O Governo de Espanha anunciou o encerramento do seu espaço aéreo a todos os voos envolvidos em operações militares contra o Irão. A decisão, confirmada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, inclui o veto à utilização das bases militares de Rota e Morón de la Frontera por aeronaves de combate ou de reabastecimento dos Estados Unidos.
Segundo fontes militares citadas pelo jornal El País, a proibição estende-se a aviões norte-americanos destacados em países terceiros, como o Reino Unido ou a França. Sánchez justificou a medida com a soberania nacional e a recusa em participar naquela que classificou como uma “guerra ilegal”, iniciada à margem do direito internacional.
O líder espanhol comparou o atual conflito à invasão do Iraque em 2003, alertando que o cenário atual é “muito pior” devido ao poderio militar e económico de Teerão. Pedro Sánchez criticou a ausência de consulta aos aliados por parte de Washington e afirmou que a guerra está a desestabilizar o Médio Oriente, a beneficiar a Rússia e a desviar as atenções da crise em Gaza.
O veto surge após semanas de negociações intensas entre Madrid e Washington.

