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SANTA COMBA DÃO: EDIFÍCIO ROMANO REVELADO EM SÍTIO ARQUEOLÓGICO

Um edifício romano está a ser revelado no sítio arqueológico do Passal, no Couto do Mosteiro, em Santa Comba Dão, sendo já possível identificar aquela que terá sido a cozinha da casa, anunciou esta sexta-feira a autarquia.

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Um edifício romano está a ser revelado no sítio arqueológico do Passal, no Couto do Mosteiro, em Santa Comba Dão, sendo já possível identificar aquela que terá sido a cozinha da casa, anunciou esta sexta-feira a autarquia.

Numa divisão “perfeitamente delimitada” é possível ver “o piso de circulação, a lareira e vários recipientes de cerâmica de serviço de mesa”, o que impressionou o diretor das escavações, Pedro Matos.

“Algumas das peças vieram de fora da província da Lusitânia, nomeadamente fragmentos de terra sigillata hispânica, proveniente do Vale do Ebro”, explicou o arqueólogo do Centro de Estudos de Arqueologia Artes e Ciências do Património da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Entre os fragmentos encontrados, “há ainda cerâmica de origem regional, possivelmente de Conímbriga – um género de peças conhecida como cerâmica cinzenta fina”, acrescentou Pedro Matos, que, com um grupo de cinco estudantes de mestrado da Universidade de Coimbra, está a desenvolver a segunda escavação deste ano no Couto do Mosteiro.

No seu entender, esta diversidade permite avançar que, à semelhança do Patarinho, em Óvoa, o sítio do Passal estava inserido num circuito comercial de longa distância. O edifício romano terá sido construído no século I e abandonado no século III ou IV (época do Alto Império Romano).

Segundo a autarquia, “cerca de sete séculos depois, o local conhece novamente ocupação humana, durante a Alta Idade Média”, encontrando-se, num patamar superior ao edifício romano, “as ruínas das fundações de um edifício contemporâneo ao primeiro registo histórico da igreja de Santa Columba (974 da era cristã)”.

O vereador da Cultura, Agostinho Marques, realçou o facto de, neste sítio arqueológico, ser “possível viajar com o olhar, ao longo de praticamente mil anos de ocupação humana deste território”.

Na sua opinião, o trabalho que a equipa de arqueólogos tem desenvolvido no concelho nos últimos anos é fundamental: “cada nova descoberta revela mais um pouco das nossas origens e da nossa história”.

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PORTO: EM 2023 MAIS DE MIL FAMÍLIAS AGUARDAVAM UMA CASA DE HABITAÇÃO MUNICIPAL

Mais de 1.150 famílias aguardavam por uma habitação municipal no Porto no final de 2023, ano em que foram entregues 324 casas, revelou hoje a Câmara Porto.

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Mais de 1.150 famílias aguardavam por uma habitação municipal no Porto no final de 2023, ano em que foram entregues 324 casas, revelou hoje a Câmara Porto.

Em resposta à agência Lusa, o município afirmou hoje que 1.155 famílias aguardavam em lista de atribuição de uma habitação no final do ano passado.

O número de famílias à espera de uma habitação municipal aumentou face ao final de 2022, em que se contabilizavam 920 agregados.

“A Domus Social [empresa municipal responsável pelo parque habitacional] tem sentido uma maior pressão nos pedidos de habitação, um cenário provocado, sobretudo, pelo aumento dos valores do arrendamento privado cujos rendimentos das famílias não consegue acompanhar”, destaca a autarquia.

Segundo a autarquia, nos últimos três anos, observou-se um “ligeiro aumento do valor médio dos rendimentos das famílias”, que, em 2023, se fixava em 809 euros.

O município do Porto lembra, no entanto, que este é “um número relativamente volátil”, uma vez que a Domus Social “procede à atribuição de habitações e, em simultâneo, aprova também a entrada em lista de espera de novos agregados”.

“Para o número atual de agregados em lista de atribuição de fogos contribui também o facto de cerca de 20% dos candidatos rejeitarem a primeira proposta de habitação. Ou seja, muitos candidatos optam por permanecer na lista e aguardar por uma segunda proposta de casa, conforme previsto no regulamento”, refere.

Segundo a autarquia, as razões para os candidatos aguardarem por uma segunda proposta de habitação passam, essencialmente, pela localização da casa ou por considerarem que o fogo não corresponde às necessidades.

À Lusa, a Câmara do Porto adiantou ainda que, no último ano, foram entregues 324 habitações, número que também inclui “pedidos de transferência de famílias”, sobretudo por questões relacionadas com mobilidade reduzida.

“Com o envelhecimento da população, esta é uma realidade cada vez mais desafiante no que toca à gestão do parque de habitação municipal”, acrescenta.

A empresa municipal Domus Social gere 48 bairros do município do Porto, onde a habitação social representa 13% do património edificado e onde vivem cerca de 30 mil pessoas.

O orçamento municipal para 2024 contempla uma dotação de 53,6 milhões de euros para o Urbanismo e Habitação, dos quais 50,3 milhões de euros se destinam a regeneração urbana.

O documento destina também uma dotação de 22,8 milhões de euros para habitação social (que se insere na Coesão Social), que contempla um investimento de 20,2 milhões de euros a realizar no parque habitacional pela empresa municipal Domus Social.

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LAMEGO: CUIDADOS VETERINÁRIOS GRÁTIS PARA ANIMAIS DE FAMÍLIAS CARENCIADAS

As famílias carenciadas do concelho de Lamego que tenham animais de companhia passam a dispor de cuidados veterinários gratuitos, anunciou hoje, num comunicado, a Câmara Municipal daquela cidade.

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As famílias carenciadas do concelho de Lamego que tenham animais de companhia passam a dispor de cuidados veterinários gratuitos, anunciou hoje, num comunicado, a Câmara Municipal daquela cidade.

“Num contexto de dificuldades económicas, as famílias deixam, muitas vezes, de ter capacidade para garantir bens e serviços de primeira necessidade aos seus animais, nomeadamente os tratamentos médico-veterinários”, afirma executivo municipal.

Na nota de imprensa, a Câmara, liderado por Francisco Lopes, considera que essas “dificuldades económicas muito contribuem para o crescimento do abandono animal”.

Nesse sentido, a Câmara Municipal de Lamego, no norte do distrito de Viseu, deu início ao projeto que integra o Regulamento Municipal de Promoção do Bem-Estar Animal, que contempla outras medidas.

Assim, “as famílias carenciadas do concelho de Lamego com animais de companhia têm agora direito a cuidados veterinários gratuitos”, bastando, para isso, preencherem um formulário para se candidatarem ao apoio.

Além disso, é necessário o envio de documentos como a última declaração de IRS e respetiva nota de liquidação, fotocópia do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão e comprovativo de residência.

Para o e-mail [email protected] deverá também ser enviado o comprovativo da identificação bancária (IBAN) e a fatura associada à despesa veterinária.

“O Plano de Bem-Estar Animal do Município de Lamego tem em vigor um conjunto de iniciativas que visa apoiar as famílias mais desfavorecidas para que possam assegurar os cuidados de saúde aos seus animais, combater o abandono e promover a adoção responsável”, acrescenta.

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