nos domínios das infeções gastrointestinais e das neurociências, anunciou hoje aquela instituição de ensino superior.

De acordo com a Universidade de Coimbra (UC), o financiamento para as investigadoras do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC) e do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) é proveniente da Fundação “la Caixa”.

Os dois projetos de investigação, que “pretendem vir a ter impacto nos domínios das infeções gastrointestinais e das neurociências”, foram escolhidos entre as 546 propostas apresentadas ao concurso CaixaResearch de Investigação em Saúde 2022.

Trata-se de um programa de financiamento que tem por objetivo “apoiar iniciativas de excelência científica com elevado potencial e impacto social, tanto em investigação de base e clínica, como translacional e de inovação”.

Para o projeto coordenado pela investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra Manuela Ferreira foram alocados cerca de 410 mil euros.

Intitulado “Qual a influência da dieta no sistema imunitário durante os primeiros anos de vida?”, este projeto visa estudar os linfócitos T, um tipo de células imunitárias que se encontram no epitélio intestinal (o revestimento do intestino) e que são conhecidas por atuarem como primeira linha de defesa imunitária.

“A investigação vai centrar-se no papel de retinoides (moléculas presentes na dieta e quimicamente relacionadas com a vitamina A) nos linfócitos T e determinar a sua função no intestino durante os primeiros anos de vida”, informou.

Para a investigadora Manuela Ferreira, “existe grande urgência em compreender melhor o funcionamento do intestino e a relação que se estabelece entre o sistema imunitário e os alimentos ingeridos”.

O novo projeto pretende vir a “facilitar o desenvolvimento de novas estratégias preventivas, possíveis alvos terapêuticos e ainda tratamentos eficazes contra as infeções gastrointestinais”.

Já para o projeto coordenado pela investigadora do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento da Universidade de Coimbra Ira Milosevic foram alocados 495 mil euros.

Intitulado “Rumo a uma melhor compreensão da disfunção da sinapse”, o projeto vai estudar como é que os neurónios deixam de comunicar corretamente uns com os outros e como isso pode estar na base da neurodegeneração que ocorre no envelhecimento e em doenças neurodegenerativas.

Pretende estudar “com detalhe a comunicação entre neurónios, na sinapse, com especial foco nos endossomas”, contribuindo assim para “se conhecer melhor os processos que ocorrem na sinapse, que são relevantes no envelhecimento do cérebro e com impacto nas doenças neurodegenerativas”.

“Pode vir a resultar no desenvolvimento de abordagens terapêuticas inovadoras”, evidenciou a investigadora.

A vice-reitora da Universidade de Coimbra para a Investigação, Cláudia Cavadas, considerou que estes dois projetos “constituem mais uma demonstração da elevada qualidade e relevância da investigação fundamental na área das neurociências, envelhecimento e ciências biomédicas desenvolvida na Universidade de Coimbra”.

“Vem ainda reforçar a área estratégica da saúde”, concluiu.

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NOVOS SATÉLITES VÃO PERMITIR MAIOR E MELHOR PREVISÃO DO CLIMA

A Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos anunciou hoje o lançamento, no final do ano, de uma nova geração que melhorará e acelerará o envio de dados a meteorologistas de toda a Europa sobre acontecimentos climáticos graves.

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A Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos anunciou hoje o lançamento, no final do ano, de uma nova geração que melhorará e acelerará o envio de dados a meteorologistas de toda a Europa sobre acontecimentos climáticos graves.

Com este equipamento será possível prevenir melhor o impacto dos fenómenos climáticos extremos.

O diretor-geral do organismo (Eumetsat), Phil Evans, destacou durante a apresentação do novo sistema, batizado de “Meteosat de terceira geração”, o caráter “revolucionário” destes satélites, que poderão “proporcionar dados de maior qualidade, em maior resolução e mais detalhados das nuvens, e de forma mais frequente do que podia fazer-se até agora”.

Em concreto, explicou, os serviços meteorológicos europeus chegarão a receber 30 vezes mais informação, com mais qualidade e a um ritmo de uma atualização a cada dois minutos e meio, mais de quatro vezes mais rápido do que agora.

Os novos satélites contam com características como um detetor de raios na atmosfera, que comprova “nuvem a nuvem” e, entre outras funções, “permitirá aos meteorologistas europeus vigiar pela primera vez o ciclo completo de vida de uma tempestade: desde a instabilidade inicial na atmosfera, antes de se formarem sequer as nuvens, até aos raios”.

Esta nova generação de satélites ajudará os serviços meteorológicos a dispor da informação que necessitam para “prever de forma precisa e rápida eventos meteorológicos severos em desenvolvimento, para ajudar a manter a salvo as suas comunidades e proteger e impulsionar a economia”.

Além dos satélites de imagem, será colocado em órbita um segundo tipo de aparelho que permite captar imagens da atmosfera em três dimensões, para localizar as áreas onde há instabilidade e,portanto, maior probabilidade de se formar uma tempestade, assim como a sua evolução, crescimento e onde vai ser mais intensa.

“Devido ao facto de a mudança climática estar a aumentar tanto a frequência como o impacto destes eventos climáticos severos, compreende-se a importância da previsão do tempo, tanto agora como no futuro”, sublinhou Evans, que apontou o desastre causado pelas inundações no centro da Europa no verão de 2021, com mais de 180 mortos.

O sistema procura precisamente reduzir o impacto económico dos fenómenos meteorológicos graves, que causaram perdas económicas de 520.000 milhões de euros no Espaço Económico Europeu nos últimos 40 anos, calcula a Agência Europeia do Meio Ambiente.

O primeiro satélite do sistema, que proporcionará imagens de maior resolução e mais precisas da Europa e de África a cada 10 minutos, será lançado em finais do ano, enquanto o terceiro dos satélites da constelação entrará em órbita e estará operacional por volta de 2026.

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