Três antigos gestores da empresa municipal Gaianima vão ser julgados. João Vieira Pinto, Ricardo Almeida e Angelino Ferreira vão responder em tribunal por alegados prejuízos ao erário municipal, suspeitos de terem desrespeitado normas enquanto gestores públicos na administração da extinta Gaianima, empresa da Câmara de Gaia encerrada com um buraco de 4,4 milhões de euros.
Os acusados na investigação conduzida desde março pela PJ do Porto, com o apoio da Inspeção-Geral de Finanças, são Angelino Ferreira, o único elemento do conselho de administração da Gaianima que transitou a convite do autarca socialista Eduardo Vítor Rodrigues para a Comissão Liquidatária da empresa municipal, Ricardo Almeida, executivo da Gaianima de 2011 a 2013 e ex-líder da Concelhia do PSD/Porto, e João Vieira Pinto, ex-administrador comercial, diretor da Federação Portuguesa de Futebol e candidato à liderança da Junta de Freguesia de Campanhã pelo PSD na corrida eleitoral de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto.
A análise externa à gestão da Gaianima apontou para 4,4 milhões de euros de dívidas mal-paradas, boa parte das quais de difícil cobrança por não terem suporte legal. Em março, Eduardo Vítor Rodrigues adiantou ao Expresso que ainda antes da sua tomada de posse já o Tribunal de Contas promovia uma auditoria ao universo do município, “cujos resultados estão alinhados com a auditoria externa”.

