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ESPECIAL

ENTREVISTA: CECÍLIA MEIRELES RESPONDE ÀS PREOCUPAÇÕES DOS TRANSMONTANOS

Entrevista com a Vice-Presidente do CDS-PP sobre alguns dos principais temas de principal interesse para os cidadãos eleitores do Distrito de Bragança e Vila Real.

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Cecília Meireles, deputada e vice-presidente do CDS-PP, em entrevista à Rádio Regional, respondeu a algumas das grandes questões que preocupam os cidadãos do Interior.  Temas como a saúde, educação, vias de comunicação, emprego, serviços públicos, desertificação e agricultura; são algumas das principais questões abordadas.

Cecília Meireles, é jurista, licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra, e com MBA pela Escola de Gestão do Porto. Além de vice-presidente do CDS-PP liderado por Assunção Cristas, é também membro da Comissão Executiva do CDS-PP; e membro da Comissão Política Distrital do Porto do CDS-PP. A pontualidade é o seu dos seus pontos fortes, não registando qualquer falta a nenhum dos 75 plenários da 4ª Sessão Legislativa iniciada em 19-09-2018.

No seu currículo conta ainda com outros cargos já exercidos; nomeadamente Secretária de Estado do Turismo, deputada nas XI e XII Legislaturas, membro da Assembleia Municipal do Porto e  membro da Assembleia de Freguesia de Ramalde (Porto).

Foi o seu partido, Paulo Portas, que com ousadia política deu novo significado à expressão “gerigonça”; uma herança também subscrita pela “senhora que se segue”, Assunção Cristas, que goza de uma especial simpatia junto do eleitorado feminino; tendo escolhido também uma mulher, nortenha, para sua Vive-Presidente, Cecília Meireles; que é uma atenta e crítica analista das decisões políticas do actual governo liderado por António Costa; e por isso alvo de cerrada crítica política por banda dos “vizinhos da frente” liderados por Jerónimo de Sousa e Catarina Martins.

Uma entrevista nem sempre com questões “confortáveis”, mas é essa a missão dos jornalistas, colocar as questões mais preocupantes, e neste caso, aos cidadãos de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Na fotografia, Cecília Meireles, Deputada e Vice-Presidente do CDS-PP.

 


O CDS-PP NAS AUTARQUIAS A NORTE DO DOURO:

No distrito de Bragança o CDS-PP elegeu um Presidente de Câmara, Nuno Jorge Rodrigues Gonçalves, que em coligação com o PSD, lidera a Autarquia de Torre de Moncorvo. No Distrito de Vila Real, elegeu José Rodrigues Paredes (também em coligação com o PSD) que lidera a Autarquia de Alijó. Já no distrito de Braga, elegeu 3 Presidentes das Autarquias de Amares, Vieira do Minho e Vila Nova de Famalicão (todos em coligação com o PSD). No Distrito de Viana do Castelo, elegeu Vítor Manuel Alves Mendes para Presidente da Autarquia de Ponte de Lima. No Porto, o CDS-PP elegeu José Luís Gaspar Jorge para a Autarquia de Amarante; António Domingos da Silva Tiago para a Autarquia da Maia; António Aurélio Vieira de Sousa para a Autarquia de Penafiel, e Sérgio Humberto Pereira da Silva para a Autarquia da Trofa (todos estes em coligação com o PSD).


O ENCERRAMENTO DE BALCÕES DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

O encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos tem sido motivo de contestação e revolta, especialmente das populações que, devido ao encerramento de balcões, passaram a ser obrigadas a deslocarem-se dezenas de quilómetros para simples operações bancárias essenciais; com especial impacto nas populações mais idosas dependentes das pensões, pagas exclusivamente por transferência bancária. Aquele que é visto como o “Banco do Estado” é agora apontado, em uníssono, pelos autarcas das regiões mais desfavorecidas; e não só; até regiões mais popularizadas são “vitimas” de uma onda desenfreada de encerramento de balcões. A este cenário, o CDS-PP aponta o dedo à Direcção Geral da Concorrência, e Comissão Europeia, que, segundo a deputada, não terão acautelado convenientemente as obrigações de um “Banco Público”, permitindo que a CGD adoptasse um funcionamento puramente comercial; como registado aos microfones da Rádio Regional:

Cecília Meireles foi directamente questionada com a solução de travar o encerramento de balcões; apontou o dedo ao Governo, enquanto tutela da CGD, destacando que o encerramento de balcões não foi acautelado aquando da negociação do plano de recapitalização da CGD; responsabilizando directamente o governo/tutela, chamando especialmente à atenção para a obrigação de coesão territorial e assegurar a oferta de serviços bancários, mesmo onde a banca “privada” não esteja presente; como se pode ouvir aqui:


O ENCERRAMENTO DE BALCÕES DOS CTT

As Estações dos CTT continuam a encerrar, deixando populações do interior distantes de um serviço essencial. Vinhais é a mais recente “vítima” de mais um encerramento, que coloca as populações, maioritariamente idosas, nem sempre nas melhores condições de saúde, a percorrer vários quilómetros, e com deficiente serviço de transportes, para utilizar os serviços dos correios. No passado dia 8 de Fevereiro, a Assembleia Municipal de Vinhais, aprovou por unanimidade uma deliberação de “repúdio” contra mais um incompreensível encerramento de uma Estação dos Correios.

A Deputada e Vice-Presidente do CDS-PP foi directamente questionada sobre o encerramento acentuado de estações dos CTT, e especialmente sobre o eventual incumprimento do Contrato de Serviço Público dos CTT, e aos microfones da Rádio Regional apontou o dedo directamente à ANACOM enquanto fiscalizador e regulador da actividade postal dos CTT; como se pode ouvir aqui:

Questionada ainda sobre a, estranha ou não, coincidência das estações dos Correios mais “poupadas” aos encerramentos serem aquelas que reuniram condições de incluir o serviço do Banco CTT; Cecília Meireles não respondeu à questão deixando essa responsabilidade na competência do regulador/fiscalizador; como se pode ouvir aqui:

A Rádio Regional “recordou” à Deputada e Vice-Presidente do CDS-PP que a ANACOM (regulador)  já fez avaliações à qualidade do Serviço Postal dos CTT, com conclusões que confirmam o incumprimento do Contrato de Serviço Postal, tendo até feito recomendações aos CTT; ao qual Cecília Meireles respondeu que essa questão será revista em breve, e que o CDS-PP é da opinião de maior exigência aos CTT intensificando a fiscalização por parte da ANACOM; como registado aos microfones da Rádio Regional:

Cecília Meireles foi directamente questionada, se afastaria definitivamente a renacionalização dos CTT, e que aos microfones da Rádio Regional, respondeu que “não afasta definitivamente coisa nenhuma“, mas que a questão não se trata de um serviço público ou privado, mas sim a qualidade do serviço prestado, salientando a necessidade de reforçar um sistema de regulação e de multas que seja dissuasor do incumprimento;


A DESCENTRALIZAÇÃO

A descentralização é um dos temas em que oposição e governo não se entendem. No entanto várias autarquias já vieram recusar novas competências, apontando o dedo ao governo, que segundo aos autarcas, trata-se de uma forma de passar novas responsabilidades para as autarquias sem comparticipações nessas novas responsabilidades. Há até autarcas que vão mais longe, e acusam o poder central de querer usar as autarquias para ofuscar a “incompetência” do governo. Sobre a descentralização, o CDS-PP que se manifesta a favor de uma “verdadeira” descentralização, considerou que a “descentralização” deste Governo PS é no fundo uma desresponsabilização das suas obrigações. Cecília Meireles chamou atenção que os agentes políticos devem decidir em prol do superior interesse dos cidadãos; e foi mais longe, considerou ainda ser pertinente o governo clarificar, o que realmente pretende fazer, em relação aos organismos que tutelam os serviços centrais que depois deixarão de fazer sentido; como se pode ouvir aos microfones da Rádio Regional:


AGRICULTURA: O REGADIO

O CDS-PP foi ainda questionado sobre as preocupações dos agricultores, que consideram absolutamente necessário o reforço os projectos de investimento em regadio. A esta questão, Cecília Meireles relembrou a sensibilidade do CDS-PP para com os agricultores, sublinhando a experiência de Assunção Cristas enquanto Ministra da Agricultura, manifestando um total apoio e concordância do partido nas iniciativas que incentivem a agricultura; conforme se pode ouvir aqui:


AS VIAS DE COMUNICAÇÃO: O IC5

A par da Autoestrada A4, o IC5 é uma das outras vias de comunicação que tem sido reclamada pelos autarcas de Trás-os-Montes, pela sua especial importância na ligação do eixo central de Trás-os-Montes à província espanhola de Ourense (La Gudina) pela especial importância desta comunidade raiana no desenvolvimento económico do Distrito de Bragança. A esta questão, Cecília Meireles, responde que o projecto do IC5 deve ser visto numa lógica global do plano consensual de investimento a longo prazo com os “pés na terra”. Cecília Meireles aponta o dedo aos partidos que tudo prometem em época eleitoral, e que depois anda cumprem porque o orçamento não chega para tudo. Foi esta a posição tomada pela Deputada e Vice-Presidente do CDS-PP à antena da Rádio Regional:


AS VIAS DE COMUNICAÇÃO: A4

Recentemente o CDS-PP absteve-se numa proposta de isenção de portagens nas autoestradas A23, A24, A25 e Via do Infante, que foi chumbada com os votos do PS. Questionada directamente sobre a Autoestrada A4, que serve os Distritos de Bragança, Vila Real e Porto; a Deputada e Vice Presidente do CDS-PP não se mostrou favorável à isenção de portagem; mas sim da aplicação de um benefício fiscal em sede de IRS para todos os habitantes do Interior para além das portagens aplicável tanto a cidadãos como empresas. Mas sabe a Rádio Regional que esta proposta não colhe apoios da maioria dos autarcas transmontanos. Aos microfones da Rádio Regional, Cecília Meireles respondeu assim:


SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA: O HELICÓPTERO DO INEM

A EASA – Agência Europeia para a Segurança da Aviação mandou “parar” dois dos quatro helicópteros da Babcock ao serviço do INEM – Instituto de Emergência Médica. Um desses helicópteros é precisamente o que está alocado ao serviço de Trás-os-Montes com base em Macedo de Cavaleiros. Já recentemente os transmontanos viram em risco o serviço de emergência “aerotransportado” em resultado de um acidente trágico que vitimou quatro profissionais da emergência médica. Depois dos vários encerramentos de serviços médicos e perante este sério risco dos Transmontanos verem o seu único meio de emergência em risco; o CDS-PP foi questionado sobre o tema; tendo clarificado que se trata de matéria do Governo enquanto tutela do INEM, e que o salvamento de vidas humanas deve ser sempre uma prioridade relembrando que é o Governo que deve acautelar o serviço de emergência; como aqui registado aos microfones da Rádio Regional:


ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Após o encerramento de serviços de saúde no Distrito de Bragança e Vila Real, os utentes passaram a ficar mais distantes de acesso a serviços de saúde essenciais. A Rádio Regional sabe, que em situações mais graves, há populações cuja distância está fora do tempo recomendado de salvamento a utentes que possam ser vítimas de um AVC, ataque cardíaco ou paragem cardio-respiratória.  A questão é tensa e desconfortável, a que Cecília Meireles respondeu aos microfones da Rádio Regional com o reforço do transporte de emergência:


AS PROPINAS NO INTERIOR

A Rádio Regional questionou Cecília Meireles, sobre a redução ou isenção de propinas aos alunos das Universidades do Interior, como medida de atracção e eventual dinamização e fixação de jovens em regiões do interior, que confirmando que seria um bom incentivo, considera que tal opção iria pesar no Orçamento do Estado; pelo que segundo a Deputada e Vice-Presidente do CDS-PP considera mais útil o reforço das bolsas de estudo, para beneficiem o mérito de quem realente não tem rendimentos, do que beneficiar aqueles que realmente podem pagar as propinas; como se pode ouvir aqui:


ALOJAMENTO UNIVERSITÁRIO

O alojamento universitário tem-se revelado um sério problema aos jovens estudantes que procuram um quarto quando se deslocam para o ensino superior. Sabe a Rádio Regional que a especulação imobiliária tem afectado de um modo geral os transmontanos que pretendem estudar em Universidades no litoral como em universidades do interior. Porém a Rádio Regional sabe de casos que que as famílias que possuem rendimentos suficientes para serem excluídos de apoios, as mesmas famílias que ao mesmo tempo não conseguem acompanhar a infracção imobiliária; e por esta razão muitos jovens transmontanos estão impossibilitados de prosseguir com os seus estudos; criando uma barreira efectiva na igualdade do acesso ao ensino superior. Nesta entrevista o partido CDS-PP foi confrontado com esta questão e questionado com a solução; Cecília Meireles respondeu que a solução passará pelo reforço das bolsas, benefícios fiscais, e criação de residências universitárias; conforme ficou registado aos microfones da Rádio Regional:


O APOIO DO ESTADO AOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Perante uma crise instalada na Comunicação Social em Portugal, com especial incidência nos meios de comunicação regionais, situação que até já mereceu uma especial chamada de atenção por parte do Sr. Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa; o mais amplo debate sobre o tema, abre espaço para uma intervenção do Estado em apoios à comunicação social. Perante esta possível intervenção, o CDS-PP responde com preocupação com as “boas intenções” e vê com “reservas” a necessidade de acautelar a independência e liberdade de expressão fundamental aos órgãos de comunicação social; como ficou registado à antena da Rádio Regional:


O SIRESP

A Rádio Regional sabe, por diversas fontes seguras que directamente operam com esta rede de comunicações; que em muitas zonas de Trás-os-Montes há falhas de cobertura, que poderão comprometer gravemente uma operação de salvamento em situação de catástrofe que possa ocorrer. Várias são ainda as acusações ao SIRESP nos incêndios de 2017. A Rádio Regional questionou directamente o CDS-PP sobre a nacionalização do SIRESP; ao qual Cecília Meireles respondeu que, mais importante que ser um serviço público ou privado, é o bom funcionamento da rede; não deixando de apontar o dedo ao Ministro da Administração Interna, que segundo a Deputada e Vice-Presidente do CDS-PP terá faltado à verdade sobre o SIRESP; conforme disse à antena da Rádio Regional:


Uma entrevista conduzida por:
Vítor Fernandes (CP 1276)
Direcção de Informação
Rádio Regional

Fotografia: Público e Agência Lusa

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VITÓRIA DE SETÚBAL: FISCO ‘ESCLARECE’ E LITO VIDIGAL AVANÇA COM PENHORA

Uma longa investigação jornalística, que começou no verão de 2019, tem vindo a revelar ao longo do ano os “negócios sombrios” para os lados do Sado. Hoje conhecemos novos desenvolvimentos daquela que parece ser a pior crise de todos os tempos do emblema sadino. Há de tudo: dívidas, penhoras, processos crime, falsificação de documentos e muito mais que ao longo de um ano a Rádio Regional investigou e divulgou.

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Uma longa investigação jornalística, que começou no verão de 2019, tem vindo a revelar ao longo do ano os “negócios sombrios” para os lados do Sado. Hoje conhecemos novos desenvolvimentos daquela que parece ser a pior crise de todos os tempos do emblema sadino. Há de tudo: dívidas, penhoras, processos crime, falsificação de documentos, casos de polícia, violência e muito mais que ao longo de um ano a Rádio Regional investigou e divulgou.


LITO VIDIGAL PENHORA VFC SAD:

A Rádio Regional sabe que Lito Vidigal foi ‘contratado’ a recibos verdes para salvar o clube da despromoção. Lito Vidigal cumpriu, mas o Vitória Futebol Clube (VFC) falhou.

Ao treinador o clube sadino ficou a dever 200.482,19 euros. Na passada quarta-feira, dia 2 de Setembro, o agente de execução António Preto recebeu luz verde para penhorar o Vitória Futebol Clube SAD por ordem do Juíz de Execução de Setúbal 1. É mais um da longa lista de atletas e funcionários que não tem as contas em dia com o emblema sadino e reclama na justiça os seus créditos.

DÍVIDAS AO FISCO ORIGINAM PROCESSO CRIME:

Também a Autoridade Tributária (AT) arrasa as declarações do atual presidente do VFC que ao jornal Record, apontou o dedo ao Fisco alegando que o VFC “apresentou à Autoridade Tributária uma proposta de regularização da sua situação tributária, que, como consta da própria certidão, foi aceite com reserva que não existiria noutra zona do país”.

Mas fonte da Autoridade Tributária garante que o VFC SAD tem dívidas ao Fisco, e garante que o presidente sadino fazia melhor figura se se remete-se ao silêncio: “Se há entidade por quem a administração fiscal fez o possível e o impossível foi o vitória”, garantiu a fonte.

“Foram acordos em cima de acordos, incumprimentos em cima de incumprimentos, o Vitória teve mil oportunidades  (…) também nós ficamos tristes por esta situação, mas as leis são para cumprir e a Autoridade Tributária está obrigada a aplicar a lei em igualdade com todos os contribuintes (…) o que diríamos a outro contribuinte em situação de incumprimento?”, explica fonte da Autoridade Tributária.

A Rádio Regional sabe que Paulo Gomes tentou fazer mais um acordo de pagamento com a AT após o VFC SAD ter falhado os anteriores acordos, inclusivamente o terceiro Plano Especial de Recuperação (PER), que estaria pela terceira vez também em incumprimento. O objetivo era agrupar todas as dívidas para conseguir uma certidão contributiva limpa (sem dívidas) e, assim, “passar” no teste dos pressupostos financeiros exigidos pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para inscrição nas competições desportivas.

Fonte da Rádio Regional garante que Paulo Gomes terá emitido um cheque sem provisão ao fisco. Agora, além de manter as dívidas, junta um processo crime à longa lista de problemas dos sadinos. Questionada pela Rádio Regional sobre esta situação, a Autoridade Tributária respondeu que “a relação entre o contribuinte e a Administração Fiscal é sigilosa (…) Há legislação e regulamentação que determina com clareza quais os procedimentos obrigatórios perante situações que possam constituir fraude ou crime”.

Sobre os terrenos que Paulo Gomes diz ter apresentado como garantia das dívidas ao Fisco, esclareceu a Rádio Regional junto da AT que “a apresentação um bem idóneo como garantia de uma dívida fiscal é um processo que tem os seus termos e procedimentos próprios até à sua conclusão (…) até que a formalização da garantia esteja concluída, o devedor não deixa de estar em incumprimento perante a Administração Tributária”.


VEJA AINDA:

JUSTIÇA ABRE CAMINHO AO REGRESSO DO CHAVES À PRIMEIRA LIGA E ACABA COM A ESPERANÇA SADINA


REVOLTA E DESTITUIÇÃO À VISTA:

São vários os sócios que manifestaram à Rádio Regional a sua indignação perante a as águas agitadas em que se vai afogando o clube sadino. Quase em uníssono apontam o dedo a Paulo Gomes e ao ex-presidente do emblema Vítor Hugo Valente, exigindo que lhes sida dita a verdade.

Aliás, são muitas as vozes que nas redes sociais e no Bonfim já pedem uma Assembleia Geral Extraordinária para destituição de Paulo Gomes.

O Vitória Futebol Clube não respondeu aos pedidos de esclarecimento da Rádio Regional.


VEJA AINDA:

VITÓRIA DE SETÚBAL: A REPORTAGEM PROIBIDA DO CALVÁRIO SADINO


Reportagem de Vítor Fernandes

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JUSTIÇA ABRE CAMINHO AO REGRESSO DO CHAVES À PRIMEIRA LIGA E ACABA COM A ESPERANÇA SADINA

O Grupo Desportivo de Chaves poderá voltar à Primeira Liga. Em causa está uma nulidade processual do TAD e uma decisão do TCA Sul – Tribunal Central Administrativo que além de trazer de volta o emblema nortenho à primeira liga também acaba com as últimas esperanças do Vitória de Setúbal se manter na primeira liga.

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O Grupo Desportivo de Chaves (GDC) poderá voltar à Primeira Liga. Em causa estão nulidades processuais do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) e uma decisão do TCA Sul – Tribunal Central Administrativo (TCA- Sul), que além de trazer de volta o emblema nortenho à primeira liga podem também acabar com as últimas esperanças do Vitória de Setúbal (VFC) de se manter na primeira liga.

Francisco Carvalho, presidente do GD Chaves SAD, declarou à Rádio Regional que acredita que se faça justiça com o justo e merecido regresso do Desportivo de Chaves à Primeira Liga.

Está no horizonte uma complexa “tempestade jurídica” de vários processos, em vários tribunais, que envolve o ‘clube do costume’, o Vitória de Setúbal.

Os homens da lei dizem: “A situação que hoje vivemos é o resultado de vários precedentes que ao longo dos anos beneficiaram os sadinos”, dito de outra forma é “o resultado de tapar o sol com a peneira pois nem sempre o gato escondido com rabo de fora dá bom resultado”, proclamam.

Também a liga e a “contabilidade à medida” serão objecto de análise nesta reportagem.

O incumprimento do Vitória de Setúbal dos pressupostos financeiros exigidos pela Liga de Futebol Profissional é polémica antiga. Ano após ano, o clube sadino é sistematicamente alvo de queixas e reclamações por alegadas dívidas que o impossibilitaria de disputar as provas profissionais.

O terceiro Processo Especial de Revitalização (PER) foi apresentado em Janeiro de 2019 mas só no último dia útil de Junho é que chegou ao juiz titular do processo. O VFC SAD teria então que fazer prova que, até 18 de Junho de 2019, não tinha dívidas, nomeadamente a atletas, treinadores, funcionários, Autoridade Tributária (AT), Segurança Social e até a Liga Portuguesa de Clubes Profissional (LPFP).

Acontece que a 18 de Junho de 2019, o terceiro PER do VFC não estava sequer aprovado, e, portanto as dívidas estavam vencidas e a SAD sadina em situação de incumprimento.

A Rádio Regional teve acesso ao processo. Já com data posterior ao termo do prazo do licenciamento das sociedades desportivas pela LPFP, Nuno Lemos, Administrador Judicialm confirma a longa lista de credores na qual constam:

  • Autoridade Tributária: 4.897.272,46 €
  • Segurança Social: 2.416.223,46 €
  • Parvalorem: 3.301.410,13 €
  • SL Benfica: 228.149,82 €
  • Sporting da Covilhã: 37.619,28 €
  • LPFP: 24.538,16 €

Esta lista de dívidas era apenas a ponta do icebergue de uma montanha de dúvidas que, em nome do inquestionável interesse público e pela verdade desportiva, se impunha esclarecer.

A Rádio Regional entrou em campo e numa exaustiva investigação jornalística, que já conta com milhares de documentos e dezenas de testemunhos reunidos ao longo de mais de um ano, confirmou que há de tudo um pouco, desde dívidas, documentos adulterados e até um caso de polícia.


VEJA MAIS AQUI:

VITÓRIA DE SETÚBAL: A REPORTAGEM PROIBIDA DO CALVÁRIO SADINO.


A VISTA GROSSA DO TAD E A CONTABILIDADE À MEDIDA:

O colégio arbitral foi composto por João Miranda (presidente), Jerry da Silva, Nuno Albuquerque e o “habitual” José Ricardo Gonçalves. Em Março e Junho de 2020, e por se tratar de um processo de natureza pública, a Rádio Regional solicitou ao Tribunal Arbitral do Desporto acesso ao processo.

Dia 19 de junho de 2020, o árbitro presidente declarou o processo “findo” e “esgotados os poderes do colégio arbrital”. A Rádio Regional sabe que esta informação não corresponde à verdade. Impunha-se então uma questão fulcral: Afinal o que esconde o TAD ?

Damos a resposta nesta reportagem.

Apesar de todas as lamentáveis e ilegais resistências, a Rádio Regional teve acesso ao processo, percebendo que nem estava findo nem transitado. Pelo contrário, existe um recurso pendente para o TCA Sul.

No TCA Sul debate-se agora um conjunto de nulidades processuais que abrem caminho ao regresso do ‘Chaves’ à Primeira Liga. Segundo os advogados de Direito Desportivo, estão em causa uma série de questões relacionadas com os actos praticados pelo Colégio Arbrital do TAD, que segundo aqueles homens da lei constituem “causa fundada por omissão de pronúncia”.

A Rádio Regional sabe ainda que o TAD só enviou uma parte do processo para o TCA Sul, ocultando desse tribunal superior parte considerável e relevante à análise do processo. Consultado o processo, a Rádio Regional comprovou que já em 10 de Julho de 2020, o TCA Sul requereu ao TAD o envio da totalidade do processo e respectiva gravação do depoimento de testemunhas. Após mais de um mês o TAD não deu cumprimento aquela ordem superior.

Fonte da Rádio Regional garante que as nulidades agora arguidas e os documentos que o TAD ocultou ao TCA Sul podem originar como séria probabilidade do VFC SAD ver a sua inscrição da época 2019/2020 também anulada, tal como já aconteceu na época desportiva 2020/2021.


O QUE ESCONDIA O TAD DA RÁDIO REGIONAL?

Nas consultas aos processos pendentes, quer no TAD quer no TCA Sul, saltam à vista quatro versões diferentes do relatório de contas do Vitória Futebol Clube. Porém, é pela escuta de testemunhas que se percebe que há uma “espécie” de contabilidade à medida das “sugestões” da LPFP.

Das quatro versões do Relatório de Contas, a que a Rádio Regional teve acesso, três estão assinados pelo Revisor Oficial de Contas PLN (siglas para preservação da identidade) e datam de 16 de maio, 24 de maio, 03 de junho, e um último assinado por “pessoa diversa” com data de 06 de junho.

O que entretanto se passa entre estas datas é mais um caso de polícia que a Rádio Regional vai revelar em primeira mão.

A LPFP ao avaliar a candidatura do VFC às provas profissionais verificou uma série de irregularidades no primeiro relatório de contas datado de 16 de maio, assinado por PLN.

Numa segunda versão das contas, o VFC SAD, novamente pela mão do mesmo PLN, “desaparecem” registos contabilísticos de aproximadamente 500 mil euros … mas nem assim passa nos critérios da LPFP.

Na terceira versão das contas, PLN ao serviço do VFC SAD revela ter recebido uma “sugestão” da LPFP e, em resultado, dessa sugestão promove um conjunto de novas alterações, nomeadamente em rubricas especialmente importantes para o cumprimento dos ditos pressupostos financeiros.

Porém, a memória de PLN não lhe permitia “recordar” quem da LPFP lhe recomendou tais alterações. Nos corredores do Bonfim falava-se que havia uma linha directa entre o ex-presidente do VFC, Vítor Hugo Valente, e o próprio presidente da LPFP, Pedro Proença, como, aliás, vários testemunhos que a Rádio Regional recolheu assim sugeriam.

Mesmo assim, a LPFP decide no sentido provável de “chumbar”  a inscrição do VFC na época desportiva profissional 2019/2020 – o que veio acontecer para a nova época 2020/2021 – eis que poucas horas depois o “milagre acontece”.

A Rádio Regional obteve um documento electrónico processado por email da Liga para o Setúbal, datado do dia 05 de Junho, às 22:29 e eis que poucas horas depois, na manhã de 06 de Junho, aparece a quarta versão do Relatório de Contas, incompleta, irregular e no qual “milagrosamente” todos os pressupostos financeiros surgem como cumpridos pelo VFC SAD. Só mais tarde é que se viu que a quarta versão do relatório de contas é agora assinada por CLA (ocultação de identidade por razões de privacidade).

A Rádio Regional também teve acesso ao testemunho de CLA, que, entre as muitas e graves incongruências e inconsistências ao longo do seu testemunho, admitiu que em pleno dia 05 de Junho desconhecia o PER a que a empresa para a qual assinou um Relatório de Contas tinha sido sujeito anteriormente. A realidade ultrapassa a ficção!

Da consulta ao processo, a Rádio Regional verificou que o TAD valorizou como prova o depoimento de um Revisor de Contas cujo relatório de contas é a quarta tentativa de acertar e é resultado de várias adaptações deste documento assinado por um técnico que admitiu desconhecer a contabilidade do VFC SAD.


GRUPO DESPORTIVO DE CHAVES JÁ REAGIU

Francisco Carvalho, presidente da CHAVES SAD, falou com a Rádio Regional e mostrou-se indignado com estas revelações. O responsável deixou claro que apesar de tudo ainda acredita na justiça, porém deixou o aviso: “[o CHAVES SAD] não deixará 1 cêntimo por cobrar aos responsáveis pela despromoção ilegal à segunda liga“, assegurou.

O dirigente desportivo foi mais longe e garantiu que o Grupo Desportivo de Chaves está pronto para assumir o seu merecido lugar na Primeira Liga já amanhã, se for preciso e se a justiça o impuser.

Nem a Liga de Clubes nem o Vitória de Setúbal prestaram qualquer esclarecimento até à hora da publicação desta reportagem.


Uma reportagem de Vítor Fernandes.

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