Os preços de alguns bens alimentares essenciais voltaram a agravar-se na última semana, contrariando a ligeira descida registada no valor total do cabaz monitorizado pela DECO PROteste. A carne de novilho para cozer e a pescada fresca lideram as subidas, com aumentos de 56 e 54 cêntimos, respetivamente, num espaço de apenas sete dias. Em termos percentuais, o iogurte líquido registou a maior subida relativa, encarecendo 9%, seguido pelo carapau e pelo café torrado moído.
Apesar dos aumentos nestes produtos específicos, o custo global do cabaz de 63 bens essenciais recuou 1,42 euros na primeira semana de março, fixando-se nos 251,76 euros. No entanto, a tendência a longo prazo mantém-se em alta. Comparativamente à primeira semana de 2026, o cabaz custa agora mais 9,94 euros, o que representa uma subida superior a 4%. Se a análise recuar a janeiro de 2022, o agravamento é ainda mais expressivo, com os consumidores a pagarem mais 64,06 euros pelos mesmos produtos.
A volatilidade dos preços reflete o impacto contínuo de fatores externos, como os custos de produção e energia. Paralelamente, os dados do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma nova aceleração da taxa de inflação em Portugal, que deverá subir de 1,9% para 2,1% em fevereiro de 2026.
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