Os incêndios rurais em 2025 deixaram uma marca negra na floresta portuguesa. Segundo a análise preliminar da AGIF, este foi o quarto pior ano desde 2001, com um total de 270 mil hectares de área ardida, afetando sobretudo as regiões do Norte e Centro. Apesar de o número total de ocorrências (8.284) se manter abaixo da média histórica, registou-se um fenómeno de concentração destrutiva: apenas seis grandes incêndios (com mais de 10 mil hectares) foram responsáveis por 59% de toda a área ardida.
O relatório destaca um “aumento notável” dos fogos de grande dimensão face aos últimos oito anos, impulsionado por condições meteorológicas severas, especialmente em agosto, que teve 29 dias consecutivos de risco crítico.
Quanto às causas, os dados são preocupantes. Dos incêndios já investigados, 34% foram causados por fogo posto (incendiarismo), um aumento de 16% em relação a 2024. Os incêndios acidentais também dispararam 65%. Apenas 5% tiveram causas naturais, como foi o caso do maior fogo do ano, iniciado em Arganil por um raio, que lavrou durante 12 dias.
O impacto ambiental foi severo, com as emissões de carbono a duplicarem face à média histórica. O ano termina com um saldo trágico de seis vítimas mortais: quatro operacionais e dois civis.
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