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FUNDAÇÃO PARA A CIÊNCIA E TECNOLOGIA ATRIBUI 1450 BOLSAS DE DOUTORAMENTO

Um total de 1.450 novas bolsas de doutoramento vai ser atribuído pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) no âmbito do concurso de 2022 cujos resultados provisórios foram hoje divulgados.

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Um total de 1.450 novas bolsas de doutoramento vai ser atribuído pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) no âmbito do concurso de 2022 cujos resultados provisórios foram hoje divulgados.

O número de bolsas aprovadas para financiamento em 2022 é idêntico ao que foi proposto em 2021 (mas posteriormente corrigido para 1.454 após contestação de candidatos).

As bolsas, que têm uma duração de quatro anos, destinam-se a conferir o grau académico de doutor por universidades portuguesas ou estrangeiras a candidatos envolvidos em trabalhos de investigação científica. Para receberem o subsídio, concedido mensalmente, os bolseiros não podem exercer outra atividade remunerada.

Os candidatos podem contestar os resultados hoje divulgados em sede de audiência prévia até 11 de agosto. Os resultados finais serão publicados em outubro, decorridos seis meses sobre o fim do prazo para apresentação de candidaturas.

O concurso deste ano teve uma taxa de aprovação de 46%, sendo que a maioria dos candidatos aprovados para bolsa voltou a ser constituída por mulheres (58%) e portugueses (76%).

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A seleção foi feita por 424 avaliadores tendo em conta o mérito do candidato, do plano de trabalhos, da instituição de acolhimento e dos orientadores, com o número de bolsas a atribuir por cada painel de avaliadores a ser fixado pela FCT com base, nomeadamente, em “orientações de política científica para Portugal em contexto europeu”.

O concurso da FCT de bolsas de doutoramento tem uma periodicidade anual.

A Fundação para a Ciência e Tecnologia é a principal entidade, na dependência do Governo, que subsidia a investigação científica em Portugal.

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COIMBRA: UNIVERSIDADE LANÇA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM TERAPIA GENÉTICA

A Universidade de Coimbra anunciou hoje a criação do primeiro centro de investigação dedicado à terapia génica do país, que servirá para desenvolver tratamentos para doenças graves e sem tratamento, representando um investimento de 38 milhões de euros.

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A Universidade de Coimbra anunciou hoje a criação do primeiro centro de investigação dedicado à terapia génica do país, que servirá para desenvolver tratamentos para doenças graves e sem tratamento, representando um investimento de 38 milhões de euros.

“Este é o primeiro centro de investigação e inovação na área da terapia génica do país, que vai dedicar-se às doenças graves e sem tratamento, sobretudo doenças raras, com condições para a realização de ensaios clínicos e produção de medicamentos”, evidencia.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Universidade de Coimbra (UC) explica que o GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica em Portugal vai ser financiado, ao longo de seis anos, com 38 milhões de euros, provenientes de financiamentos europeus e nacionais.

“O GeneT pretende ser um farol de excelência em investigação e desenvolvimento nesta área tão promissora, tirando partido de um ecossistema privilegiado que reúne academia, clínica e indústria”, acrescenta.

Segundo a UC, o novo centro de investigação de Terapia Génica em Portugal vai ser liderado por Luís Pereira de Almeida, docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC) e coordenador do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB).

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“Espera-se que o GeneT venha a ter um impacto significativo na saúde pública portuguesa, ao permitir o desenvolvimento de novas terapias para doenças graves e sem tratamento, e que venha a ser um exemplo do potencial da investigação científica para melhorar a vida das pessoas”, refere.

O GeneT vai ser financiado pela Comissão Europeia, com 15 milhões de euros, no âmbito do concurso Teaming for Excellence do programa Horizonte Europa, e pelo Governo português, que vai igualar o financiamento europeu.

O projeto conta também com o financiamento do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de várias entidades do setor da indústria e saúde.

Vai colaborar com o Gene Therapy Innovation and Manufacturing Centre, da Universidade de Sheffield (Reino Unido), e o Finish National Virus Vetor Laboratory, da Universidade da Finlândia Oriental, instituições pioneiras no desenvolvimento de terapia génica.

Envolverá ainda várias estruturas da Universidade de Coimbra, tais como o Centro de Neurociências e Biologia Celular, o Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, as Faculdades de Farmácia, Medicina e Ciências e Tecnologia.

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A terapia génica traduz-se numa abordagem terapêutica de ponta capaz de desenvolver novas terapêuticas para diversas doenças, especialmente patologias raras, muitas vezes hereditárias, tendo já “provado ter um enorme impacto na vida das pessoas, reduzindo o sofrimento e mortalidade”.

É também uma área “com grande potencial de desenvolvimento”, sobretudo no que respeita “à dimensão translacional, que permite que o conhecimento científico seja aplicado na parte clínica”.

A terapia génica tem vindo a revolucionar o tratamento e a progressão de doenças raras, permitindo tratamentos curativos em muitos casos após uma única administração.

Entre os exemplos estão o tratamento e a progressão de doenças neuromusculares ou oftalmológicas, como a Atrofia Muscular Espinhal ou a Amaurose Congénita de Leber.

Existem sete mil doenças raras, 80% destas genéticas, que afetam 6% da população mundial.

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Destas, 95% não têm terapia eficaz, existindo no mercado apenas 13 produtos de terapia génica para o tratamento de doenças.

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AVEIRO: UNIVERSIDADE PREMIADA PELA APLICAÇÃO DA IA À INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA

Uma equipa do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) da Universidade de Aveiro, venceu uma das duas categorias do concurso BioASQ, revelou hoje fonte académica.

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Uma equipa do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) da Universidade de Aveiro, venceu uma das duas categorias do concurso BioASQ, revelou hoje fonte académica.

O concurso, que alia a inteligência artificial (IA) à investigação biomédica, é organizado pelo Demokritos NCSR (National Center for Scientific Research), da Grécia, e tem como patrocinadores a Google, a Elsevier, e a Ovid.

Os participantes são desafiados a desenvolver sistemas de IA capazes de compreender e analisar vastas coleções de texto biomédico e responder a perguntas complexas, úteis para os especialistas biomédicos.

“Na prática, os trabalhos a concurso pretendem criar algo semelhante ao ChatGPT, mas só com informação da PubMED, um motor de pesquisa na área das ciências da vida e biomedicina”, explica Tiago Almeida, da equipa do IEETA.

Segundo a mesma fonte, a BioASQ é uma competição de referência nessa área científica, que estabelece o padrão global para os avanços em IA aplicados à literatura biomédica.

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“Esta vitória destaca o envolvimento dedicado da equipa numa das principais competições internacionais de Inteligência Artificial (IA) e processamento biomédico de linguagem natural (PNL)”, consideram os vencedores.

Segundo Richard Jonker e Roshan Poudel, também membros da equipa, “os avanços registados na IA para a pesquisa de informação biomédica e a resposta a perguntas são muito promissores para aplicações no mundo real”.

Dão como exemplo a melhoria dos sistemas de informação médica e a ajuda no diagnóstico avançado de cuidados de saúde.

“Isto poderá revolucionar a forma como os profissionais de saúde acedem e utilizam a informação, melhorando os cuidados aos doentes e as metodologias de investigação”, frisam.

Numa das categorias a concurso participaram nove equipas com um total de 27 sistemas, e na outra participaram 16 equipas, com um total de 59 sistemas em avaliação.

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