A greve da Função Pública, convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública (Fesinap), registou uma adesão média de 80% em Portugal continental durante o período da manhã desta segunda-feira.
Segundo o presidente da federação, Mário Rui, os setores da Educação e da Saúde são os mais penalizados pela paralisação. Na Educação, a adesão atingiu os 90%, provocando o encerramento da maioria dos estabelecimentos de ensino, enquanto na Saúde a participação ronda os 80%, com impacto visível no funcionamento de hospitais e Unidades Locais de Saúde (ULS).
Os motivos do protesto prendem-se com os atrasos na avaliação de desempenho dos trabalhadores e a exigência de revisão do SIADAP, nomeadamente a eliminação do sistema de quotas. A Fesinap reclama ainda a criação da carreira de técnico auxiliar de ação educativa e o reforço de contratações para o setor da saúde.
A estrutura sindical, que representa cerca de nove mil trabalhadores, aguarda ainda dados concretos sobre a adesão nos Açores, Madeira e em serviços como a Segurança Social e o Instituto dos Registos e do Notariado.

