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FC PORTO: ANDRÉ VILLAS-BOAS APRESENTOU CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA

André Villas-Boas, ex-treinador da equipa principal de futebol, lançou hoje a candidatura à presidência do FC Porto, juntando-se ao empresário Nuno Lobo nas eleições para os órgãos sociais do clube, que deverão decorrer em abril.

“Sou candidato à presidência do FC Porto”, disse o técnico, ao discursar na cerimónia de apresentação da lista designada “Só há um Porto”, que decorreu na Alfândega do Porto.

André Villas-Boas, de 46 anos, passou pelo comando técnico do FC Porto em 2010/11 e arrebatou quatro competições, entre as quais a I Liga portuguesa e a Liga Europa, que representa a última das sete conquistas internacionais da história dos ‘azuis e brancos’.

Iniciada na Académica (2009/10), a carreira de treinador principal passou também pelos ingleses do Chelsea (2011/12) – numa época em que os ‘blues’ venceram a primeira Liga dos Campeões do seu historial e uma Taça de Inglaterra – e do Tottenham (2012-2013).

Seguiram-se experiências com o Zenit São Petersburgo (2014-2016), no qual venceu um campeonato, uma Taça da Rússia e uma Supertaça, com os chineses do Shangai SIPG (2016-2017) e com os franceses do Marselha (2019-2021), último clube por si orientado.

Antes desse percurso nos bancos, André Villas-Boas assumiu funções de observador no FC Porto, integrando as equipas técnicas do já falecido inglês Bobby Robson e de José Mourinho – com quem trabalhou igualmente no Chelsea e nos italianos do Inter Milão – e teve uma breve passagem como diretor técnico da seleção das Ilhas Virgens britânicas.

Técnico mais jovem de sempre a arrebatar uma prova europeia, o detentor do Dragão de Ouro de treinador do ano em 2011 junta-se agora a Nuno Lobo, candidato derrotado em junho de 2020, nas eleições do FC Porto rumo ao quadriénio 2024-2028, cuja data ainda será marcada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG), José Lourenço Pinto.

Pinto da Costa, de 86 anos, ainda não revelou se concorrerá a um 16.º mandato seguido, numa fase em que é o dirigente com mais títulos e longevidade do futebol mundial, tendo sido eleito pela primeira vez como 33.º presidente da história do clube em abril de 1982.

AS BANDEIRAS DE VILLAS-BOAS

O antigo treinador do FC Porto começou por agradecer aos presentes, recebendo muitos aplausos e uma ovação em pé.

“Sou candidato à presidência do Futebol Clube do Porto”, começou por dizer Villas-Boas. “É um momento de grande significado para mim. Um passo pelo qual me preparei para ir de encontro às vossas exigências. Tenho um único propósito: o de servir o Porto”, explicou.

“Quero um Porto dos sócios e para os sócios. O nosso compromisso é com a vitória e este clube vence desde 1983. O vídeo que acabamos de ver mexe com os nossos sentimentos e toca no coração. Traz de volta muitas memórias”, disse o candidato à presidência do clube do Porto.

“Ser do Porto é uma inovação que nos distingue. As vitórias de um clube depende da sua capacidade de construir uma estrutura ganhadora”, afirmou Villas-Boas, evocando José Maria Pedroto.

“Estaremos para sempre gratos a Jorge Nuno Pinto da Costa. Será para nós o presidente dos presidentes do FC Porto. Mas, agora é tempo de mudança. É tempo do FC Porto se lançar para uma nova fase da sua vida. É tempo de construirmos um futuro ganhador, com os princípios de ética e transparência”.

“Hoje não somos capazes de crescer, de cimentar o associativismo que tanto nos orgulha. De repente, parecemos capturados por interesses alheios, que ferem os interesses na nossa instituição. Nos últimos dez anos o FC Porto encaixou mais de 700 milhões de euros em transferências de jogadores. Também fizemos um grande contrato televisivo. E agora temos um passivo grande. As nossas contas estão em total descontrolo”, explicou.

“Não temos um centro de formação e uma academia de alto rendimento. Uma promessa de 2016 que ainda não foi concretizada. A três meses das eleições estão a ser tomadas decisões que podem hipotecar o FC Porto nos próximos 15 anos. Está a ser vendida uma das empresas do clube a um fundo americano? Porque somos os últimos a saber. A comunicação com os sócios foge à verdade”, acusou André Villas-Boas.

“Sou o sócio 7616 do FC Porto. Tenho as minhas raízes familiares ao FC Porto, o que muito me orgulho. Sendo o clube do meu coração, tenho de estar disponível para esta transformação. Estou consciente das responsabilidades que isso acarreta. Exige trabalho, rigor , profissionalismo e por o Porto há frente do interesse pessoal. Apresento hoje esta candidatura para devolver o Porto aos sócios. Para o Porto ser uma fonte de orgulho para os nossos jovens”.

“Quero cortar com o status quo. Quero romper com o clima do medo, quero que não sejamos censurados”, atirou Villas-Boas.

“O nosso objetivo é elevar e manter o FC Porto como clube mundial, a todos os níveis. Financeiros, desportivos, sociais e ecléticos. Ao longo das próximas semanas vamos apresentar as listas e direção executiva”, disse Villas-Boas, afirmando que estes “estão presentes aqui. 2024 tem de ficar marcado pela conquista do campeonato pelo FC Porto e não pela eleição do próximo presidente”, afirmou o candidato.

“Quero apostar seriamente no futebol feminino, na base e no futebol sénior. Quero lançar as bases para o futsal no clube. Por fim, o centro de alto rendimento para as equipas seniores. O FC Porto tem de comprar os terrenos, disse o presidente da Câmara da Maia. Nós já fizemos duas chamadas, no Olival e em Gaia. Encontramos o proprietário em duas chamadas. Será que em oito anos o melhor que se conseguiu fazer foi ir a público?”, afirmou Villas-Boas.

“Esta obra, no Centro de Treinos e Formação Desportiva do Olival, pretende que as equipas sénior, sub-19, B e de futebol feminino do FC Porto tenham uma estrutura de nível de Liga dos Campeões”, prometeu Villas-Boas.

“Na vertente financeira, temos de tomar medidas de gestão que permitam restaurar o equilíbrio financeiro do clube. A disciplina financeira e orçamental mais rigoroso é algo fundamental para o clube”, disse.

“Queremos transparência para os sócios de todos os negócios que o FC Porto está envolvido. Todos os negócios serão declarados no nosso portal de transparência. A estrutura do FC Porto deve ser um baluarte unido e formado para a vitória”, acrescentou.

André Villas-Boas, de 46 anos, passou pelo comando técnico do FC Porto em 2010/11 e arrebatou quatro competições, entre as quais a I Liga portuguesa e a Liga Europa, que representa a última das sete conquistas internacionais da história dos ‘azuis e brancos’.

Iniciada na Académica (2009/10), a carreira de treinador principal passou também pelos ingleses do Chelsea (2011/12) – numa época em que os ‘blues’ venceram a primeira Liga dos Campeões do seu historial e uma Taça de Inglaterra – e do Tottenham (2012-2013).

Seguiram-se experiências com o Zenit São Petersburgo (2014-2016), no qual venceu um campeonato, uma Taça da Rússia e uma Supertaça, com os chineses do Shangai SIPG (2016-2017) e com os franceses do Marselha (2019-2021), último clube por si orientado.

Antes desse percurso nos bancos, André Villas-Boas assumiu funções de observador no FC Porto, integrando as equipas técnicas do já falecido inglês Bobby Robson e de José Mourinho – com quem trabalhou igualmente no Chelsea e nos italianos do Inter Milão – e teve uma breve passagem como diretor técnico da seleção das Ilhas Virgens britânicas.

Técnico mais jovem de sempre a arrebatar uma prova europeia, o detentor do Dragão de Ouro de treinador do ano em 2011 junta-se agora a Nuno Lobo, candidato derrotado em junho de 2020, nas eleições do FC Porto rumo ao quadriénio 2024-2028, cuja data ainda será marcada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG), José Lourenço Pinto.

Pinto da Costa, de 86 anos, ainda não revelou se concorrerá a um 16.º mandato seguido, numa fase em que é o dirigente com mais títulos e longevidade do futebol mundial, tendo sido eleito pela primeira vez como 33.º presidente da história do clube em abril de 1982.

André Villas-Boas apresenta candidatura sob o lema: “Quero devolver o FC Porto aos sócios”.
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