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INTERNACIONAL

GUERRA: REDES SOCIAIS FALHARAM NO COMBATE À DESINFORMAÇÃO RUSSA

As principais plataformas ‘online’, como o TikTok e o X (antigo Twitter), não conseguiram combater de forma eficaz a desinformação russa durante o primeiro ano da guerra na Ucrânia, aponta um estudo divulgado hoje pela União Europeia (UE).

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As principais plataformas ‘online’, como o TikTok e o X (antigo Twitter), não conseguiram combater de forma eficaz a desinformação russa durante o primeiro ano da guerra na Ucrânia, aponta um estudo divulgado hoje pela União Europeia (UE).

Apublicação deste estudo independente, realizado em nome da UE, surge depois de terem entrado em vigor este mês regras mais rigorosas para estas plataformas, ao abrigo da nova Lei dos Serviços Digitais (DAS, na sigla em inglês).

O estudo examinou a conformidade das ações realizadas por seis plataformas – Facebook, Instagram, Twitter (agora renomeado X), YouTube, TikTok e Telegram – face às novas regras.

Os seis, com exceção do Telegram, estão sujeitos desde 25 de agosto a obrigações reforçadas em termos de controlo de conteúdos e de combate à desinformação e ao ódio ‘online’.

Os autores do relatório apontam que “os padrões de mitigação de risco não foram respeitados no caso da desinformação do Kremlin”.

A Comissão Europeia, no entanto, sublinhou que “o acesso limitado aos dados impõe certas reservas à avaliação” de que os esforços das empresas tecnológicas se revelaram insuficientes.

A UE está preocupada com possíveis campanhas de desinformação durante as eleições europeias marcadas para o próximo ano.

Segundo o estudo, existe um “alto risco” de a Rússia tentar influenciar a votação.

“As regras fornecidas pela DSA abrem grandes perspetivas para acabar com as campanhas de desinformação do Kremlin e os ataques de outros estados contra a democracia e os direitos fundamentais”, sublinham os autores.

“Mas devem ser aplicados de forma rápida e eficaz”, acrescentam.

Mesmo antes da entrada em vigor da DSA, as empresas avaliadas, com exceção do Telegram, tinham assinado um código de boas práticas contra a desinformação ‘online’, que contém cerca de quarenta compromissos voluntários destinados, em particular, a uma melhor cooperação com os “verificadores de factos” [Fact-checking, em inglês] e para bloquear ‘sites’ que divulguem notícias falsas.

Estes compromissos “mitigaram algumas das atividades maliciosas do Kremlin”, avaliam os autores do relatório que lamentam, no entanto, que as plataformas “não tenham implementado estas medidas a nível sistémico”.

A rede social X retirou-se do código de conduta em junho passado.

Os autores alertaram também que a desinformação russa ‘online’ aumentou em 2023, após a aquisição do Twitter pelo bilionário Elon Musk, “em parte como resultado do desmantelamento dos padrões de segurança” da rede social que se passou a X.

Elon Musk lançou uma onda de demissões após a sua chegada à liderança da rede social, demitindo muitos moderadores que verificavam o conteúdo do Twitter.

Na semana passada Musk garantiu que a plataforma está a “trabalhar duro” para cumprir as regras do DSA.

INTERNACIONAL

MARINHA ACOMPANHOU PASSAGEM DE NAVIO RUSSO POR ÁGUAS PORTUGUESAS

A Marinha portuguesa concluiu nesta quarta-feira, após aproximadamente 100 horas, a monitorização e acompanhamento da passagem de um navio científico da Federação Russa por águas portuguesas, adiantou este ramo das Forças Armadas.

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A Marinha portuguesa concluiu nesta quarta-feira, após aproximadamente 100 horas, a monitorização e acompanhamento da passagem de um navio científico da Federação Russa por águas portuguesas, adiantou este ramo das Forças Armadas.

O navio científico russo entrou no limite sudoeste das águas sobre jurisdição nacional na manhã de 19 de maio, tendo efetuado todo o seu trânsito até ao limite norte, nesta quarta-feira, ao largo de Caminha, referiu a Marinha, em comunicado.

“Este tipo de navios é utilizado para recolha e aquisição de dados sobre recursos existentes nas águas e no leito marinho e servem também, em alguns casos, para identificar e mapear zonas de passagem de cabos submarinos”, realçou ainda.

A monitorização e acompanhamento, que decorreu aproximadamente durante 100 horas, foi feito através do NRP Zaire e do NRP Viana do Castelo e do Centro de Operações Marítimas.

“A Marinha, através destas ações de monitorização e vigilância, garante a defesa e segurança dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, na proteção dos interesses de Portugal e, simultaneamente, contribui para assegurar o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos no quadro da Aliança”, frisou ainda este ramo das Forças Armadas.

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COLAPSO DOS PEIXES MIGRATÓRIOS AMEAÇA ALIMENTAÇÃO DE MILHÕES DE PESSOAS

O colapso das populações de peixes migratórios ameaça a segurança alimentar de milhões de pessoas e os ecossistemas críticos de água doce, indica um relatório hoje divulgado.

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O colapso das populações de peixes migratórios ameaça a segurança alimentar de milhões de pessoas e os ecossistemas críticos de água doce, indica um relatório hoje divulgado.

Em vésperas do Dia Mundial da Migração de Peixes, no próximo sábado, o documento salienta que desde 1970 se registou um declínio de 81% das populações de peixes migradores, sendo as quedas mais acentuadas na América Latina (91%), Caraíbas (91%) e Europa (75%).

No entanto a diminuição dos peixes de água doce regista-se em todo o mundo, o que põe em risco a segurança alimentar e os meios de subsistência de milhões de pessoas, a sobrevivência de muitas outras espécies, e a saúde a resiliência dos rios, lagos e zonas húmidas.

Os alertas fazem parte de um novo relatório do Índice Planeta Vivo, sobre peixes migratórios de água doce, publicado pela organização “World Fish Migration Foudation” e outras entidades, incluindo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e a “World Wide Fund for Nature” (WWF).

O Índice Planeta Vivo é um indicador global sobre o estado da biodiversidade, administrado pela Sociedade Zoológica de Londres em cooperação com a WWF.

No documento explica-se que metade das ameaças aos peixes migradores se relaciona com a degradação dos habitats, incluindo a construção de barragens e de outras barreiras nos rios, e a conversão das zonas húmidas para a agricultura. A sobre-exploração, o aumento da poluição e o agravamento dos impactos das alterações climáticas, estão também a diminuir as espécies de peixes migradores.

“O declínio catastrófico das populações de peixes migratórios é uma chamada de atenção para o mundo. Temos de atuar agora para salvar estas espécies fundamentais e os seus rios”, afirmou, citado num comunicado sobre o relatório, Herman Wanningen, da “World Fish Migration Foudation”.

O especialista considera que os peixes migratórios “são fundamentais para as culturas de muitos povos indígenas, alimentam milhões de pessoas em todo o mundo e sustentam uma vasta rede de espécies e ecossistemas”, alertando que não se pode “continuar a deixar que eles escapem silenciosamente”.

Os autores do documento salientam também que os peixes migratórios de água doce são vitais para a alimentação de milhões de pessoas, especialmente na Ásia, África e América Latina, e que são meio de subsistência para dezenas de milhões através da pesca local, comércio, indústria e pesca recreativa.

E destacam pela positiva que um terço das espécies monitorizadas aumentou, nomeadamente por melhor gestão de recursos, recuperação de habitats e remoção de barragens.

Na Europa e nos Estados Unidos já foram removidas milhares de barragens, diques, açudes e outras barreiras fluviais. No ano passado a Europa removeu um recorde de 487 barreiras, um aumento de 50 % em relação ao máximo anterior de 2022.

Os decisores de todo o mundo devem acelerar os esforços para proteger e restaurar os caudais dos rios, investindo em alternativas sustentáveis às barragens hidroelétricas que estão planeadas. E lembram os objetivos saídos da cimeira mundial sobre a biodiversidade Kunming-Montreal, no Canadá no final de 2022, de recuperação de 300.000 quilómetros de rios degradados.

A “World Fish Migration Foudation” promove desde 2014 o Dia Mundial da Migração de Peixes, para aumentar a consciencialização sobre os peixes migratórios. Este ano celebra os rios livres e já conta com mais de 65 países participantes.

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