Desde o início de 2024, a Guarda Nacional Republicana identificou mais de 300 cidadãos estrangeiros em situação irregular em território nacional. No âmbito das novas competências de controlo de fronteiras, a força de segurança emitiu cerca de 150 notificações de abandono voluntário do país.
Quase dois anos após a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a Guarda Nacional Republicana (GNR) assumiu a responsabilidade plena pela vigilância e controlo das fronteiras terrestres e marítimas. De acordo com o balanço operacional, as ações de fiscalização tornaram-se mais eficazes, abrangendo explorações agrícolas, transportes ferroviários e patrulhamento marítimo em várias regiões de Portugal Continental.
As operações recentes têm incidido particularmente no setor agrícola, onde se verifica uma forte presença de mão de obra estrangeira, maioritariamente oriunda da Índia, do Nepal e da Guiné-Bissau. Muitos destes trabalhadores deslocam-se para Portugal em busca de estabilidade económica e política, enfrentando, contudo, desafios significativos relacionados com os baixos rendimentos e o elevado custo de vida atual.
A fiscalização da GNR visa não apenas o controlo documental, mas também a identificação de situações de precariedade laboral e exploração. Muitos imigrantes, apesar de auferirem o salário mínimo nacional, suportam custos elevados com habitação e deslocações diárias, tentando simultaneamente enviar remessas financeiras para as famílias nos países de origem. A Guarda mantém o foco na deteção de irregularidades e na garantia do cumprimento das normas de permanência no espaço nacional.

