Depois de um primeiro estudo polémico, a universidade norte-americana Johns Hopkins volta a concluir que só um terço das mutações que causam cancro resulta de herança genética ou de estilos de vida.
A maioria dos cancros não pode ser prevenida, mas resulta de erros aleatórios no processo de replicação do ADN. A conclusão resulta do estudo desenvolvido pela universidade norte-americana Johns Hopkins e ajuda a explicar porque é que indivíduos saudáveis são afectados pela doença.
De acordo com a investigação, apenas um terço das mutações que causam cancro resulta de herança genética ou de estilos de vida (hábitos alimentares, a exposição ao tabaco ou às radiações ultravioletas, por exemplo).
“A maioria dos cancros vai ocorrer independentemente de vivermos num ambiente perfeito”, afirma Bert Vogelstein, um especialista em genética da Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore, cujo estudo foi publicado no jornal “Science”.
O estudo analisou sequências genéticas e casos de cancro em 69 países e as conclusões reforçam a importância dos rastreios.

