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GOVERNO ESPERA ‘RESOLVER’ OS PROBLEMAS DE ACESSO EM ZONAS SEM INTERNET

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O secretário de Estado das Infraestruturas afirmou hoje que o concurso de conectividade de fibra ótica deverá ser lançado “durante o curso do quarto trimestre”, depois de ter informação sobre as zonas brancas (sem Internet) do país.

Hugo Santos Mendes falava na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), que teve uma duração de quase sete horas.

Em resposta a uma questão da deputada socialista Jamila Madeira sobre o concurso de conectividade de fibra ótica para zonas de baixa densidade, o secretário de Estado adiantou que o concurso vai avançar durante o último trimestre deste ano, depois de ser obtida a informação detalhada sobre as zonas brancas, que implica ter dados “casa a casa”.

“Vamos avançar com o concurso”, disse Hugo Santos Mendes, salientando que foi feita entre janeiro e fevereiro deste ano “uma primeira consulta pública para recolher informação relevante que, no entanto, não é suficiente”.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) lançou, a pedido do Governo, essa consulta pública e isso “deu origem a um relatório enorme”, apontou Hugo Santos Mendes, “porque foram dezenas e dezenas as entidades que participaram, e bem, o que demonstra a centralidade e a urgência em resolver esta questão das zonas brancas” em Portugal.

O secretário de Estado adiantou que o relatório só foi entregue ao ministério “no dia 03, 04 de maio”, ou seja, na semana passada.

“O relatório está a ser analisado, ao mesmo tempo é preciso avançar para uma fase em que a granularidade e o detalhe de informação é maior”, prosseguiu o governante.

Ora, “neste momento temos informação de zonas de estatísticas e precisamos de informação casa a casa, quando tivermos informação casa a casa saberemos exatamente onde começam e acabam as zonas brancas, quais são as casas que precisam de investimento”, explicou Hugo Santos Mendes.

Com esta informação detalhada, “podemos fazer um orçamento muito mais rigoroso”, mas “para isso precisamos de construir essa base de dados, precisamos também de trabalho de colaboração dos operadores porque são eles, no fundo, que conhecem o terreno e sabem que zonas é que estão servidas ou não”, sublinhou.

Ou seja, “há um conjunto de passos a dar”, mas “o nosso objetivo é que durante o curso do quarto trimestre deste ano o concurso possa ser lançado”, rematou o secretário de Estado.

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