23 de Junho é dia de decisões no Reino Unido. Mais de 46 milhões estão inscritos para votar, segundo a Comissão Eleitoral, um número recorde. Espera-se uma afluência grande, ainda que o mau tempo que é esperado para o dia de hoje em Londres e no Sul de Inglaterra possam diminuí-la. Zonas, aliás, que estariam mais do lado do Remain. Há mesmo um aviso amarelo para Kent e Sussex Leste.
São mais de 46 milhões os eleitores chamados às urnas para responder à questão: “O Reino Unido deve permanecer como membro da União Europeia ou sair da União Europeia?”.
As últimas sondagens mostram o “sim” e o “não” muito próximos e ninguém arrisca uma tendência de vitória. Os resultados finais só vão ser conhecidos na sexta-feira.
A “City” londrina está expectante. A capital financeira é um dos principais movimentos de apoio à manutenção na União Europeia. Os homens de negócios sabem que a vitória do “brexit” é má para o negócio entre fronteiras.
O professor de Economia, João Ferreira do Amaral, considera que uma eventual saída do Reino Unido teria consequências limitadas também em Portugal. O grande inconveniente seria dar ainda mais força à Alemanha. Independentemente do resultado, o referendo vem lembrar a necessidade de pôr freio ao centralismo da União Europeia

