António Martins, 82 anos, foi morto à pancada por assaltantes que o surpreenderam sozinho no seu minimercado. O produto do roubo terá sido uns maços de tabaco e 336 euros em dinheiro.
Trinta maços de tabaco e 36 euros em dinheiro que estavam na caixa registadora – foi este o valor do assalto a um café e minimercado, na segunda-feira à noite, em Casal de São José, no concelho de Arganil. António Martins, o proprietário de 82 anos que foi assassinado à pancada, teria nos bolsos 300 euros, também levados. Para a família da vítima e vizinhos, não há dúvidas de que se tratou de um roubo violento.
Lamentam a barbaridade de amarrarem o idoso de 82 anos, “pessoa frágil e franzina, que com um sopro caía. Não era preciso matá-lo desta forma”, lamenta Elza Guerra, sobrinha de António Martins, adiantando: “A não ser que quem o tenha feito seja conhecido e tenha ficado com medo.” António foi encontrado morto, pelo genro, quando este lhe ia levar o jantar, pelas 21h30.
Estava no chão já morto, amordaçado e com mãos e pés atados. A aldeia está em choque. “Já por aqui houve alguns roubos a casas de emigrantes, mas nunca com esta violência”, conta ao CM, assustada, Maria Sofia. Na pequena localidade, o movimento existente é fruto da passagem da Estrada Nacional 342, que liga Arganil a Góis, à beira da qual fica o café e minimercado assaltado, que estava habitualmente aberto até às 22h00. A família da vítima ainda não pode entrar na casa, por indicação da PJ. Segundo um familiar, esta era uma semana de pagamentos a fornecedores, daí os cerca de 300 € que António teria no bolso.
No café, o último registo na caixa foi feito pelas 19h45, “por um cliente habitual, que todos os dias, quando vem do trabalho, pára ali, bebe uma cerveja e leva um maço de tabaco”, contou ao CM Amândio Ladeira, que todos os dias levava o jantar ao sogro e ficava atrás do balcão até mais tarde. Na aldeia, os vizinhos dizem não ter visto nada de suspeito, apenas estranharam o fecho do café tão cedo. A Judiciária tenta identificar os homicidas.

