Uma empresa de tecnológica norte-americana começou a implantar “microchips” nos seus trabalhadores, de forma voluntária. Cerca de metade dos 116 funcionários da Three Square Market, do Wisconsin, aceitaram receber o pequeno dispositivo cilíndrico, do tamanho de um grão de arroz, que é injectado na mão.
O “chip” troca informações com um leitor RFID, permitindo aos utilizadores abrir portas na empresa e fazer pagamentos na cafetaria ou nas máquinas de comida e café, por exemplo.
No futuro, este sistema poderá ser utilizado como documento de identificação, nos transportes públicos, como forma de pagamento.
“Eu sou totalmente a favor, desde o início. Nos próximos cinco a dez anos, isto vai ser algo que não será ridicularizado, será mais normal. Eu quero entrar no comboio desde o início”, afirma o programador informático Sam Bengtson, citado pelo jornal “The New York Times”.
O implante de “chips” em seres humanos levanta várias questões, a começar pela saúde e privacidade dos trabalhadores.
Alessandro Acquisti, professor de Tecnologia da Informação na Universidade de Carnegie Mellon, alerta que, apesar de as empresas garantirem que a informação dos chips está encriptada, há sempre o perigo de piratas informáticos roubarem dados.
Outro perigo, adverte Alessandro Acquisti em declarações ao “The New York Times”, é uma tecnologia pensada para um objectivo ser depois utilizada para outro.
Em teoria, ao aceder aos dados do “chip” de um trabalhador, a empresa pode controlar todos os passos das pessoas, desde o tempo que passam na casa de banho ou a almoçar.
“Uma vez implantados é muito difícil prever ou travar uma maior abrangência da utilização dos ‘chips’, no futuro”, afirma o especialista.


