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GAIA: AUTARCA TEME QUE A DESCENTRALIZAÇÃO ATRAIÇOE OS CIDADÃOS

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, afirmou hoje ter “medo” de que o processo de descentralização “atraiçoe” os cidadãos e faça com que a confiança na política “piore”.

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O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, afirmou hoje ter “medo” de que o processo de descentralização “atraiçoe” os cidadãos e faça com que a confiança na política “piore”.

“O receio que eu tenho destes processos não é o medo de gerir (…) é de uma coisa muito pior, que este processo atraiçoe todos os cidadãos. Porque se o cidadão perceber que a descentralização na verdade corresponde a um empandeiramento de responsabilidades, sem o pacote financeiro, o nível de confiança na política vai piorar”, referiu.

Eduardo Vítor Rodrigues, que falava durante a jornada “Regionalização e Educação”, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), comparou o processo de descentralização da educação à compra de um carro em segunda mão.

“Desculpem a comparação idiota, mas algum de vós, ia comprar um carro usado sem pelo menos terem a ilusão de que ele foi todo revisto? O problema é que nós recebemos o carro usado com o motor gripado, com a chapa com ferrugem e agora dizem, resolvam”, ironizou.

O autarca afirmou ainda existir um “cinismo” em todo o processo, defendendo que “caso as coisas não melhorem”, os cidadãos vão considerar que de “nada serviu” a descentralização.

“Sou favorável a todos os processos de descentralização, desde que me garantam o mínimo do cheque (…) porque nós autarcas sempre dissemos que somos capazes de localmente gerir sem a componente de escala de uma forma mais eficiente, portanto, para ser coerente eu estou disponível para receber as competências com menos dinheiro do que o estado gastava porque acho que sou capaz de gerir com mais eficiência”, salientou.

Durante a sessão, que foi uma iniciativa conjunta da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação e do Fórum Português de Administração Educacional, Eduardo Vitor Rodrigues referiu ainda que dentro de um ano e meio, a população poderá “revoltar-se”.

“É que em outubro há eleições autárquicas, por muito que se faça, o ano letivo de 2021/2022, que é da responsabilidade dos municípios não vai começar com a resolução dos problemas, quanto muito com a minimização dos problemas”, garantiu.

Eduardo Vitor Rodrigues considerou também que só através da regionalização será possível “reforçar a democracia em Portugal”.

“Sentimos verdadeiramente que Portugal está melhor, mas não está melhor de forma idêntica para todos, e enquanto não colocarmos isto no patamar do desenvolvimento do país, nunca vamos conseguir perceber que a regionalização não é um objetivo político. A regionalização é um instrumento político que tem um objetivo desenvolvimentista e de sustentabilidade dos territórios”, concluiu.

Nestas jornadas de reflexão e debate sobre a regionalização e educação marcaram também presença o presidente da extinta Comissão Independente para a Descentralização, João Cravinho, o presidente do Conselho de Escolas, José Eduardo Lemos e o presidente da Confederação das Associações de Pais.

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VILA NOVA DE GAIA: PJ DETÉM “JOVEM” SUSPEITO DE TENTAR MATAR COM UMA GARRAFA

Um homem de 22 anos foi detido por suspeita de ter tentado matar outro com uma garrafa de vidro partida na quarta-feira à noite, em Vila Nova de Gaia, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

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Um homem de 22 anos foi detido por suspeita de ter tentado matar outro com uma garrafa de vidro partida na quarta-feira à noite, em Vila Nova de Gaia, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

Na sequência desse ataque, a vítima sofreu uma grave lesão pulmonar e o alegado agressor ferimentos nas mãos, adiantou, em comunicado.

Naquela noite, o suspeito estava acompanhado por um amigo quando, por motivo fútil, se envolveu numa discussão com um desconhecido na zona do Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, sublinhou a PJ.

“A dado momento, o detido empunhou uma garrafa partida e desferiu vários golpes na vítima, ferindo-a com gravidade”, referiu.

A PJ acrescentou ainda que a agressão só parou quando algumas pessoas que circulavam na rua foram em seu auxílio.

O homem, suspeito de homicídio qualificado na forma tentada, vai ser presente ao Tribunal de Instrução Criminal para primeiro interrogatório.

O alerta para o incidente foi dado pelas 21:37 de quarta-feira, junto à estação de metro General Torres, referiu à Lusa fonte do Comando Metropolitano do Porto da PSP.

O incidente envolveu a agressão com arma branca de dois homens a outros dois homens, explicou então a mesma fonte, sem detalhar os ferimentos ou o possível motivo.

Na quinta-feira, fonte policial indicou que a investigação aos desacatos ocorridos tinha passado para a alçada da Polícia Judiciária.

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BEJA: CRUZ VERMELHA ENCERRA DOIS LARES DE TERCEIRA IDADE

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) anunciou, esta sexta-feira, o encerramento, até 31 de julho, dos seus dois lares em Beja, garantindo que vai “procurar a melhor solução” para os utentes e assegurar “todos os direitos” dos trabalhadores.

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A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) anunciou, esta sexta-feira, o encerramento, até 31 de julho, dos seus dois lares em Beja, garantindo que vai “procurar a melhor solução” para os utentes e assegurar “todos os direitos” dos trabalhadores.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a CVP revelou que, “após avaliação das precárias condições físicas” dos edifícios onde funcionam as casas de repouso Henry Dunant e José António Marques, “tomou a decisão de encerrar” estas respostas sociais no município alentejano de Beja.

“Dada a antiguidade dos edifícios e até a impossibilidade de realização de obras num deles, por imposição do senhorio, a avaliação efetuada concluiu que não é possível realizar melhoramentos funcionais que permitam inverter esta situação”, justificou.

A instituição liderada por António Saraiva frisou ainda que “o encerramento agora decidido tornou-se na única alternativa viável face às condições precárias dos edifícios, que não garantem a qualidade e serviço digno que a CVP presta”.

Nesse âmbito, tanto a Casa de Repouso Henry Dunant como a Casa de Repouso José António Marques vão encerrar os seus serviços “até 31 de julho”, lê-se na nota.

Estas duas estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPIs) acolhiam cerca de 60 pessoas, tendo já sido possível “colocar 11 utentes em outros equipamentos sociais”, através das vagas entretanto disponibilizadas pela Segurança Social.

“Outras nove pessoas saíram por iniciativa própria”, acrescentou a CVP, garantindo continuar “a procurar a melhor solução para as 37 pessoas que ainda se mantêm nestas ERPIs”.

Relativamente aos seus 25 trabalhadores em Beja, a CVP anunciou não ser possível recolocá-los noutras respostas sociais da sua responsabilidade, pelo que “avançará com a cessação dos contratos de trabalho de acordo com os prazos de encerramento das ERPIs”.

“Ficará garantido o acesso a todos os direitos legais aplicáveis, assumindo a CVP o acompanhamento individualizado de cada trabalhador tendo em conta a sua situação socioeconómica”, assegurou.

A CVP acrescentou que, “sempre que tal se verifique necessário”, irá incluir estes colaboradores “no seu sistema de apoio social”.

A par disso, a instituição está a efetuar contactos “com outros empregadores da região, com o intuito de encontrar soluções profissionais para o maior número possível de trabalhadores”.

No passado dia 12 de abril, o PCP revelou ter questionado o Governo, através do deputado Alfredo Maia, sobre como pretende salvaguardar os postos de trabalho dos funcionários de dois lares que a CVP “vai encerrar em Beja” e os cuidados aos utentes residentes nas instituições.

Nas perguntas dirigidas à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, e ao ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o PCP dizia querer saber “que conhecimento tem o Governo da situação descrita em relação ao anunciado encerramento dos dois lares da Cruz Vermelha em Beja”.

E “que medidas vai o Governo tomar para, no imediato, salvaguardar os cuidados aos utentes residentes nos referidos lares da Cruz Vermelha” e para também garantir os postos de trabalho e direitos dos trabalhadores.

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