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ESTORIL X BENFICA: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

Um golo e um corte decisivo no último minuto da compensação de António Silva quando Trubin já estava batido fez a diferença num jogo em que o empate não escandalizava, seria até o resultado que refletia o equilíbrio durante os 99 minutos e um prémio para o bom desempenho do Estoril, num jogo com uma boa arbitragem de André Narciso.

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Um golo e um corte decisivo no último minuto da compensação de António Silva quando Trubin já estava batido fez a diferença num jogo em que o empate não escandalizava, seria até o resultado que refletia o equilíbrio durante os 99 minutos e um prémio para o bom desempenho do Estoril, num jogo com uma boa arbitragem de André Narciso.

Roger Schmidt arriscou nas cinco alterações que fez na gestão física de alguns jogadores do plantel, alterações que diminuíram a qualidade e velocidade na circulação e na primeira parte só através de algumas desmarcações de Tengstedt criou perigo e se não fosse o desacerto do avançado dinamarquês no remate, o Benfica teria conseguido marcar na 1ª parte.

O meio-campo não funcionou, Florentino esteve precipitado no passe e Rafa, Neres e João Mário, os principais desequilibradores do Benfica foram sempre bem contrariados pelas ações individuais dos jogadores do Estoril na sua organização defensiva.

Ofensivamente faltou ao Estoril eficácia nas transições de Rafik Guitane a partir do corredor direito com movimentos para o corredor central nas costas de Florentino e Chiquinho em que só faltou melhor definição e qualidade no último passe para aproveitar situações de igualdade e até vantagem numérica.

A opção de Vasco Seabra na sua estrutura tática de cinco defesas, quatro médios com os alas a acompanhar a projeção para o ataque dos laterais do Benfica surtiu efeito e só as demarcações de Tengstedt causaram problemas 1ª parte.

Na segunda parte o Estoril entrou a pressionar mais alto e mais rápido nos contra-ataques, a aproveitar alguns erros do Benfica, poderia ter marcado naquele remate de Heriberto ao poste esquerdo de Trubin.

Roger Schmidt demorou a fazer substituições, quando era evidente que a equipa não estava a funcionar na sua organização coletiva com alguns jogadores cansados e desinspirados, mas a vitória alcançada no tempo de compensação dá sempre razão a quem tem de optar. Um Benfica desgastado fisicamente pelo jogo de Milão não faz um bom jogo, mas consegue os 3 pontos com António Silva que até nem estava a fazer uma grande exibição, a vestir a pele de herói, marcando o golo da vitória com um colocado golpe de cabeça e impedindo o Estoril de marcar na última bola parada do jogo ao fazer um corte totalmente decisivo para a conquista da vitória.

Boa exibição de todos os jogadores do Estoril com destaque para Guitane, o melhor em campo, Volnei e Koindredi e no Benfica António Silva, Chiquinho e Otamendi foram os melhores

O penalti sobre Chiquinho não existe. Precipitação de André Narciso que alertado pelo VAR, Rui Costa retificou a sua primeira decisão. Boa arbitragem, sem influência no resultado e na dinâmica do jogo.

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PRIMEIRA LIGA: AROUCA “ACORDOU” PARA AS VITÓRIAS NO BESSA (VÍDEO)

O Arouca regressou hoje 11 jogos depois aos triunfos na I Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa do Boavista, por 4-0, em jogo da 12.ª jornada.

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O Arouca regressou hoje 11 jogos depois aos triunfos na I Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa do Boavista, por 4-0, em jogo da 12.ª jornada.

Os arouquenses, que não venciam desde a primeira jornada, marcaram pelos espanhóis Cristo González (02 e 23 minutos), Rafa Mújica (39) e Jason (72), terminando o encontro reduzidos a 10 unidades, por expulsão do ucraniano Milovanov (49) – o boavisteiro Tiago Morais (90+4) também viu vermelho.

Apesar da vitória, o Arouca continua no 18.º e último lugar, com nove pontos, a apenas um ponto dos lugares de manutenção, enquanto o Boavista se mantém na nona posição, com 15 pontos, após a quarta derrota consecutiva.

Fonte: Vídeo Sport TV

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MOREIRENSE FC X SL BENFICA: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

Ritmo frenético e criação de excelentes oportunidades pelo Moreirense nos primeiros 15 minutos, com o Benfica a responder e a criar também boas oportunidades para marcar, num jogo com divisão justa de pontos, em que só faltaram os golos.

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Ritmo frenético e criação de excelentes oportunidades pelo Moreirense nos primeiros 15 minutos, com o Benfica a responder e a criar também boas oportunidades para marcar, num jogo com divisão justa de pontos, em que só faltaram os golos.

O Moreirense foi melhor na parte inicial a criar boas oportunidades para marcar na sequência de alguns erros individuais e passividade coletiva da equipa benfiquista, foi construindo e desperdiçando 3 boas chances para marcar, uma por André Luís e duas por Madson com um remate a rasar o poste esquerdo de Trubin e um remate à barra. O Benfica aos poucos foi equilibrando e respondeu com perdidas de Florentino, Di Maria e Tengstedt numa fase em que conseguia gerir melhor a posse de bola, controlar as transições do Moreirense e instalar-se no meio-campo contrário.

Roger Schmidt apresentou o mesmo onze que deslumbrou na primeira parte e desiludiu na segunda, no duelo da Liga dos Campeões contra o Inter de Milão. Insistiu na aposta em Morato na lateral esquerda da sua defesa, que amputa a equipa de capacidade de desequilíbrio nesse corredor. Aursnes à direita conseguiu dar largura ao jogo ofensivo encarnado e alguma profundidade, mas não foi suficiente para desmontar e ultrapassar a boa organização defensiva do Moreirense. A titularidade de Tengstedt era óbvia depois do seu bom desempenho no jogo da Liga dos Campeões e melhoria de rendimento, mas no jogo de hoje não conseguiu retirar vantagem sobre a excelente dupla de defesas centrais da equipa de Moreira de Cónegos.

O Treinador encarnado continua a surpreender o mundo do futebol com as suas questionáveis decisões. A saída de Florentino era obrigatória atendendo ao mau desempenho do centrocampista, mas a de João Neves custa a perceber. Também a não utilização de Musa, que sempre que entra marca e algumas vezes até foi decisivo, também surpreendeu. Estas alterações se o golo de João Mário fosse validado e que resultou de uma assistência de Kokçu seriam consideradas de mestre e esta é a fronteira das decisões dos treinadores e jogadores que passam de bestiais a bestas e vice-versa de uma forma banal na análise dos adeptos.

O Moreirense fiel à sua ideia de jogo cumpriu o plano tático, dando iniciativa à equipa benfiquista, com uma intensidade e organização defensiva muito rigorosa, nunca se desequilibrando e esse foi o segredo para não sofrer golos. Foi aproveitando a capacidade técnica e velocidade nas transições de Alanzinho, Madson e Kodisang e a estratégia só não foi perfeita porque não conseguiu ser eficaz nas oportunidades criadas nomeadamente no remate à barra por Madson.

Se na primeira parte as duas equipas conseguiram criar oportunidades para marcar a realidade é que na segunda, a forma como ambas se organizaram defensivamente tornaram praticamente inconsequentes os ataques contrários, agravado com o facto de os jogadores ofensivos mais influentes das duas equipas demonstrarem desinspiração e muito cansaço. Os treinadores ainda tentaram refrescar o seu setor ofensivo, mas quem entrou, não conseguiu ser influente. Curiosamente nos remates em que ambas as equipas tiveram eficácia, os lances foram invalidados pelo posicionamento em fora de jogo de André Luís (fantástico pontapé ao ângulo esquerdo de Trubin) e de Kokçu naquela que foi a melhor jogada do Benfica, com o turco a assistir João Mário, que encostou com a parte interior do pé fazendo um remate indefensável para Kevin Silva.

Destaque no Moreirense para a dupla de centrais, Marcelo e Maracás, Alanzinho também esteve em bom plano tal como Madson, mas o melhor foi Gonçalo Franco que se está a transformar num dos médios mais competitivos da nossa liga conseguindo ser eficaz e agressivo defensivamente e esclarecido e intenso ofensivamente. No mercado de janeiro provavelmente vai ser muito pretendido.

No Benfica só Otamendi, António Silva e Aursnes se exibiram ao nível que os adeptos benfiquistas estão habituados, Morato não é lateral esquerdo, Florentino errou muitos passes, Rafa e Di Maria não conseguiram desequilibrar e ter a influência habitual no jogo ofensivo benfiquista e Tengstedt esforçou-se, mas é pouco para referência ofensiva de um clube da dimensão do Benfica. O seu substituto Arthur Cabral nada acrescentou ao ataque benfiquista.

Fábio Veríssimo fez um bom jogo, sendo salvo pelo VAR na decisão de maior dificuldade, que anulou e contrariou a decisão de validar o golo de João Mário.

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