Cerca de 48 mil hectares de território nacional arderam no ano passado devido a beatas de cigarros mal apagadas ou atiradas pela janela de veículos. O valor representa mais de 17% da área total ardida em Portugal, fixando a percentagem mais elevada dos últimos 25 anos por esta causa.
Segundo os dados do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a negligência continua a ser um fator crítico, com a maioria dos incêndios a ter origem em fumadores ao volante. Dos quase 300 fogos provocados por beatas em 2025, 188 começaram quando o cigarro foi lançado de um automóvel.
As autoridades alertam para um risco acrescido na região Centro, onde a acumulação de madeira e destroços de tempestades recentes aumenta a vulnerabilidade do território.
Perante este cenário, a Guarda Nacional Republicana reforça o apelo à limpeza urgente de terrenos, recordando que a gestão de combustível florestal é uma obrigação legal dos proprietários. O incumprimento destas normas poderá levar à intervenção direta da GNR, num ano em que a atenção é redobrada para evitar que comportamentos negligentes voltem a devastar a floresta nacional.

