O Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM) ofereceu uma vez mais o seu apoio a cerca de 200 idosos isolados de seis aldeias do concelho dos Arcos Valdevez. O projeto “Aldeia Feliz”, que acontece entre os dias 1 e 4 de Setembro e que está já na sua terceira edição, fornece atendimento médico ao domicílio, que inclui rastreios cardiovasculares, identificação de problemas de saúde e de mobilidade, bem como a avaliação das condições de habitabilidade e o grau de dependência.
O programa conta com a participação de 26 estudantes voluntários de Medicina que, durante quatro dias, se dedicam à avaliação e diagnóstico dos idosos das aldeias de Cabreiros, Soajo, Senharei, Cabreiro, Sistelo e Cabana Maior, situadas na zona do Parque Nacional Peneda-Gerês.
Além disso, o projecto pretende ainda explicar aos idosos como devem proceder em situações de emergência, dar-lhes dicas para que não confundam a medicação e informá-los devidamente sobre ao tipo de apoio social existente naquela região. No último dia, prevê-se a realização de um convívio, palestras sobre envelhecimento activo e rastreios destinados à comunidade em geral.
O isolamento e envelhecimento de muitas aldeias portuguesas podem contribuir para que sua população esteja mais susceptível a problemas de saúde, higiene pessoal, além de dificuldades básicas, como a preparação de refeições diárias. “O envelhecimento populacional português sobeja e, com ele, todos os riscos associados ao isolamento da terceira idade. É neste quadro social que se enquadra o alvo de intervenção deste projecto”, afirma João Dourado, presidente do NEMUM.
A iniciativa conta com a parceria da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, das juntas de freguesia das aldeias intervencionadas e da Escola de Ciências da Saúde da UMinho.

